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A mostrar mensagens de Outubro, 2007

Imagens: O Terreiro da Misericórdia

[Clicar na imagem para ampliar]O Terreiro da Misericórdia. Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 6.º ano (1863), pág. 345.
"Está situado este terreiro, presentemente, no coração da cidade, próximo da grande praça do Toural. Outrora era contíguo às muralhas e à porta chamada da Vila, que desapareceu há muito, deixando o nome ao lugar que ocupava, que é a boca de uma das ruas por onde se entra na dita praça do Toural. Começando-se a edificação da igreja da Misericórdia no ano de 1585, na rua Sapateira, que vai da praça Maior, onde se ergue a antiquíssima igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, até à porta da Vila, resolveram os irmãos daquela santa confraria fazer um largo em frente do templo que andavam construindo. Compraram, pois, várias moradas casas com seus quintais, e obtiveram outras, como esmolas, dos seus proprietários, para tão santo e caridoso instituto. Foi no terreno dessas casas e quintais que se fez o terreiro da Misericórdia. O templo teve por…

Memórias: o Toural no início do séc. XX

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Exercícios dos bombeiros, no Largo do Toural, durante as Festas da cidade de 1908.
Fotografias do Estereoscópio Português, disponibilizadas por Belmiro P. Oliveira.

A publicação de memórias é uma prática, infelizmente, sem grandes tradições em Guimarães, apesar de toda a nossa riqueza historiográfica. Uma excelente excepção que confirma a regra é a obra Guimarães na última quadra do romantismo , 1898-1918, que reúne textos escritos na década de 1950 e inicialmente publcadas no jornal Notícias de Guimarães, nas quais o Coronel António de Quadros Flores nos deixou a descrição do Toural que aqui se transcreve:

"O Largo do Toural daquele tempo pareceria agora mais acanhado; contudo o aspecto era de muito maior amplidão.Bastava para isso o recinto fechado e gradeado, as árvores de grande porte e sobretudo o trânsito e movimento serem muito mais reduzidos, para que o conjunto sobressaísse como um dos mais amplos recintos da, cidade, o que no entanto não co…

Imagens: Colegiada da Oliveira

[Clicar na imagem para ampliar]A Colegiada. Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 4.º ano (1861), pág. 353."Este santuário é sem dúvida o mais célebre do nosso país. Pelo menos nenhum outro reúne tantas condições de celebridade. Origem antiquíssima; uma lenda maravilhosa; uma santa imagem, cujos milagres foram apregoados por muitas gerações; honrada memória do fundador da monarquia; gloriosos padrões de um dos maiores feitos dos nossos antepassados, e de uma das mais notáveis épocas da história de Portugal – tais são essas condições."[I. de Vilhena Barbosa, in Archivo Pittoresco, 4.º ano (1861), pág. 353]

Imagens de Guimarães: O Toural

[Clicar na imagem para ampliar] O Toural. Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 7.º ano (1864), pág. 217.
"Até ao período do século XVIII […] as casas desta praça eram quase todas de alpendrada sobre colunas de pedra, ao uso antigo. Nos fins, porém, desse mesmo século, e no começo do seguinte, que é a época de maior prosperidade de Guimarães, pelo grande desenvolvimento da sua indústria fabril e do seu comércio de exportação para o Brasil, procedeu-se à construção de prédios, que deram à praça do Toural um novo e mais grandioso aspecto. Foi demolido até aos alicerces todo o lanço de muros da cerca de D. Dinis e em seu lugar se edificaram dois quarteirões, compostos de diferentes propriedades, mas sob um risco uniforme, e de arquitectura regular, relativa a cada quarteirão, com lojas, sobrelojas, e mais dois andares no quarteirão maior, e três no mais pequeno, correndo-lhes pela frente um largo passeio lajeado. Onde estava a torre de S. Domingos, ao norte, construiu-s…

Imagens: vista geral de Guimarães

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Vista geral de Guimarães a partir dos jardins da Casa do Cavalinho (Palácio de Vila Flor). Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 7.º ano (1864), pág. 337.

Imagens: Igreja dos Santos Passos

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Igreja da Nossa Senhora da Consolação (Santos Passos de Guimarães). Gravura publicada no "Archivo Pittoresco", 7.º ano (1864), pág. 93. Note-se que a igreja ainda não tinha as duas torres. Outro pormenor interessante prende-se com a ponte que, em frente à igreja, permitia atravessar sobre a Ribeira de Santa Catarina (daí para a frente, passava a chamar-se Rio de Couros).

