Memórias Paroquiais de 1758: Matamá


Matamala, Matamaa, Mata maa, Matta-ma, Mathama, Matamá: de diferentes maneiras se escreveu o nome desta freguesia que, aparentemente, é o que se costuma designar como um fitónimo, por ter raiz botânica: mata mala, mata má, designando o revestimento de um terreno que não seria fácil, nem de trabalhar, nem de aceder. Situa-se na vertente da serra de Santa Catarina voltada ao Nascente. Sempre foi terra de pouca gente, tendo sido, sucessivamente, anexada, desanexada e voltada a anexar à freguesia de Vila Nova das Infantas.
Segundo o Padre António Carvalho da Costa (Corografia Portuguesa, 1706) e Pinho Leal (Portugal Antigo e Moderno, 1875), entre outros autores, é no território da antiga freguesia de Matamá que se situa a casa da Corujeira, que pertenceu a Manuel de Noronha, descendente dos marqueses de Vila Real. Na verdade, situa-se em terra que sempre pertenceu a Infantas. A paróquia era, como Nespereira, anexa ao cargo do tesoureiro da Colegiada de Guimarães, que lhe nomeava o vigário e desfrutava do rendimento.
Com Matamá, de que não temos mais do que um resumo do que seria a sua memória paroquial de 1758, concluímos o périplo pelo território actual do concelho de Guimarães, iniciado no dia 18 de Janeiro. Com esta, ficam publicadas as memórias paroquiais de 69 freguesias, mas ainda não chegámos ao fim desta peregrinação. Como agora é costume dizer-se, o melhor ainda está para vir. A seguir, voltaremos à ribeira do Vizela.

Matamá
Matamá é aldeia e paróquia do termo da vila de Guimarães, na comarca do mesmo nome. O seu povo consta de 50 fogos, com 125 almas de comunhão na matriz, dedicada à Senhora da Expectação.
O pároco é vigário apresentado pelo tesoureiro da Colegiada de Guimarães e tem de côngrua 30$000 réis.
“Matamá”, Dicionário Geográfico de Portugal (Memórias Paroquiais), Arquivo Nacional-Torre do Tombo, vol. 42, n.º 173, p. 86.
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