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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2009

A Estátua de D. Afonso Henriques (9)

Monumento ao primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques
NA CIDADE DE GUIMARÃES

A cidade de Guimarães, berço da monarquia Lusitana, vai pagar a dívida de honra e gratidão ao valente e invicto guerreiro D. Afonso Henriques. O século XIX, vai descobrir densas trevas do obscurantismo. O sibilar da locomotiva, agente poderoso do progresso e da civilização moderna, em breve se fará ouvir na mesma cidade. A terra legendária do primeiro rei Lusitano, vai ser dotada de um melhoramento de há muito reclamado. Felizmente, entre os habitantes do Antigo Condado, destacam-se entre outros nomes respeitáveis os snrs. Presidente da Câmara Municipal e João Dias de Castro, apóstolos da civilização moderna, que se encarregaram de organizar na mesma cidade a grande comissão par ter levantado o monumento nacional ao primeiro rei português.

Sendo esta estátua a página mais brilhante da história Lusitana, estamos certos que será esta sublime ideia patrocinada por todos os portugueses em geral.

O monumento de D.…

A Estátua de D. Afonso Henriques (8)

Monumento a D. Afonso Henriques

É sobremaneira significativo o modo como geralmente tem sido acolhida a ideia de perpetuar em mármore ou bronze a memória gloriosíssima do imortal fundador da monarquia portuguesa.

Nesta cidade, que se honra de ser o berço natal do famoso herói que com a ponta da sua invencível espada firmou em Ourique a autonomia da nacionalidade portuguesa, a ideia, como já temos dito por mais duma vez, fui abraçada com o mais febril entusiasmo, e a comissão, eleita na grande reunião do dia 25 do passado Novembro para dirigir os trabalhos concernentes à sua realização, tem tido a gratíssima satisfação de não encontrar uma só recusa em todas as pessoas a que se tem dirigido para subscreverem, tendo aliás recebido muitas subscrições espontâneas de cavalheiros que, ainda antes de rogados, têm tomado a honrosa deliberação de se mandarem inscrever no rol dos subscritores, como quem sente, pelo forte estímulo do seu acrisolado amor pátrio, a imperiosa necessidade de afirmar a…

A Estátua de D. Afonso Henriques (7)

Sobre os trabalhos de recolha de fundos para o monumento a Afonso Henriques:
Monumento a D. Afonso Henriques
Abriu-se, com efeito, na segunda-feira, a subscrição pública nesta cidade para o monumento ao glorioso fundador da monarquia portuguesa.O resultado colhido até hoje é o mais lisonjeiro e prometedor, como era de esperar do brio patriótico dos vimaranenses.A quantia subscrita monta já a cerca de 1.500$000 réis, devendo notar-se que a subscrição apenas se estendeu a um pequeno n.º de pessoas, e que falta ainda a subscrição da maior parte da cidade e de grande n.° dos seus mais abastados capitalistas.Isto demonstra que a ideia do monumento é recebida com fervido entusiasmo, e dá a mais prometedora esperança de que a subscrição há-de subir a uma soma honrosa e relativamente grande.A comissão vai quotidianamente continuar a percorrer a cidade com a lista da subscrição para que todos possam concorrer com o seu óbolo para uma obra tão gloriosa.Religião e Pátria, 32.ª série, n.º 50, Guima…

A Estátua de D. Afonso Henriques (6)

Avelino Guimarães
Continuando os trabalhos para a erecção em Guimarães de um monumento a D. Afonso Henriques, discutiu-se a ideia de que ele tomasse a forma de "uma instituição viva de ensino ou auxílio às letras e às indústrias", de acordo com sugestão de Avelino Guimarães, da Sociedade Martins Sarmento.
Monumento a D. Afonso Henriques
Na reunião que na passada quinta-feira teve a comissão central dos trabalhos para a erecção deste monumento, foi apresentada uma mensagem da Associação Martins Sarmento em que na forma da proposta do seu digno vice-presidente dr. Avelino Guimarães, que já aqui publicamos em um dos passados números, se chamava a atenção da comissão para a conveniência de que o projectado monumento seja antes uma instituição viva de ensino ou auxílio às letras e às indústrias, do que uma obra fria de mármore ou bronze. A mensagem; que é extensa e muito bem escrita, foi, como não podia deixar de ser, tomada em consideração pela comissão, para oportunamente se resol…

