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A mostrar mensagens de Dezembro, 2010

Para a história do Teatro Jordão (14)

Ementa do cocktail servido no dia da inauguração do Teatro Jordão, a 20 de Novembro de 1938, com um agradecimento ao meu amigo Eduardo Jordão. (Tocar na imagem para ampliar)

Para a história do Teatro Jordão (13)

Prova de resistência do pórtico do balcão do Teatro Jordão (1937/38)
(Toque na imagem, para ampliar)
Esta fotografia é extraordinária, revelando a absoluta confiança dos responsáveis pelo projecto na segurança da sua obra. Em cima da estrutura de betão, em teste, além dos sacos com carga, posaram para a fotografia 48 pessoas, certamente trabalhadores da obra de construção do teatro. Caso a obra desse de si, grande seria o desastre. Mas resistiu.
O arquitecto e engenheiro civil responsável pelo Teatro Jordão chamava-se Júlio José de Brito.

Para a história do Teatro Jordão (12)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 19 de Dezembro de 1941, quando o Teatro Jordão estava prestes a completar três anos.



A Caminho de Singapura (Road to Singapore), 1940
Realizados: Victor Schertzinger
Elenco: Bing Crosby, Bob Hope and Dorothy Lamour

Para a história do Teatro Jordão (11)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 28 de Março de 1941



Hotel do Norte (Hôtel du Nord), 1938
Realizador: Marcel Carné
Elenco: Annabella, Jean-Pierre Aumont e Louis Jouvet

Para a história do Teatro Jordão (10)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 31 de Janeiro de 1941

A Verdadeira Glória (The Real Glory), 1939
Realizador: Henry Hathaway
lenco:Gary Cooper, David Niven, Andrea Leeds, Reginald Owen.

Para a história do Teatro Jordão (9)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 27 de Dezembro de 1940


Hollywood Hotel (1937)
Realizador: Busby Berkeley
Elenco: Dick Powell, Rosemary Lane e Lola Lane

Para a história do Teatro Jordão (8)

Tendo Bernardino Jordão falecido no dia 24 de Maio de 1940, ganhou maior força a insistência de que fosse atribuído o seu nome, conforme era sua vontade, à obra mais emblemática que legara à cidade de Guimarães.
Em Dezembro de 1940, por despacho do Ministro da Educação, foi finalmente consagrada a designação que a sala de espectáculos ostentava na sua fachada desde sempre: TEATRO JORDÃO.
"O Comércio de Guimarães" noticiou a novidade, em 13 de Dezembro:
“TEATRO JORDÃO”
Com satisfação, soube-se em Guimarães, que s. ex.a o snr. Ministro da Educação Nacional, tinha assinado uma Portaria que autoriza que o “Teatro Martins Sarmento", volte a usar o seu primitivo nome, isto, é “Teatro Jordão”.
Diversas démarches tinham sido feitos neste sentido, sendo, enfim, satisfeita uma aspiração que vinha sendo alimentada desde o primeiro dia da fundação daquela excelente casa de espectáculos.
Parabéns aos proprietários da Empresa Jordão, por verem satisfeito um justo desejo de seu saudoso e n…

Para a história do Teatro Jordão (7)

Anúncio publicado no "Notícias de Guimarães", em 20 de Novembro de 1940




A Vida Futura (H.G. Wells' Things to Come / The Hundred Years to Come), 1936
Realizador: William Cameron Menzies
Produtor: Alexander Korda
Elenco: Raymond Massey, Edward Chapman, Ralph Richardson

O anúncio ao filme A Vida Futura que saiu em "O Comércio de Guimarães", em 22 de Novembro de 1940, vinha com o elenco errado:




Fui uma aventureira (J'étais une aventurière), 1938
Realizador: Raymond Bernard
Elenco: Edwige Feuillère, Jean Murat, Gaby Andreu

Para a história do Teatro Jordão (6)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 17 de Maio de 1940. Note-se o facto de a exibição do filme ter sido acompanhada por comentários de Vasco Santana.



Romance de um Aventureiro (Le Roman d'un Tricheur), 1936
Realizador: Sacha Guitry
Elenco: Sacha Guitry, Marguerite Moreno e Jacqueline Delubac

Para a história do Teatro Jordão (5)

Anúncio publicado em "O Comércio de Guimarães", em 24 de Novembro de 1939, por altura do primeiro aniversário do Teatro Martins Sarmento / Teatro Jordão.

100 homens e uma rapariga (One Hundred Men and a Girl), 1937
Realizador: Henry Koster.
Elenco: Deanna Durbin, Leopold Stokowski, Adolphe Menjou.

