22 de maio de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (31)


Em resposta a outro de João Xavier de Matos, que começa:
Trazei, Ninfas, trazei a branca areia, etc.



Meu João Xavier, tenho assentado
Que andaste nesta acção pouco discreto;
Pois quem logra as delícias dum afecto
A todas as pensões vive obrigado:

Se de Olaia te queres ver amado,
Dessa que de teu peito é digno objecto,
Tudo o que for a bem do leu projecto
Só por ti deve ser executado:

Essa blasfémia infame, amigo, cala;
Porque as Ninfas nem sempre estão dispostas
A servir de contínuo a quem lhes fala:

Se é que Olaia te quer, e dela gostas,
E não queres nas pedras molestá-la,
Eu acho que é melhor trazê-la às costas.
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