Do nascimento de Afonso Henriques

Há quase vinte anos, quando em Guimarães andou acesa a polémica acerca da hipótese do nascimento de D. Afonso Henriques em Coimbra, publicámos um texto sobre o assunto, que então provocou reacções curiosas algumas delas desbragadas. A sua releitura agora, quando voltou a andar no ar discussão acerca do nascimento do Rei Fundador, à volta de uma hipótese, a de Viseu, quase tão antiga como o nosso texto, pode ter algum interesse. Aqui fica.

AFONSO, REI DE PORTUGAL NASCIDO EM PARTE INCERTA “Há trinta anos que em Guimarães se luta para que nem sejamos chamados bárbaros, por ignorarmos a nossa história, nem sejamos objecto de mofa, por apresentá-la entretecida de lendas inaceitáveis.”JOÃO DE MEIRA, 1913Nos últimos tempos, andou a cidade de Guimarães envolvida em alguma agitação, a propósito do nascimento do primeiro rei português. O alvoroço citadino teve como origem o facto de alguém ter lido, num prospecto promocional de um dicionário, o verbete referente a D. Afonso Henriques, que o dav…

Entre Viriato e Afonso Henriques, por Martins Sarmento

Francisco Martins Sarmento

Na grande luta de Viriato contra os Romanos, parte das povoações da Lusitânia dividia-se em dois partidos, o dos patriotas e o dos egoístas, que viam no protectorado estrangeiro o começo duma época, em que podiam explorar sossegadamente o veio dos seus interesses particulares.

O partido dos egoístas achou quem lhe apressasse a vitória com um feito, digno de tais sequazes. O famoso caudilho, que havia sido o terror das águias romanas, foi degolado, quando dormia, pelos camaradas em quem mais confiava e que levaram a sua cabeça ao inimigo, contando que lhes fosse paga por bom preço.

O “finis Lusitaniae” foi escrito com o sangue daquele mártir e por mais de 13 séculos tornámo-nos um povo de escravos, passando dum senhor a outro.

Com Afonso Henriques, recuperámos os foros de nação livre; mas hoje que festejamos o nascimento do herói, que nos abriu esta era nova, não falta quem pense que, do mesmo modo que na solenização de outros centenários, ao que se mira é a diss…

A Estátua de D. Afonso Henriques (5)

No Brasil, o movimento para a construção do monumento ao Rei Fundador ia ganhando aderentes. A 6 de Dezembro de 1882, o Religião e Pátria dava conta dessa movimento.
Monumento a D. Afonso Henriques
Alastra-se, como uma torrente fertilizadora, o movimento patriótico para se levantar um monumento à gloriosa e respeitabilíssima memória do fundidor da monarquia portuguesa. Levam a dianteira neste movimento os nossos briosos irmãos do Brasil, onde por toda a parte se estão organizando comissões, auxiliadoras da grande comissão central do Rio de Janeiro. Veio-nos de lá o incitamento para metermos ombros a esta obra; vem-nos também de lá o exemplo de como, à volta da bandeira onde está escrito o lema – amor da pátria – pagamento de uma dívida nacional – correm a agrupar-se todos, sem distinção de classe, num o santo e fervido entusiasmo dos que antepõem a tudo o nome e a glória da terra que lhes foi berço comum, e o culto respeitoso dos heróis que deram a essa terra tal nome e tal glória. Transc…

Guimarães, por Francisco Martins Sarmento

Francisco Martins Sarmento (em pé, primeiro à esquerda) em jovem, com um grupo de amigos (de pé: Visconde de Pindela e Conde de Margaride; sentado: Domingos Martins da Costa (Aldão).