Para a história do Teatro Jordão (4)

Jean Arthur
[continua daqui]

A primeira sessão de cinema no Teatro Jordão, então com a designação de Teatro Martins Sarmento, aconteceu no dia 24 de Novembro de 1938. Título do filme: Vou ser raptada. Segundo "O Comércio de Guimarães", houve "grande e distinta concorrência, filmagem esplêndida e perfeita sonoridade. Casa à cunha."
A segunda sessão teve lugar no dia 27, tendo sido passado o filme Uma Pequena Feliz, com a actriz Jean Arthur.
No dia 4 de Dezembro, o programa foi o seguinte:Os pecados de Teodora, Desportos Náuticos, Amor de macaco, A pérola do Atlântico e Jornal Fox.
A tabela de preços dos ingressos era, à altura, a seguinte:
Frisas e camarotes, 20$00 Balcões, 1.ª e 2.ª fila, 4$00 Balcões, 3$50 Plateia A a V, 3$00 Plateia 1 a 8, 2$00




Os pecados de Teodora (Theodora Goes Wild), 1936
Realizador: Richard Boleslawski
Elenco: Irene Dunne, Melvyn Douglas e Thomas Mitchell

Para a história do Teatro Jordão (3)

[continua daqui]

"Teatro Martins Sarmento"
Como era de prever, constituiu um acontecimento citadino a inauguração solene do "Teatro Martins Sarmento", que primitivamente se tinha resolvido denominar Teatro Jordão: assim abre a reportagem de "O Comércio de Guimarães" acerca da inauguração do novo teatro de Guimarães, em 21 de Novembro de 1938.
A mudança de designação tinha acontecido mesmo em cima da inauguração. Raul Rocha, no seu livro "Guimarães no século XX" (páginas 282 e 283), conta a história da mudança de nome, por imposição da Inspecção de Espectáculos, com o argumento de que apenas aceitaria que o teatro tivesse como patrono uma "figura de relevo nacional". A própria direcção da Sociedade Martins Sarmento entendia que, por já haver em Guimarães uma sociedade, um largo e um liceu com o nome de Martins Sarmento, deveria ser outra a designação do novo teatro.
Curiosamente, em todos os documentos preparados para a inauguração aparece …

Para a história do Teatro Jordão (2)

Bernardino Jordão

[continua daqui]

Quando se preparava a inauguração do Teatro Jordão, a Banda dos Bombeiros Voluntários ensaiava o Hino Jordão, composto por Silva Paranhos, professor de música, com letra de Delfim de Guimarães. Destinava-se a ser executado a uma só voz, pelo Orfeão de Guimarães, com acompanhamento da Banda. A letra era a seguinte:
Hino Jordão

Ó Guimarães, ao teu filho adoptivo,
Que dentro d'alma temos como irmão,
Abraça-o ao teu peito forte, altivo,
E dá-lhe, ó nossa mãe, teu coração!
Ó terra, ó nosso mãe, Senhora Pura
Da nossa Santa Pátria e Devoção,
Que seja no teu seio, à tua altura,
O teu filho querido, o teu Jordão!

Coro
Arriba! Arriba! o nosso peito,
Arriba! Arriba! E sempre grato
A quem ergueu soberbo Feito,
Obra imortal - o teu teatro!

Terra que tens, no alto a linda Penha,
Nosso Monte soberbo e sem igual:
Que a tua alma nos mostre e sempre tenha,
Terra de nossas Mães, de Portugal,
No teu ardente sol, esplendoroso,
Toda a alta beleza e gratidão
Do filho teu amado e generoso,

Para a história do Teatro Jordão (1)

Bernardino Jordão
Agora que se prepara uma intervenção profunda no velho Teatro Jordão, devolvendo-o à actividade e à cidade, é tempo de resgatar as suas memórias do esquecimento.
Ao longo da década de 1930, discutiu-se intensamente em Guimarães a necessidade de que a cidade fosse dotada de um teatro condigno, que não envergonhasse a cidade aos olhos de estranhos, como reclamava em 1929 a Sociedade de Propaganda e Defesa de Guimarães. Por essa altura, havia muitos anos que o velho Teatro D. Afonso Henriques estava fechado (tendo sido publicado em 1933 um decreto que autorizava a sua demolição, para a abertura de uma rua de ligação entre a rua de S. Dâmaso e o largo da República do Brasil) e o Teatro Gil Vicente não reunia as condições necessárias, sendo mesmo classificado no Notícias de Guimarães de 5 de Fevereiro de 1933 como indecente, nauseabundoeindigno da nossa terra.
No dia 18 de Fevereiro de 1936, a Câmara Municipal de Guimarães reuniu em sessão extraordinária para decidir acerc…

O Mosaico do Toural (9)

O Capitão Luís de Pina (foto cedida pelo neto Silvestre Barreira)
[continua daqui]
No número seguinte do Echos de Guimarães, o Capitão Luís de Pina encerraria a polémica, com um texto onde emprega o registo argumentativo, incisivo e sem papas na língua, que já utilizara no seu primeiro texto. A polémica ficaria por aqui, até porque o jornal Echos de Guimarães terminaria a sua existência logo a seguir.

