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A mostrar mensagens de Dezembro, 2008

As Nicolinas de 1858

Festividade. – A irmandade de S. Nicolau festejou, este ano, o dia do Santo com pompa e magnificência além do ordinário. A missa foi cantada no altar-mor, estando exposto o Deus Sacramentado, Pregou o distinto orador snr. Mendes Leite, abade de Santa Cristina de Arões. Esteve presente à festa um grande número de irmãos. Folia escolástica. – A folga escolástica de S. Nicolau parece que caminha para o seu termo; nem outra coisa era de esperar depois de a confundirem com os divertimentos ordinários e comuns – danças e teatro –, contudo alguma coisa houve de bom, e mau. Comecemos por este. Não temos grandes queixas; mas alguém as tem, não tendo podido conciliar o sono, com o estrondo dos tambores durante as noites. Parece que a nossa advertência só a nós foi proveitosa. Em outro tempo, iam os estudantes à novena de N. S. da Conceição; antes de ir, faziam as suas graças, às vezes pesadas; mas não amotinavam a povoação com o estrondo dos tambores, salvo de dia e só no dia próprio deles. Com ex…

Publicidade: A Casa Barateira

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Anúncio publicado no O Espectador, Guimarães, 28 de Setembro de 1884.

Publicidade: Casa Hig-Life

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, em 9 de Fevereiro de 1916.

Publicidade: Jeropiga do Alto Douro

Anúncio publicado no jornal Vimaranense, em 29 de Dezembro de 1915.

Publicidade: Bolo-Rei à Parisiense

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Anúncio publicado no jornal Independente, em 26 de Dezembro de 1908.

Os nomes de Guimarães: Vila Velha do Castelo de Guimarães

É de saber que até ao tempo de D. Dinis a parte alta da cidade era murada, desde data incerta, enquanto a parte baixa se conservava aberta, divisão material que favorecia a conservação da outra que provinha dos privilégios. Essa parte alta murada tinha então a denominação de Castellum de vimaranis, talvez porque com o castelo propriamente dito formava um todo continuo, uma fortaleza única. Enquanto assim foi, os moradores da parte baixa aceitaram sem relutância os privilégios dos seus vizinhos, mas depois que, no tempo de D. Dinis, todo o burgo se viu rodeado de muros e portanto uns e outros obrigados à sua defesa, sobretudo depois que no ataque que à vila fez Henrique II de Castela, tiveram os habitantes de baixo de socorrer e defender a parte alta, começaram estes protestando e reclamando contra as regalias dos moradores intus castelli que tenazmente procuravam sustentá-las. Esta luta prolongou-se até ao tempo de D. João I que a terminou de vez com a completa extinção dos privilégios d…

Os nomes de Guimarães: Leobriga, Columbina e... Guimarães

Outros nomes diz a Corografia ter Guimarães, a saber Leobriga e Columbina, mas deixada toda esta variedade com que os autores antigos e modernos se cansam sobre o nome de Guimarães assentamos que Guimarães desde o seu princípio conservara este nome. Assim se exprime o corregedor de Guimarães Francisco Xavier de Serra Craesbeck no seu volume Memórias Ressuscitadas de Entre-Douro-e-Minho, que se conserva na Biblioteca Nacional de Lisboa. Damos em nota este extracto apesar da sua extensão, porque é inédito e porque patenteia bem o nenhum valor de tradições geralmente aceites mas que não tem um argumento sério em seu favor. Para o caso da cidade «Latita», oppidum latitum, por exemplo, o argumento é um erro de leitura de documentos pertencente ao Livro de Mumadona, o qual diz ad radicem alpe latito e não ad radicem oppido latito. Os outros não valem mais, como a simples leitura o mostra.
João de Meira, O Claustro da Colegiada de Guimarães. Revista de Guimarães n.º 22, 1905, p. 39-56.