Na juventude, Francisco Martins Sarmento, como a maioria dos jovens do seu tempo, foi poeta, chegando a publicar um livro com o título de "Poesias", no ano de 1855, onde se incluía, a abrir, o poema em que falava da sua terra afonsina. Aqui fica. As notas são da edição original.


GUIMARÃES

Eu sou o berço vetusto
Do primo Rei Português;
Eu sou o velho guerreiro
De feitos, que ninguém fez.
Ao furor de mil batalhas
O meu peito de muralhas
Opus com frio desdém;
Bati o cão muçulmano,
E, ao meu torvo olhar, o Hispano
Os montes dobrou d'além.

Fui valente entre os mais fortes,
Dos belos o mais gentil;
Não achei rivais na terra,
Ao menos um entre mil;
Dos crentes fui o, mais puro;
Dos guerreiros o mais duro;
Na paz o mais folgazão;
Hoje... sem c'roa, nem ceptro,
Não sou mais que feio espectro
Das minhas glórias d'…

Da História e da Tradição

"A história conta-nos o facto; a tradição os costumes. A história é verdadeira, a tradição verosímil; e o verosímil é o que importa ao que busca as lendas da pátria."

Alexandre Herculano, "O Bispo Negro", in Lendas e Narrativas, tomo II.

A Estátua de D. Afonso Henriques (4)

No dia 30 de Novembro de 1882, realizou-se a primeira reunião da Comissão Central que, em Guimarães, iria dirigir o movimento para a criação do monumento a D. Afonso Henriques.

Monumento a D. Afonso Henriques

Quinta-feira de tarde houve reunião da comissão central directora dos trabalhos para a erecção deste monumento, sob a presidência do sr. Presidente da Câmara, Dr. Mota Prego.

Resolveu-se dirigir às diversas Câmaras Municipais do país um convite para tomarem nos seus respectivos municípios a iniciativa de promoverem donativos para esta obra, que é verdadeiramente nacional, visto ser o pagamento duma sagrada dívida de gratidão à memória do que pela energia da sua vontade e pelo esforço do seu braço conseguiu dar corpo e foros de nacionalidade ao povo português.

Resolveu-se também agregar à Comissão o ill.mo sr. António José da Silva Basto, digníssimo secretário da Câmara Municipal.

A Comissão está animada da melhor vontade de dar cabal e completa satisfação ao encargo patriótico de que …

Terra Afonsina

Em tempos recentes, tem sido reavivado o debate em torno da naturalidade de D. Afonso Henriques. O lugar onde D. Teresa terá dado à luz o filho do Conde D. Henrique não tem relevância histórica, porque dele nada de procedeu historicamente relevante. Até porque o acto de nascer não constitui feito assinalável nem resulta da vontade daquele que nasce que, em tais circunstâncias, como o homem nascido da fala de António Gedeão, nem sequer é ouvido. Descobrir se o primeiro Afonso nasceu em Guimarães, em Coimbra, em Viseu ou noutro qualquer lugar será um desafio interessante para académicos e bairristas inflamados. Porém, não se vê o que possa acrescentar ao conhecimento da nossa história primordial.

Não sabemos, ninguém sabe e, provavelmente, nunca ninguém saberá o exacto local onde nasceu D. Afonso Henriques. Não o sabendo, sabemos que Afonso Henriques é de Guimarães. Por aquilo que fez em Guimarães mas, acima de tudo, porque os de Guimarães o fizeram seu. Afonso Henriques pode ser, ou não…

A Estátua de D. Afonso Henriques (3)

No dia 25 de Novembro de 1882, constituiu-se em Guimarães a comissão central que irá dirigir os trabalhos para a erecção do monumento a Afonso Henriques, sendo formada por algumas das figuras mais destacadas da cidade.