Sobre o Chafariz do Toural

Chafariz do Toural (detalhe) | Fotografia de Eduardo Brito
Francisco Craesbeeck, nas suas Memórias, deixou-nos uma curiosa notícia sobre o processo de construção do Chafariz do Toural (actualmente no jardim do largo Martins Sarmento) , cuja taça central veio de Gonça, puxada por trinta juntas de bois:Nesta freguesia [S. Sebastião] fica o grande campo de Toural, que, pela parte do Nascente, é todo guarnecido do muro da vila, e do poente, de casas nobres; nele se fazem todos os festejos que na vila há, assim pela sua grandeza, como pelo sítio para tudo acomodado. No princípio dele, da parte do Norte, está um grande cruzeiro, muito levantado, muito bem pintado, e fronteiro a ele, para a parte do Sul, a fim do dito campo, um grande chafariz, com muitas bicas e vários assentos à roda, onde a Nobreza vai recrear-se no Verão, todas as tardes; foi feito o dito chafariz no ano de 1588 e fê-lo Gonçalo Lopes, imaginário, que morava na rua da Caldeira, e veio a taça do meio da Gonça, trouxeram-na …

Da "cerca velha" de Guimarães

Um dos enigmas da história urbana de Guimarães prende-se com a localização do limite Sul da antiga cerca de Guimarães, que rodeava o antigo burgo do Castelo, que tem sido colocado, conjecturalmente, no sopé do Monte Latito. O historiador Alfredo Guimarães terá concluído que este muro atravessava desde a Porta da Freiria, do lado nascente, até à Porta da Senhora da Graça, ou de Santa Luzia, a Poente. Porém, parece cada vez mais certo que a cerca velha teria como limite, a sul, uma linha de muralha situada entre a Porta da Freiria e a Porta de Santo António ou da Garrida, que se situava sensivelmente em frente ao Paço dos Duques, para Poente. Nas Memórias de Francisco Xavier da Serra Craesbeeck, podemos ler que era na Porta da Garrida “onde o muro novo se vem juntar com o velho”. Na mesma obra, quando dá notícia do cerco que Afonso VII montou a Afonso Henriques, que esteve na origem da tradição que tornou famoso Egas Moniz, Craesbeeck refere que uma parede do Paço dos Duques foi erguida…

Tombo de 1612: a Praça de S. Tiago

A Igreja de S. Tiago, desenho de Carlos Van Zeller (1835)
No inventário de 1612, o adro antigo da igreja de S. Tiago passou a integrar o inventário dos bens municipais, assumindo a função de rossio da vila, para servir àpraça do peixe. O rossio (que era chão da Igreja de S. Tiago, que tinha o Mestre-Escola da Colegiada de Guimarães como abade) incluiria as boticas do peixe, que pagavam foro à Igreja, e a própria Igreja, com o seu alpendre. Passando para o “uso do povo”, não poderia ser fechado, nem nele se poderiam continuar a “enterrar defuntos como dantes se fazia para que assim fique mais livre”.Segundo a medição que então foi feita, a praça, com a configuração de um polígono irregular com quatro lados, ocuparia um espaço menor do que o actual: do lado Sul, de Nascente a Poente, media 22 metros e, do lado Norte, tinha uma frente mais extensa, com mais de 37 metros; da banda do Poente tinha um comprimento de quase 19 metros, enquanto que a frente voltada a nascente atingia os 33 metr…

Se quem te deu te vira, não te dera.

Nas Memórias Ressuscitadas da Província de Entre-Douro-e-Minho no ano de 1726, de Francisco Xavier da Serra Craesbeeck, que exerceu o ofício de Corregedor em Guimarães, transcreve o que escrevera André Afonso Peixoto sobre a visita que o Infante D. Luís, filho de D. Manuel I, fez a Guimarães, em Agosto de 1548:Entre as memórias antigas, que achámos, pertencentes a esta freguesia, escritas por André Afonso Peixoto, é que o Infante D. Luís, filho de el-Rei D. Manuel, viera a esta vila, de volta de Santiago de Galiza, a uma terça-feira, véspera de N. Senhora de Agosto, do ano de 1548, sendo nela Juízes: Manuel Rebelo, genro de Lopo Rodrigues, e Pedro Peixoto; e Vereadores: Rui Vieira, Lançarote Rodrigues das Maranhas, Francisco de Freitas e Gonçalo da Rocha; e Procurador do Concelho, Cristóvão Fernandes; e que a vila lhe fizera muita festa, e o fora esperar ao Miradouro, com uma mourisca de 300 meninos e João de Évora, seu Mestre, com eles por Rei; e a S. Lázaro lhe saíra uma dança de mo…