Os nomes de Guimarães: Cidade de Santa Maria

O quinto nome que se dá a Guimarães é o de cidade de Santa Maria; descobre-se este nome em uma sentença que D. Afonso V. O Rei de Leão pronunciou a favor do convento de Guimarães, copiada no livro das doações, que começa Ambiguum, onde propondo-se diante o rei uma acção contra o dito convento refere que a mesma já fora posta no tempo d'el-rei D. Bermudo, sucessor de D. Ordonho, que reinaram na Lusitânia, e nesta sentença se declara que vindo o príncipe D. Bermudo a esta terra à herança de seus pães aqui na cidade de Santa Maria Alem Douro se intentara acção contra o convento, corno se vê das palavras seguintes: et per talis actio pervenerut in ejus praesentiam in civitate Sanctae Mariae; por estas palavras claras se mostra estar a cidade de Santa Maria em Guimarães ou ao menos no seu termo porque a data da sentença nos desfaz a dúvida da determinação da terra Hic in eclesia Sancti Michaelis Archangelis in oculis calidarum. Temos as Caldas junto ao rio Avicela, temos a igreja de S.…

Sobre o anúncio do 'chumbo' dos projectos para Toural e o Mercado Velho

O recente anúncio de que o IGESPAR teria informado, por via de parecer informal, que seria contrário à concretização dos projectos para o Toural e para o antigo mercado merece alguma reflexão.

[Clicar na imagem para ampliar]O Toural. Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 7.º ano (1864), pág. 217. Em relação ao projecto para o Toural, do meu ponto de vista, já aqui amplamente exposto, seria mais do que natural o chumbo do parque subterrâneo e do túnel previsto no projecto que tem estado em cima da mesa. Não faltavam argumentos para desaconselhar essas intervenções. Já o mesmo não direi se se fala em restrições draconianas em relação a eventuais intervenções à superfície. Ao longo dos séculos, o Toural já teve muitas caras. Parece consensual a ideia de que a nossa sala de visitas está, há muito, a pedir uma intervenção de requalificação. Se essa intervenção for desenvolvida dentro da mesma lógica conceptual que esteve presente nas intervenções que, ao longo das últimas dé…

Os nomes de Guimarães: Latita

O quarto nome que descobrimos intitular-se Guimarães é o de cidade Latita oppidum latitum. Consta da doação de Santa Maria de Oliveira copiada no livro de D. Muma nas palavras seguintes: in coenobio nuncupato Vimaranes quod est fundata ad radicem oppido latito não há que a rude traumática pois saía da barbária africana; o sentido está patente, pois confessa estar edificado o mosteiro na raiz da cidade Latita, a palavra oppidum no rigor da gramática latina, na frase jurídica e histórica significa cidade; denominava-se oppidum ab oppibiu tuendis posto que se diversifique oppidum, ab urbe, porque urbs tinha origem de um arado de metal com que delimitavam as cidades encostando as terras para a parte interior suspendendo os lugares das portas, levando o arado um touro e uma vaca como diz Virgílio: inter encas (?) urbem designat aratio. E se denominavam pelo nome oppidum as povoações edificadas sem esta cerimónia ou fosse cidade que tivesse muros ou que os não tivesse; assim convém em que a…

Os nomes de Guimarães: Célia

O terceiro nome (se já não foi o segundo) é o de cidade Célia, ou Celiobriga por o nome Briga ser apelativo de cidade em Espanha e assim vem a denominar-se cidade Célia; dela trata Plínio tratando as propriedades do linho dizendo: Non dudum ex eadem Hispania Zoelicum venit in Italiam, plagis utilissimum, civitas ex Galecia et Occeano propinqua. De Guimarães entende esta autoridade de Plínio, Dominico Mario Niger na sua geografia e acrescenta se denominava o linho célio da cidade de Célia. O mesmo segue Duarte Nunes de Leão na descrição de Portugal. Favorece esta opinião o Rio Célio, vulgo Celho, que corre junto a Guimarães, nome antigo conhecido nas doações de D. Muma e o traz ibi: — Inter Avim et Avicelum, inter Celium et Celiolum, e como este rio se acha vizinho de Guimarães mostra que aqui fora a cidade Célia ou Geliobriga, ficando o nome ao rio, que de antes tinha o linho obrado e fiado pelas mulheres de Guimarães sendo há dois mil anos tão encarecido de Plínio, demonstração evide…

