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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2008

Publicidade: The Pacific - Steam Navigation Company

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Anúncio publicado no Jornal de Guimarães, em 17 de Fevereiro de 1876.

Publicidade: Casa de Saúde em Vizela

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Anúncio publicado no Jornal de Guimarães, em 17 de Fevereiro de 1876.

Publicidade: Água Cezarina

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Anúncio publicado no Jornal de Guimarães, em 17 de Fevereiro de 1876.

Publicidade: Remédio contra as lombrigas

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Anúncio publicado no jornal O Comérciode Guimarães, em 10 de Setembro de 1909.

Publicidade: Azeite puro de Castelo Branco

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Anúncio publicado no jornal O Comérciode Guimarães, em 17 de Agosto de 1909.

Proposta de Bernardino Machado para entregar as Dominicas à SMS

Bernardino Machado


Em 1834, uma medida do governo liberal, proposta por Joaquim António de Aguiar, que assim adquiriu o cognome de Mata Frades, decretou a extinção das ordens religiosas em Portugal. Enquanto que os frades tiveram que abandonar de imediato os conventos, as freiras foram autorizadas a permanecer nos seus recolhimentos até à morte da última delas, não sendo autorizadas novas ordenações. Deste modo, os Conventos passaram para a posse do Estado, que lhes deu diferentes destinos. O Convento de Santa Rosa do Lima (cuja última religiosa viria a falecer em Março de 1888), foi objecto de uma proposta de lei, apresentada por Bernardino Machado (à altura, deputado pelo Partido Regenerador, eleito por Lamego), que visava entregá-lo à Sociedade Martins Sarmento, que então ensaiava os primeiros passos. Aqui se transcreve o extracto do “Diário da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portuguesa”, sessão de 27 de Março de 1883, com a intervenção e a proposta de Bernardino Machado:

Proj…

Publicidade: Tanoaria do Porto

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Anúncio publicado no jornal O Comérciode Guimarães, em 6 de Agosto de 1909.

Publicidade: Mala Real Inglesa

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Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 23 de Setembro de 1909.

Do Nascimento de Afonso Henriques (3)

Corria o duodécimo século da Redenção do Mundo, quando deu princípio à Monarquia Portuguesa o grande coração, e incomparável valor d’el-Rei D. Afonso Henriques, que nasceu na Vila de Guimarães a 25 de Julho do ano 1109. Em vida da Rainha sua mãe não teve mais título, que o de Infante; por sua morte usou do de Príncipe. Entrou a governar a 24 de Junho do ano de 1128 e no de 1139 foi aclamado Rei a 25 de Julho (dia em que a Igreja celebra a festa do Apóstolo Santiago, insigne Patrão de Espanha) na famosa vitoriado Campo de Ourique, em que triunfou do formidável poder Mauritano, e em que ficarão vencidos cinco Reis, a que acompanhavam muitos Príncipes poderosos, fabricando naquele memorável dia o Ceptro Português, e segurando a sua perpetuidade na prodigiosa visão de Cristo Senhor Nosso, como o mesmo Rei testemunhou no juramento, que deu na presença da sua Corte, treze anos depois de passada a dita visão.
D. António Caetano de Sousa, História Genealógica da Casa Real Portuguesa, Lisboa, 1…

Do Nascimento de Afonso Henriques (2)

Vindo o ano de MXCIIII, estando a Rainha Dona Teresa em Guimarães pariu um filho, que se chamou Dom Afonso, como o Imperador seu avô: e por sobrenome Henriques por o Conde Dom Henrique seu pai. Uns diziam que nasceu na Síria, e foi baptizado no rio Jordão, pressupondo que o Conde Dom Henrique passou com sua mulher a Rainha Dona Teresa à guerra de ultramar. O que é tão fabuloso, como adiante se dirá. Outros que são mais para crer, dizem que nasceu em Guimarães aleijado das pernas, que da nascença trouxe encolheitas, e que Dom Egas Moniz o pedira ao Conde para o criar em sua casa, e que o Conde lho dera e o levou e o criou, e que por milagre de nossa Senhora, a que o encomendaram, sarou. Crónica do Conde D. Henrique, in Crónicas dos Reis de Portugal, reformadas pelo Licenciado Duarte Nunes de Leão, [1677], ed. Lello & Irmão, Porto, 1975, pág. 23