Ainda as árvores do Toural

Na discussão que tem vindo a lume acerca do projecto de renovação do Toural, o debate tem-se centrado num detalhe (as árvores), em vez de dissecar a substância (o parque de estacionamento e o atravessamento subterrâneos). Qualquer decisão de retirar as árvores terá sempre volta, se se acabar por constatar que foi um erro. Bastará plantar outras, tal como já antes se fez, em diferentes ocasiões, como facilmente se verifica observando as fotografias que aqui temos publicado. Já quanto ao esventramento da praça, o retorno à situação anterior não será assim tão simples. Na edição de hoje do Jornal de Notícias, fala-se desta controvérsia, citando nomeadamente o que aqui já foi escrito, onde há uma passagem cuja rectificação se impõe: ao contrário do que dissemos, o abaixo-assinado que os moradores dirigiram à Câmara Municipal em 27 de Fevereiro de 1929, pedindo que as árvores do Toural fossem removidas (por razões estéticas) produziu o resultado esperado e as árvores foram mesmo ceifadas. E…

Das ruas e praças de Guimarães

Do nome e número das ruas que tem a Vila de Guimarães. Para dar princípio às ruas de que é composta esta Vila de Guimarães dentro de seus muros, e ao nome de cada uma delas, farei da Praça Maior um tronco donde todas procedam, dando a cada uma seu nome, e às casas ilustres de seus habitadores. É a primeira a Rua de Santa Maria que, saindo desta praça para Norte, prende seu curso na rua da Infesta, a qual, tomando-lhe a dianteira, vai parar na Vila Velha Araduca, e liberalmente oferece por ali passagem aos passageiros pela Porta de Santa Bárbara; também desta rua da Infesta sai outra a que chamam do Sabugal, e tem sua serventia pela porta que antigamente chamaram da Freiria, e hoje se chama de Santa Cruz, a qual corresponde ao Nascente. A Rua dos Açoutados, que tem seu nome de estes por ali passarem, sai da Praça Maior para Norte, e a breve espaço perde o nome, e se chama dos Pasteleiros, de que é habitada. Caminha para Poente, e faz seu descanso na Praça do Peixe, em que está a igreja d…

Da Praça da Oliveira

Do lugar em que está plantada a milagrosa Oliveira de que a Senhora toma o título. Ordinariamente, toda a povoação tem um lugar de recreio, e festejos de seus habitadores, a que vulgarmente chamam Praça. Muitas tem a vila de Guimarães, sendo a mais principal a que está defronte da porta principal da Igreja de Nossa Senhora, aonde está situado o Padrão da Senhora da Vitória, e defronte dele, no meio da dita praça, para o Poente, está plantada a milagrosa oliveira de que tomou o título a Mãe de Deus, a qual tem o tronco guardado por um pilar de pedra lavrado, para mostrar no resguardo e asseio a devoção dos moradores. Está o pilar cercado de assentos, aonde os cavaleiros da vila de contínuo se juntam e sentam para a conversação, e sucede algumas vezes que, neste fresco e agradável agasalho, esperam alguns os graciosos borrifos da madrugada, achando-o mais próprio a seu sono do que o calor de suas habitações.
Da compostura da Praça da Oliveira. A Praça do Padrão da Vitória em que está plan…

Tombo de 1612: a Casa da Câmara

Pentescostes: quadro de António Vaz que pertenceu à capela da Casa da Câmara de Guimarães.
Em finais de 1611, o rei mandou a Câmara fazer o inventário dos bens que lhe pertenciam, que andariam “alheados e divididos”. Encarregou-se da tarefa o Licenciado João Nogueira. O resultado desse inventário é o Tombo de 1612, um documento particularmente interessante, como iremos ver aqui nos próximos tempos.Começaremos por observar as descrições as instalações do governo municipal, que se repartiam por dois edifícios situados no ângulo norte/poente da Praça Maior: a Casa da Câmara e o Paço do Concelho.A Casa da Câmara era a sede das reuniões da vereação. Estava virada para Sul, confrontando com a Oliveira. Do lado nascente fazia frente com a rua dos Açoutados e do poente com os Paços do Concelho. Do lado voltado a norte, tinha como limite umas casas pertencentes a uma peixeira, Maria Pereira. Era um edifício em cantaria, assente sobre “dois ou três” arcos de pedra. Tinha três janelas voltadas pa…

Sobre a "Maria da Fonte"

Maqueta da Fonte-Monumento do Toural
No vídeo onde se mostra o projecto de intervenção para o Toural e a Alameda, a certa altura descreve-se o monumento que se encontra no centro da praça do Toural como uma “fonte que comemora o primeiro milenário da cidade de Guimarães e de que fazem parte um obelisco e uma estátua de Maria da Fonte”. Pensando um pouco, deve resultar difícil de perceber o que fará uma estátua da figura que personificou a Revolução do Minho de 1846 num monumento onde se celebra o milenário da existência histórica de Guimarães e o centenário da sua elevação a cidade. Eis como nasce um mito: o autor do monumento, o arquitecto vimaranense Sequeira Braga, quis introduzir na obra “uma nota amável”, uma estátua em bronze que simbolizasse “a vitória ou independência”. O trabalho foi encomendado ao escultor Eduardo Tavares e a figura da vitória ou independência saiu, naturalmente, sob a forma de uma mulher que se ergue para enfrentar o vento, bem distante da figura de camponesa …