Mosaicos do Toural
A comédia que se exibiu na ribalta da imprensa, levada à cena pelo impagável autor da "Confissão Auricular" e quejandas baboseiras, e, ainda agora, dum desastrado título em que o reprovam, no plural, briga com o quem, no singular, foi duma execução e efeitos magistrais na parte final.
Ao fundo, via-se uma deliciosa perspectiva do Coliseu de Roma, onde eram lançados os cristãos às feras, para passatempo e gáudio dos vários a. l. l.. Ao centro, o comparsa e autor da peça, ostentando a sua juba branca, espavorido ainda pelo fiasco de S. Mamede, se a ele não corresse…

O Mosaico do Toural (8)

Uma das páginas da edição de 15 de Dezembro de 1928, do jornal monárquico "Echos de Guimarães" onde foram publicados os resultados do inquérito de A. L. de Carvalho [continua daqui]

A. L. de Carvalho dá por concluído o seu "plebiscito de restritas proporções" acerca do mosaico do Toural, com o seguinte comentário:
Finalmente:

O autor do desenho do mosaico no Toural foi reprovado estrondosamente — só porque não soube suportar em silêncio um leve e justo reparo à sua obra de amador. 

Esquecido de que qualquer munícipe, no uso pleno dos seus direitos, pode apreciar os serviços e os funcionários municipais, provocou imprudentemente a sua própria exautoração de "artista amador"; por modo que, não há já agora outro remédio senão chamar a atenção da Câmara para que mande, ao menos, corrigir a parte do desenho de mais flagrante disparate. 
... E, dito isto, venha daí o leitor apreciar a "engenharia" das novas avenidas.

A. L. de Carvalho.

[Echos de Guimarães, …

O Mosaico do Toural (7)

O Toural, antes da instalação do mosaico.
[continua daqui]


Tendo já sido ouvidos um pintor, um crítico de arte, um arquitecto, ao leque de "peritos" em regras para o bom desenho de um mosaico para o Toural, faltava um especialista em decoração. Mas esta área de conhecimento não foi esquecida por A. L. de Carvalho no seu inquérito sobre a obra do Capitão Luís de Pina, tendo sido ouvido o decorador José Luís de Freitas, nada mais do que o responsável pela concepção dos canteiros do jardim do Toural, rasgados em 1911.


Última palmatoada, por um decorador profissional.
Meu amigo sr. José Ribeiro de Freitas:
O senhor que fez com distinção um curso de desenho e pode ser considerado um temperamento artístico, de gosto e vista cultivados — qualidades já suficientemente comprovadas na execução de tantas obras municipais por si orientadas, nomeadamente a transformação do Largo do Toural, o traçado do Jardim Público, etc. além de lhe estarem confiadas importantes obras particulares que, exig…

O Mosaico do Toural (6)

[continua daqui]

Segue-se o parecer de um arquitecto, José Luís Ferreira, cuja opinião em relação ao desenho do mosaico do Toural vem na linha dos anteriores:
Parecer do Arquitecto Vimaranense, sr. José Luís Ferreira.
Não podia deixar de consultar neste plebiscito de restritas proporções o sr. José Luís Ferreira, que tem não só um diploma de arquitecto, conquistado nas escolas técnicas, como exuberantemente tem patenteado a sua competência em assuntos de arte.
Da sua resposta à minha carta se extrai o suficiente para condenação formal dos desenhos do mosaico do Toural.
Segue a carta.
Sr. A. L de Carvalho:
Acusando a carta de V., respondo:

Primeiro: — O desenho ou composição decorativa em mosaico no pavimento do Toural e que parece tinha principiado sofrivelmente, está-se-nos apresentando de uma imbecilidade de decoração no seu conjunto, que me abstenho de julgar por várias razões.

Segundo: — O desenho que reproduz a cruz e a que V. se refere, é de uma mesquinhês muito ridícula; e não sei a que…

O Mosaico do Toural (5)

[continua daqui]

Alfredo Guimarães, cujo percurso político ao longo da Primeira República teve claras afinidades com o de A. L. de Carvalho, foi um dos especialistas que este convidou para se pronunciarem sobre o desenho do mosaico do Toural. A pergunta que lhe foi dirigida, manifestamente anacrónica, num tempo em que a arte havia rompido com todas as regras, era se aquele projecto satisfazia "as regras da arte". A resposta foi negativa.