Os nomes de Guimarães: Apolónia

O segundo nome de Guimarães nos declara Juliano Arcipreste de Toledo na vida de S. Leôncio, 15.º arcebispo de Braga, dizendo ser Apolónia (nome próprio de cidade dedicada a Apolo e por sua veneração assim intitulada); as palavras de Juliano transcreveu D. Rodrigo da Cunha: Sanctus Leontius Bracharensis Pontifex rediens ex concilo moritur Guimaranii in Gallecia quae tunc discebatur Appolonia, 19 martii anno 326. O mesmo diz no Catálogo dos prelados de Braga no fim da sua primazia: in Oppido Guimarani, Vulgo Guimarães, sendo que Jorge Cardoso no seu Hagiológio trasladando esta última autoridade lhe muda o G. em V, dizendo in Oppido Vimaranio, vulgo Guimarães. Foi este concílio o Niceno e suposto que os bárbaros africanos devastassem estes povos e confundissem o lugar do seu sepulcro na Igreja de S. Miguel (primitiva do arcebispado e que ocupa o primeiro lugar no sínodo e no censual das Igrejas) se viram muitos sepulcros levantados de pedra com cruzes episcopais nas pedras superiores que…

Os nomes de Guimarães: Araduca

No início de um texto muito interessante sobre o Claustro da Colegiada de Guimarães, publicado em 1905, na Revista de Guimarães, João de Meira escreve que A origem do núcleo de população que devia ser mais tarde a vila e depois a cidade de Guimarães foi, no século XVII e seguintes, quando se tentou escrever a nossa história sem documentos e sobretudo sem critério, objecto das mais extravagantes e mais desencontradas fantasias.Esta afirmação é o ponto de partida para uma digressão pelos nomes de Guimarães, que se estende por uma longa nota, que aqui iremos transcrever:O padre Torcato Peixoto nas Memórias Ressuscitadas da antiga Guimarães, pág. 152, diz: «Outros lhe chamam Leobriga que quer dizer cidade forte. Outros Latica: cidade escondida ou Lactis pela relíquia que teve do leite de Nossa Senhora. Alguns a nomeiam Columbina ou Catheleucus como Jeronymo Rozel, Italiano. Muitos lhe chamam cidade de Santa Maria”. O padre Caldas, Guimarães, apontamentos para a sua história, vol. I, pág. O…

As Nicolinas de 1857

S. Nicolau. – Este festejo escolástico não foi tão pomposo e agradável como se esperava e estava premeditado; isto não só por ocorrências inesperadas, mas também por melindres e caprichos, na nossa opinião, mal entendidos. Se não pertencêssemos a esta ilustre classe, talvez não pugnássemos tanto pelo seu crédito; e, se notamos defeitos, é só com o fim de os vermos remediados. O público está acima de tudo, e o público não tem culpa nas ofensas ou caprichos dos particulares. O pregão anunciador do festejo ia vistoso e magnífico. A figura de Camões seguida daquelas que representavam as faculdades da Universidade de Coimbra, mostravam o apreço que as ciências e a literatura dão ao nosso primeiro poeta. – Se haviam de alterar o programa, deviam também mudar a hoa da saída, porque em muitas partes deixou ele de ser ouvido, e quando mesmo o Pregoeiro tivesse peito de bronze, e não se achasse tão incomodado, com se achou, só altas horas da noite poderia terminar, satisfazendo aos desejos de to…

As Nicolinas de 1856

Mascarada. – No dia 6 do próximo mês de Dezembro, o corpo escolástico desta cidade e concelho terminará a sua festa do S. Nicolau com uma mascarada no Teatro de D. Afonso Henriques, que terá princípio às 7 e meia horas da noite. Ouvimos dizer que haverá baile e que a Comissão nada tem poupado para fazer passar aos seus concidadãos, e hóspedes, uma noite agradável. A entrada será – grátis -. A Tesoura de Guimarães, n.º 26, Guimarães, 28 de Novembro de 1856 Festejos escolásticos. – Hoje saem os estudantes a anunciar o seu festejo do dia de S. Nicolau. O pregão é o que se vê nas colunas deste periódicos, obra do ex.mo Visconde de Pindela. Amanhã, depois das cavalhadas e exibições em todo o dia, terminará a festa com o baile mascarado, quadros vivos e outros divertimento no Teatro D. Afonso Henriques. A Tesoura de Guimarães, n.º 28, Guimarães, 5 de Dezembro de 1856 O S. Nicolau. – Não obstante chover todo o dia 5, os estudantes saíram com o seu pregão, e só recolheram depois das 9 da noite. N…