Sobre a Sociedade Patriótica Vimaranense

No rescaldo da Guerra Civil, surgiu em Guimarães a célebre Sociedade Patriótica Vimaranense, cuja história traça, sumariamente, este texto de 1884 do Abade de Tagilde:

Esta sociedade, que fora fundada pelos esforços do então juiz de direito desta comarca, António Clemente de Sousa Gião, chegou a contar 117 sócios, que se propuseram promover os interesses locais. Inaugurada com o maior entusiasmo, que pároco prometia salutares resultados para os melhoramentos deste Concelho, não correspondeu à expectativa dos habitantes da Guimarães, que em grande número concorria às sessões, que eram públicas e celebradas no tribunal judicial, então em S. Francisco. Consumidas bastantes sessões na discussão dos Estatutos, cujo relator foi o falecido deputado José Fortunato Ferreira do Castro, sessões que por vezes correram animadas, misturadas de incidentes curiosos, foram estes confeccionados e depois aprovados por portaria do Ministério do Reino de 1 Março de 1836. Nomeadas comissões de agricultura, d…

Do Nascimento de Afonso Henriques (1)

Do ponto de vista do conhecimento histórico, do nascimento de D. Afonso Henriques sabe-se muito pouco. Em contrapartida, há uma forte tradição, em parte construída em referências históricas, em parte sustentada pela força de mitos, que nos descreve a vinda ao Mundo daquele que seria o rei fundador de Portugal e dos milagres que teriam envolvido o seu nascimento. Em 1692, o Padre Torcato Peixoto de Azevedo contava assim o nascimento de Afonso Henriques na vila de Araduca (Vila Velha de Guimarães):
Em que se da conta do nascimento d'el-rei D. Afonso Henriques. Nasceu el-rei D. Afonso Henriques na vila velha do Araduca em 1094, e na paróquia de S. Miguel foi baptizado pelo arcebispo de Braga S. Geraldo, na pia que depois se trasladou para a Real Colegiada, aonde se venera. Trouxe este príncipe em seu nascimento as pernas pegadas por detrás uma na outra, aleijão que deu tanto sentimento a seus pães, que o não queriam dar a criara D. Egas Moniz, a quem o tinham prometido antes do parto, …

Elixir de S. Vicente de Paula

Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 13 de Julho de 1909.

Publicidade: Grãos de Saúde do Dr. Franck

Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 13 de Janeiro de 1911.

Publicidade: Xarope Famel (2)

Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 2 de Dezembro de 1910

Publicidade: Xarope Famel (1)

Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 29 de Novembro de 1910.

Publicidade: Piperazina Midy

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Anúncio publicado no jornal O Comércio de Guimarães, em 24 de Dezembro de 1912.

As feiras de Guimarães, no último quartel do séc. XIX

A feira semanal de Guimarães, em 1908, no Largo de S. Francisco.

Nos seu Apontamentos, publicados pela primeira vez em 1881, o Padre Caldas descreve as feiras de Guimarães, num texto que ganha nova actualidade agora que está na ordem do dia a mudança de local da feira semanal. Aqui fica.

Guimarães, como centro comercial de notáveis povoações, tinha feiras importantes e concorridíssimas, que pouco a pouco se foram definhando, já pela facilidade das comunicações, já pela propagação de todos os ramos de comércio nessas povoações circunvizinhas e aldeias rurais. Todavia ainda hoje há aqui feiras bastantemente animadas, sendo destas a mais notável a Feira Semanal, aos sábados, muito concorrida e considerada como das primeiras do país – se não a primeira; é abundantíssima em todos os géneros, principalmente em gado bovino e suíno, cereais, madeiras, linhos, etc. Parece que em 1723 era esta feira quinzenal, porque existe na câmara uma provisão passada em Lisboa no 1º de Dezembro desse ano, manda…

Publicidade: Hospedaria Estrela do Norte

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 26 de Maio de 1865.