A opinião de um crítico de arte que tem os diplomas da Associação dos Arqueólogos e da Sociedade dos Escritores Portugueses
Meu caro Alfredo:
Tu que, por amor às Belas-Artes, te fizeste aluno dos Mestres, ouvindo-lhe as prelecções; tu que, desde longe, tens dado ao teu espírito uma cultura artística apaixonada, criando-te uma sensibilidade estética apreciável, estás, portanto, no caso de, com autoridade, dizeres algo sobre a seguinte pergunta que, neste mesmo momento, estou fazendo a outras individualidades da nossa terra, com o propósito de re…

O Mosaico do Toural (4)

[continua daqui]
Prosseguindo a polémica sobre o mosaico do Toural, iniciado com um texto de A. L. de Carvalho no jornal Echos de Guimarães, a que se seguiu, a réplica do autor do projecto, Capitão Luís de Pina, o mesmo jornal publica no número seguinte, a 15 de Dezembro de 1928, quatro pareceres de "especialistas" na matéria em discussão. Estes depoimentos foram recolhidos por A. L. de Carvalho e a escolha dos seus autores não foi, como veremos pela resposta que o Capitão Pina dará, obra do acaso. Como se verá, estes pareceres, todos negativos em relação à obra, poderão não ter sido ditados por razões de estética e de arte.
O MOSAICO DO TOURAL
Reprovam os seus desenhos, quem tem autoridade para o fazer!
Os depoimentos de Abel Cardoso, Alfredo Guimarães, José Luís Ferreira e José Ribeiro de Freitas.

As duas colunas de carrancuda prosa que sob o título — O Mosaico do Toural —, aqui foram publicadas no último número como "troco" ao meu despretensioso artigo sobre o mesmo …

O mosaico do Toural (3)

A. L. de Carvalho [continua daqui]
Na violenta desanda que o Capitão Luís de Pina deu em A. L. de Carvalho na discussão sobre o mosaico do Toural, em que o acusa de pretender agradar aos católicos e monárquicos, com quem se quer reconciliar e andar de boas graças, há referências que importa tentar perceber, para se compreender a discussão. Uma delas prende-se com a menção do Capitão Pina à "confissão auricular", em que é posta em causa a coerência do crítico da cruz desenhada no chão do Toural. Trata-se de uma alfinetada que traz à memória uma conferência proferida por A. L. de Carvalho em Março de 1914, no Centro Republicano de Guimarães, que seria dada à estampa num opúsculo intitulado "A Confissão Auricular".
Quase no final da sua conferência, disse Carvalho:

Eis-me chegado ao fim do meu trabalho. Incompleto? Talvez. É todavia uma síntese clara, batendo todas as facetas do delicado problema. Sobre ele, não espero que incidam as discussões sérias dos antagonistas. E…

O mosaico do Toural (2)

[continua daqui]
À crítica de A. L. de Carvalho sobre o desenho dos mosaicos do Toural, em que visava especialmente a cruz desenhada no chão, responde o autor da obra, o Capitão Luís de Pina. O texto que se segue, assim como o que o antecedente e os que se seguirão, têm que ser lidos à luz das profundas inimizades que, desde os primeiros passos da República em Guimarães, em 1910, até depois do seu fim, em 1926, marcaram as relações entre duas facções de republicanos vimaranenses: uma encabeçada por Mariano Felgueiras e outra encabeçada por A. L. de Carvalho. Quando o mosaico do Toural começou a ser colocado, já se estava em plena ditadura e A. L. de Carvalho ensaiava a sua aproximação ao novo poder. Esta discussão tem que ser lida nesse contexto. O Capitão Luís de Pina posicionava-se do outro lado da barricada dos republicanos de Guimarães. A resposta que deu à crítica de A. L. de Carvalho não poupa nas palavras, nem no tom polémico.
Mosaicos do Toural

Recebemos a carta que segue com o p…

O mosaico do Toural (1)

Agora que o Toural está a passar pela intervenção mais profunda da sua história, vem a propósito recordar que nunca houve mudança na praça que não desse lugar a grande discussão. Nos próximos dias iremos recordar aqui uma das polémicas mais acesas que se travaram aquando de mudanças no Toural, mais precisamente da discussão que acompanhou a colocação do magnífico mosaico que agora vai ser levantado, desenhado pelo Capitão Luís de Pina.



Mosaicos do Toural - Desenhos que atentam contra as regras da estética e do simbolismo cristão.

Chamaram a nossa atenção para os desenhos do mosaico na Praça de D. Afonso Henriques, que há meses ali se vem colocando.
Não se conforma o meu autorizado informador com a liberdade adoptada pelo autor do referido desenho, fazendo reproduzir no chão duma praça pública símbolos respeitáveis, como sejam — Cruz.
Não é o prurido católico que beliscou o meu informador Tratando-se de um escudete com a Cruz e a Espada, o reparo do crítico deriva dum condicionalismo de …