As Nicolinas de 1868 - II

À MORTAL DECADÊNCIA DA FESTA DO S. NICOLAU Por entre as alas de inquietos vultos, Que evocam do sepulcro a gran princesa, Escoam estas sombras, não sepultos Os restos dessa antiga realeza… Sabeis já quem morreu...? oh! sim foi ela!! A virgem coronal, a Virgem bela! Nascida da ciência e da alegria, Viu tronos baquear, gemer reinados; Viu à pátria faltar a luz do dia, Viu sábios a correr de alienados; Viu guerras devastar o pátrio solo, E a virgem não caiu... ergueu seu colo! Mas ai! festa escolar, por ti, amor, Tributo de saudade o peito anima; Tristonho funeral, intensa dor A sorte que tiveste aqui lastima! = Mas se além do sepulcro alta nobreza Te cabe inda por glória do passado, Não queiras lá na campa uma vileza, - Da terra ergue teu braço descarnado, E mesmo morta, repele, ò cara amante, Profano versejar de algum pedante! - Se a frase lhes doer, tenham paciência; É a magoa, é o orgulho da ciência! Os filhos de Minerva, a morte escura, Com duplicado dó vão prantear; Às damas que os amavam com loucura Seu delira…

As Nicolinas de 1868 - I

Folguedos escolásticos. – Estiveram animados este ano os folguedos escolásticos. Diversas causas concorreram para isso, as quais não vem aqui a pêlo em a narração deles. Arvorada no Toural a bandeira escolástica, no dia29, seguiram-se depois algumas madrugadas em que percorreu as ruas da cidade uma banda de música. Na noite de 4 para 5 foi o clássico magusto, e a recepção das inauferíveis posses. No dia 5 de manhã aparecem já na rua alguns máscaras, notando-se um que cavalgava em mazelento burro, mas que recitava um chistoso aranzel tendente a dispor os ânimos para receber o bando que de tarde devia sair anunciando a festa do dia seguinte. Saiu este com efeito, recitado por um académico, e acompanhado por mais alguns, que se mostravam em carros, cabendo as honras do barulhoem tambores aos estudantes de menos idade. No dia 6 de manhã, pelas 11 horas, entrou na cidade, vindo de Santo Estêvão de colher a renda, uma vistosa cavalgata, acompanhada por uma banda de música, e distribuindo pel…

As Nicolinas de 1867

Mascarada. – É amanhã o primeiro dia dos festejos escolásticos. Na madrugada há-de fazer-se o magusto costumado na praça do Toural e colherem-se todas as posses, De tarde, sairá um bando a anunciar a festa, o qual será recitado pelo nosso amigo o snr. Nicolau Máximo Felgueiras.Religião e Pátria, n.º 14, 7.ª série, Guimarães, 4 de Dezembro de 1867.S. Nicolau. - Fizeram-se nos dias 5 e 6 do corrente os costumados folguedos escolásticos, que são conhecidos pelo nome de de festejos de S. Nicolau. No dia 5 de tarde, saiu o bando a anunciar a festa, que foi recitado, como já dissemos, pelo snr. Nicolau Felgueiras, e que fora feito pelo também nosso amigo, o irmão daquele, José Felgueiras. Encarecer o escrito do snr. José Felgueiras, e o primor com que o recitou o snr. Nicolau Felgueiras, era ficar aquém do mérito de ambos. No dia 6 de manhã, uma vistosa cavalgada, trazendo na frente uma banda de música, e distribuindo pelas damas maçãs e outros mimos. De tarde, saíram dois bailes e algumas ex…