Monumento a D. Afonso Henriques

Reuniu-se no sábado, nos Paços do Concelho, a fim de se constituir e instalar, a comissão nomeada na reunião que houvera no dia 23. Ficou assim constituída:

Presidente – Dr. António Coelho da Mota Prego.

Vice-presidentes – Conde de Margaride e Barão de Pombeiro.

Secretários – Dr. Francisco Martins Sarmento, e Francisco Ribeiro Martins da Costa.

Tesoureiro – Manuel Ribeiro de Faria.

Vogais – Manuel do Castro Sampaio, administrador do concelho, Visconde de Lindoso, Dr. José da Cunha Sampaio, padre Francisco Xavier de Sousa Carneiro, Comendador Francisco José da Costa Guimarães, Domingos Leite de Castro. João Dias de Castro, João Pereira da Silva Guimarães, e João Pinto de Queirós.

A comissão resolveu agregar a si os snrs. António Ribeiro da Costa S…

A Estátua de D. Afonso Henriques (2)

O desafio, vindo do Brasil, para que se erguesse em Guimarães um monumento a D. Afonso Henriques, encontrou resposta de ambos os lados do Atlântico, dando origem a uma bola de neve que, em finais de 1882, parecia imparável.

Monumento a D. Afonso Henriques

Houve no dia 29 de Outubro uma importante reunião no Rio de Janeiro, para se acordar nos meios de levar; a efeito a grandiosa ideia de erigir, nesta cidade, uma estátua ao imortal fundador da monarquia portuguesa, D. Afonso Henriques.

A reunião foi muito concorrida, tomando parte nela os mais importantes membros da colónia portuguesa daquela cidade, além de bastantes cidadãos brasileiros de muita representação.

A notícia, que desta reunião dá o nosso estimável colega do “Cruzeiro”, vai transcrita noutro lugar desta folha, e por ela se vê com que fervido entusiasmo foi abraçada a grandiosa ideia.

Pareço que também se vão formar comissões para o mesmo fim nas outras cidades importantes do grande império, e tudo indica que sertã farta ali a …

A Estátua de D. Afonso Henriques (1)

A estátua que representa D. Afonso Henriques, que hoje se encontra na colina do Castelo de Guimarães, a que o povo noutros tempos chamava "Rei Preto", resultou de uma iniciativa cívica, lançada em 1882 a partir do Brasil pelo vimaranense João Alves Pereira Guimarães, então residente naquele país, numa carta que dirigiu à Câmara Municipal, que aqui fica:

“Ex.mo Snr. Presidente e mais membros da Il.ma Câmara Municipal da Cidade de Guimarães, Reino de Portugal.

Rio de Janeiro 17 de Julho de 1882 (Brasil).

Guimarães, o berço da Monarquia Portuguesa, deve dívida sagrada de gratidão, de reconhecimento e patriotismo, ao primeiro Rei e fundador da Monarquia Lusitana D. Afonso Henriques.

As nações cultas da Europa, tem pago as dívidas de honra aos seus excelsos Monarcas e grandes cidadãos, e os portugueses, especialmente os filhos da histórica cidade de Guimarães, ainda não projectaram ao menos, o mais evidente e mais santo e sagrado penhor de patriotismo português, dando impulso e realc…

O 7.º centenário da Morte de Afonso Henriques em Guimarães (14)

Centenário de D. Afonso Henriques

Não passou desapercebido em Guimarães o 7.° centenário do glorioso fundador da monarquia. A comissão de empregados do comércio, que meteu ombros às festas da celebração, saiu-se briosamente do seu intento. Se não foi uma festa soberanamente pomposa, como seria para desejar, foi modesta, mas digna.

Bandas de música percorreram as ruas tocando os hinos nacionais. O campo do Toural, o jardim, e a rua da Rainha, acharam-se adornados com elegância.

À uma hora da tarde celebrou-se, na igreja da Colegiada um soleme “Te Deum”, a que assistiram a Câmara Municipal, todas as autoridades, todas as associações, o ilustre deputado por este círculo, e numerosíssimos cavalheiros.

