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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2008

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 5 de Maio de 1865.

História e senso crítico, segundo João de Meira

João de Meira
De tanto amarem a sua terra, não são poucos os vimaranenses que olham para a história de Guimarães com um espírito mais iluminado por uma espécie de fé, do que pelo sentido crítico, que aconselha que apenas se aceite como verdadeiro aquilo que se consegue demonstrar, o que não é incompatível com continuarmos a honrar e a respeitar aquilo que nos é transmitido pela tradição. O escritor João de Meira, remando  contra a maré do seu tempo vimaranense, desmontou, por diversas vezes, com assinalável lucidez, “um certo número de factos mais que duvidosos da antiga história vimaranense a cada passo dados como positivos”. Leia-se, a título de exemplo, o pequeno artigo que este autor publicou no jornal Independente, na sua edição de 12 de Agosto de 1906:
História Pátria Por ocasião das recentes festas de S. Gualter, a comissão dos festejos distribuiu pelos forasteiros uma espécie de guia de viajante, onde a par da indicação dos monumentos a visitar se publicaram notas de história l…

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 26 de Maio de 1865.

Polémica? Qual polémica?

Afonso Henriques (gravura da colecção da Sociedade Martins Sarmento)

Alguém diz que há polémica em relação ao local de nascimento de Afonso Henriques. Que eu saiba, não há polémica nenhuma, mas parece haver quem esteja interessado em que passe a haver, transformando a celebração dos 900 anos numa “disputa bairrista”. Não há polémica nenhuma, até porque, nas últimas décadas, não houve qualquer avanço nos estudos históricos que alterasse o que já se sabia, ou não sabia, quanto a esta matéria. O que se sabe é que há uma tradição sólida e enraizada que diz que Afonso Henriques nasceu em Guimarães e algumas hipóteses frágeis e pouco sustentadas que o colocam a nascer noutros lugares. Que ninguém tenha dúvidas: como sempre, perante a fragilidade do conhecimento histórico, continuará a prevalecer a solidez da tradição.

Estou certo de que não daremos para este peditório. Afonso Henriques é, seguramente, a principal referência do nosso Estado-Nação. A celebração da sua memória tem que ter uma di…

O meu Afonso Henriques é mais meu do que o teu

D. Afonso Henriques (Gravura da colecção da Sociedade Martins Sarmento)

Dos primeiros tempos de Afonso Henriques sabemos muito pouco. Não são seguros nem a data, nem o lugar onde nasceu: as datas que têm sido apontadas (1109 ou 1111), os lugares que vão sendo enunciados (Guimarães, Coimbra ou, mais recentemente, Viseu) são meramente conjecturais, por não haver documentos que os sustentem. Quanto ao local de nascimento do filho de D. Henrique e D. Teresa há duas evidências incontornáveis: a) Do ponto de vista da História, não é possível dizer onde terá sido. A tese que anda na moda, não tanto depois de ter sido enunciada por Almeida Fernandes, há duas décadas, mas depois de ter sido admitida por José Mattoso, há dois anos, não tem nenhuma prova documental que a sustente. O próprio Mattoso afirma-a como verosímil, possível, provável, admissível, mas não a dá, nem a poderia dar, como provada. A conjectura viseense é sustentada por um único argumento: que D. Teresa teria passado parte do ano…

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 18 de Abril de 1865.

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 11 de Junho de 1867.

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 24 de Fevereiro de 1865.

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Anúncio publicado no jornal Independente, de Guimarães, em 19 de Outubro de 1910.

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Anúncio publicado no jornal Vimaranense, de Guimarães, em 19 de Maio de 1863.

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Anúncio que se publicava em 1910 no jornal Independente, de Guimarães.

Perdidos & (não) achados (2)

Paço dos Duques. Fachada interior voltada a nascente. Fotografia da Ilustração Moderna, 1929.

A 9 de Abril de 1918 travou-se a tristemente célebre Batalha de La Lys. na Flandres Dos soldados que compunham a Brigada do Minho, mais de metade perderam a vida, ficaram feridos ou foram presos pelo exército alemão. Muitos deles pertenciam ao Regimento de Infantaria 20, de Guimarães. Em sua memória seria erigido um memorial, uma placa com os nomes dos mortos nela inscritos, que seria afixada no quartel do Regimento, então no Paço dos Duques de Bragança. Já lá não está.

Pormenor da fotografia que vai acima.

Perdidos & (não) achados (1)

Monumento a D. Afonso Henriques, no Toural, na década de 1920. Na base do pedestal de mármore (original), a placa comemorativa de 1911.

Em Maio de 1940, a estátua de D. Afonso Henriques, que se encontrava no Toural desde 1911, foi apeada e conduzida para o parque do Castelo, onde seria erigida no local onde ainda hoje se encontra. Foi então colocado no actual pedestal lavrado em granito fino. Até hoje, não consegui saber que destino levou o pedestal original, lavrado em mármore branco, criado por Soares dos Reis como parte integrante do monumento a Afonso Henriques. Mas não é o pedestal o único elemento em falta junto do monumento. Nas Gualterianas de 1911, quando a Guimarães da Primeira República assinalou o sétimo centenário do nascimento do primeiro rei, foi colocada na base do monumento uma placa comemorativa com os seguintes dizeres: “Guimarães a D. Afonso Henriquesno VIII centenário do seu nascimento VI – VIII – MCMXI”Ao descerrar aquela lápide, pretendia-se “perpetuar esta homenage…

Revinda

De volta ao activo, depois de atravessar o deserto literal e de estacionar um pouco no deserto figurado.