As Nicolinas de 1866

Incidente desagradável. – Os festejos escolásticos terminaram infelizmente por um desagradável incidente, que contristou toda a classe e mais pessoas que dele têm tido conhecimento. Achando-se reunidas algumas famílias da sua amizade em casa do Ilm.º sr. Gaspar Ribeiro Gomes de Abreu na noite do último dia de máscaras, apareceram ali alguns estudantes mascarados e entre eles o nosso amigo José Baptista Felgueiras, filho do falecido Ministro de Estado João Baptista Felgueiras. A entrada inesperada de um máscara, que evitava ser conhecido, suscitou a desconfiança nos estudantes presentes de que não pertencesse à classe, resultando daqui, como era natural, o desejo de o reconhecerem, desejo que, sendo contrariado, suscitou um reboliço que veio a terminar à porta da casa, onde foi gravemente ferido na palma esquerda o sr. Felgueiras ao aparar uma punhalada, que mão covarde e traiçoeira lhe despedia. Este acontecimento causou o mais desagradável sentimento a todos que o presenciaram, tanto ma…

As Nicolinas de 1865

Festejos Escolásticos. – Principiaram quarta-feira os festejos que todos os anos faz nesta cidade a classe escolástica, e que são conhecidos pelo nome de festejos de S. Nicolau. Levantou-se no Toural o mastro com a bandeira escolástica, o qual foi até ali acompanhado por grande número de estudantes, com música. Ao levantar-se o mastro, subiram ao ar alguns foguetes, e de manhã percorreu as ruas da cidade a mesma banda de música. Gazeta do Minho, n.º 4, 1.ª série, Guimarães, 1 de Dezembro de 1865 Festejos escolásticos. – Acabam hoje os festejos escolásticos que noticiámos no número anterior. Ontem, fez-se, segundo o costume dos mais anos, o célebre magusto no largo do Toural, tendo primeiro ido os estudantes, com uma banda de música, à Cruz da Pedra, receber a posse do mato que lhes dão os oleiros, e que é conduzido para o Toural em forcados, Depois de feito o magusto, correram-se todas as outras posses, tocando sempre a banda de música. De tarde saiu o bando, acompanhado de grande número de…

As Nicolinas de 1864

Festejos escolásticos. - Começaram na terça-feira de tarde os festejos escolásticos que a juventude estudiosa desta cidade costuma fazer anualmente por esta ocasião e que vulgarmente são denominados o S. Nicolau. Naquele dia, ao anoitecer, chegou à praça do Toural, precedido de grande número de tambores e seguido da música desta cidade, o pinheiro que serve para a bandeira que anuncia os festejos. Na madrugada do dia seguinte os estudantes percorreram as ruas da cidade com a música que, entre outras peças, tocou alternadamente o hino escolástico. Na madrugada de hoje houve música outra vez; e na madrugada de segunda leira 5 do corrente terá lugar um magusto na praça do Toural. Na tarde deste dia sairá o bando, e na terça leira 6 farão os estudantes a costumada distribuição da renda, e haverá bailes de máscaras. Religião e Pátria, n.º 17, 4.ª série, Guimarães, 3 de Dezembro de 1864 Festividade. – Celebrou-se no dia 6 do corrente, na igreja da Insigne e Real Colegiada desta cidade, a festa d…

As Nicolinas de 1863

Festejos escolásticos. – Terminaram hoje as chamadas madrugadas que precedem os festejos escolásticos do dia 5 e 6 de Dezembro.Houve sempre o maior sossego.Religião e Pátria, n.º 28, 2.ª série, Guimarães, 5 de Dezembro de 1863Folguedos escolásticos. – Terminaram domingo os folguedos, que, como já dissemos, é de uso fazer aqui todos os anos a briosa classe escolástica, e se este ano eles não tiveram aqueles fulgorosos entusiasmos que arrebatam o espírito às regiões da mais indescritível alegria, nãos e pode também dizer, atento o pouco e apoucado número de estudantes que aqui há, que foram de todo enxabidos. Fez-se o magusto sem que houvesse incidente algum desagradável; saiu depois o bando que aqui já demos na sua íntegra; saiu um outro bando, em gosto chulo, que desafiou bastante a gargalhada, e à noite fizeram-se cavalhadas, que, ainda que pouco numerosas, não deixaram de ser, algumas, chistosas e engraçadas. Isto no sábado, No domingo de manhã, foram os estudantes a Santo Estêvão de…

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Anúncio publicado no jornal Imparcial, em 5 de Outubro de 1883.

Publicidade: Injecção e Cápsulas Vegetais ao Mático

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, em 10 de Novembro de 1865.