À noite iluminaram-se o jardim e a rua da Rainha; mas o tempo chuvoso não deixou infelizmente que estas iluminações tivessem todo o seu brilhantismo.

No jardim tocava uma banda de música, e na rua da Rainha outra.

Apesar da chuva a multidão nas ruas era grande.

Religião e Pátria, n.º 47, 38.ª série…

O 7.º centenário da Morte de Afonso Henriques em Guimarães (13)

7.º Centenário de D. Afonso Henriques
6 de Dezembro de 1185 – 6 de Dezembro de 1885

Duas datas memoráveis nos fastos da história portuguesa: em 6 de Dezembro de 1185 nasce em Guimarães D. Afonso Henriques, o denodada fundador da monarquia, o ínclito lutador dos mouros; em 1885 a actual geração vimaranense, ainda que humildemente, comemora o 7.º centenário do seu filho mais ilustre. E, coisa notável! no dia em que a actual geração vimaranense comemora o 7.º centenário de seu filho mais ilustre, inspirada nas cinzas do grande guerreiro, levanta-se em massa e proclama em um grande comício popular com o seu deputado o sr. dr. Franco Castelo Branco a sua emancipação da tutela de Braga!

Duas datas memoráveis nos fastos da história portuguesa!

O 7.º centenário da D. Afonso Henriques não passou desapercebido em Guimarães, como se dizia; dois briosos mancebos livraram-nos dessa vergonha. Apontemo-los: Albano Ribeiro Belino, Albano Pires da Sousa. Não fui uma festa brilhante, como era para desejar,…

O 7.º centenário da Morte de Afonso Henriques em Guimarães (12)

O Centenário

É amanhã o 7.° centenário de D. Afonso Henriques. Nesta cidade uma comissão de empregados comerciais prepara alguns, posto que modestos, festejos, que constarão de iluminações, música e “Te Deum” na igreja da Colegiada.

A excitação dos espíritos por causa do conflito com Braga, prende agora todas as atenções, não deixando por isso dar a estes festejos maior brilhantismo.

O nosso colega do “Comércio de Guimarães”, que se propunha publicar amanhã uma folha única comemorativa do centenário, anunciou também que, pelo mesmo motivo, resolvia não a publicar.

Religião e Pátria, n.º 46, 38.ª série, 5 de Dezembro de 1885

O 7.º centenário da Morte de Afonso Henriques em Guimarães (11)

Centenário de D. Afonso Henriques

Apesar de nada se fazer oficialmente para a celebração do sétimo centenário do fundador da monarquia, alguns mancebos entusiastas andam promovendo uma subscrição para fazerem alguns festejos nesse dia.

Parece que projectam iluminar o campo de S. Francisco, o passeio público e a rua da Rainha.

Religião e Pátria, n.º 44, 38.ª série, 28 de Novembro de 1885

O 7.º centenário da Morte de Afonso Henriques em Guimarães (10)

O 7.° centenário de D. Afonso Henriques A simpatia que em todos os séculos de gente portuguesa mostrou pela memória do filho do conde D. Henrique torna-se respeitável, porque tem as raízes num afecto dos quais mais raros são de encontrar nos povos, a gratidão daqueles a quem muito deveram. Este afecto nacional chegou a atribuir a Afonso Henriques a auréola dos santos e a pretender que Roma desse ao fero conquistador a coroa que pertence à resignação do mártir. Se uma crença do paz e humildade não consente que Roma lhe conceda essa coroa outra religião também veneranda, a da pátria, nos ensina que, ao passarmos pelo pálido e carcomido portal da igreja de Santa Cruz, vamos saudar as cinzas daquele homem, sem o qual não existiria hoje a nação portuguesa e, por ventura, nem sequer o nome de Portugal.(Alexandre Herculano – História de Portugal, tomo I)No dia 6 de Dezembro próximo completam-se exactamente 700 anos depois do falecimento de D. Afonso Henriques, o fundador da nação portuguesa. A…