O Toural: com e sem árvores

O Toural em 1950, com árvores

O Toural em data posterior a finais de 1955 (com a fonte monumental e sem o quiosque), sem árvores

A “marquise” do Toural

“Está pronto o esboço projecto de uma galeria na fachada nascente do Toural, destinada a conservar ao respectivo largo, pela supressão do jardim, a sua feição de ponto central da cidade, a dar realce à soberba frontaria que o embeleza, oferecendo assim aos vimaranenses um lugar de estacionamento apropriado e aos estranhos um aformoseamento impressionante, valorizando o local. É seu autor o ilustre oficial e nosso amigo snr. Capitão Luís Augusto de Pina Guimarães, que põe em relevo, no seu notável trabalho, a sua lucidíssima inteligência e os vastos recursos de que dispõe trabalhando com o seu hábil e primoroso lápis.A marquise assenta em 16 colunas, e o efeito que produz no desenho, é realmente excelente, constituindo a sua realização uma bela obra para Guimarães, pelo que não devem descansar os entusiastas desse empreendimento, trabalhando desde já, para que não pereça esta iniciativa de tão bom gosto.O autor do projecto orça essa obra em dois contos a dois contos e quinhentos mil…

À sombra do Toural

Uma das questões que têm sido colocadas, a propósito da proposta de arranjo do Toural, tal como está apresentada, prende-se com a previsível aridez da praça, de onde, com a retirada das árvores, desaparece boa parte dos abrigos à sombra. Esta é, inegavelmente, uma das questões centrais no debate em curso. E a discussão não é nova. Tempo houve (pelo menos até meados do século XVIII) em que, não havendo ali árvores, a sombra era assegurada pelas alpendradas que circundavam a praça dos lados poente e norte. Em 1911, quando foi desmantelado o jardim fechado com grades que conhecemos das fotografias antigas, foram projectadas duas medidas para melhoramento da praça: a transferência da estátua de D. Afonso Henriques de S. Francisco para o Toural, que se concretizaria logo em seguida, e a construção de uma marquise ao longo da frente pombalina do lado voltado a nascente. No dia 2 de Maio de 1911, o Comércio de Guimarães noticiou que estava concluído um “esboço-projecto de uma galeria fechada …

Sobre as árvores do Toural

O Toural em 1923 No final de Fevereiro de 1929, trinta e quatro moradores do Toural, dirigiram um abaixo-assinado à Câmara Municipal de Guimarães em que solicitavam o corte ou remoção das árvores da Praça, por prejudicarem "a estética e natural beleza da praça". Aqui fica a transcrição do documento: Ex.mo Snr. Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Guimarães Os abaixo assinados, moradores na Praça D. Afonso Henriques, desta cidade, vêm solicitar da digníssima Comissão Administrativa, a que V. Exa. mui dignamente preside, a remoção ou corte das árvores que circundam a mesma Praça, visto que da péssima educação e irregularidade delas resulta uma má impressão e prejudica a estética e natural beleza da praça, que é digna de ser amplamente vista e admirada por todos, designadamente por quem visita esta cidade. Ponderadas estas razões, esperam os signatários o deferimento. Saúde e fraternidade. Guimarães, 27 de Fevereiro de 1929 Gaspar Ribeiro da Silva CastroFrancisco…

Sobre o projecto para o Toural

Dos cinco projectos para Guimarães que estão em discussão pública, o da intervenção no Toural e na Alameda (mais pelo Toural do que pela Alameda) é o que desperta maior interesse e debate apaixonado. O Toural é o coração da cidade (quando se fala no centro de Guimarães, é no Toural que se pensa) e as cirurgias do coração, pelas suas dimensões orgânica e simbólica, são aquelas que levantam maiores temores e desassossego nas gentes. Ao que vou vendo na discussão em curso, duas questões têm concentrado maiores atenções: – A intenção de remover as árvores do jardim. – A ideia de criação de um parque de estacionamento subterrâneo. Em relação à primeira, lembrarei que o Toural tem muitos séculos, mas só teve árvores durante pouco mais de cem anos, as quais, à medida que foram crescendo e alargando os seus troncos e copas, ajudaram a diminuir a percepção da grandiosidade daquele espaço. Sou da opinião de que as árvores do Toural estão a mais. Se forem removidas, voltando a tornar desafogada o qu…