Publicidade: Fosfato de Ferro de Leras

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 10 de Novembro de 1865.

A Proclamação da República em Guimarães

A antiga Câmara Municipal de Guimarães

A República foi proclamada em Guimarães no dia 8 de Outubro de 1910, com o hasteamento da bandeira na Câmara Municipal. A imprensa que então se publicava em Guimarães, com manifestas simpatias monárquicas, acolheu a notícia da instauração do novo regime sem grande entusiasmo. O Comércio de Guimarães, por exemplo, no primeiro número que publicou já na vigência da República, optou por preencher a maior parte da sua primeira página com um texto sobre “os cuidados no lagar e o envazilhamento do vinho”, reservando algum espaço para inserir uma nota em que, sob o título “O Novo Regímen”, anunciava a sua intenção de continuar a “pugnar, como sempre o tem feito, pelos interesses morais e materiais de Guimarães”, conservando “a sua atitude de defensor dos interesses da Pátria e da Igreja”. A (breve) notícia sobre a implantação da República em Guimarães aparece quase escondida na página 3, entre uma nota curiosa que fala de “uma mesa feita com restos huma…

O Castelo de Guimarães, num texto de Alberto Sampaio

O Castelo de Guimarães no início do século XX


O Castelo de Guimarães Consta das Inquirições (pág. 736 e 737) que Afonso Henriques deu aos moradores intus castelli, frase que empregam sempre, certos privilégios, confirmados por Sancho I. E aí o rei, além de açougues, de um forno e terreno não edificado, tinha a sua própria habitação; - “et aliud casale quod tenet Petrus Gomecii qui moratur in Castello Vimarañ non dat ullam derecturam. Interrogatus quare, dixit quod propter quod habet varrere ipsas domos castelli Domini Regis et curare illas et revolvere in quolibet anno” (Inq., pág. 723, 1.ª col.). A estas domos chama com propriedade o conde D. Henrique nosso Paço Real na doação, feita por ele e pela rainha D. Teresa a Amberto Tibaldi, de certo campo “quem habemus in Villa de Vimaranis et jacet juxta Palatium nostrum Regale, et ex alia parte sicut dividiteum clausis Ecclesiae Sanctae Mariae, deinde sicut intestat cum atrio ejusdem Ecclesiae” (Souza, Provas, tom. I pág. 3; cf. Herc., Hist…

A "Cortejo Cívico" do 8.º Centenário de Afonso Henriques

Carro Histórico, comemorativo da Fundação de Portugal, concebido por Abel Cardoso (in Armindo Cachada, Cem anos da Marcha Gualteriana nas Festas da Cidade).

Em 1911, num tempo em que se colocava o nascimento de D. Afonso Henriques no ano de 1111, Guimarães celebrou o 8.º centenário do rei fundador com um cortejo cívico que integrou o programa das Gualterianas. O cortejo alegórico percorreu as ruas da cidade, em direcção ao Castelo, levando um acompanhamento musical composto por uma charanga, uma festada minhota e seis bandas de música, entre as quais se contava a do Regimento de Infantaria 20. Eis o programa do cortejo, tal como foi publicado no jornal Independente de 22 de Julho de 1911:

A Festa da Cidade Comemoração solene do VIII centenário do nascimento de D. Afonso HenriquesÉ este o dia principal das Gualterianas, consagradas neste ano ao ilustre Vimaranense que foi o Fundador da nossa nacionalidade. Guimarães veste as suas melhores galas. A Praça do Toural, para onde foi transferida …