1 de junho de 2011

O Toural em imagens - Detalhes (11)


A Casa Ferreira da Cunha, numa fotografia de meados do século XX, cedida pelo meu amigo Jerónimo Silva, actual proprietário daquela loja quase secular. Repare-se na figuras que aparecem nas janelas do piso superior da loja. Na porta ao lado, a Farmácia Barbosa.
(clicar para ampliar)

Situada na ala nascente da Praça, a Casa Ferreira da Cunha é uma das casas de comércio mais antigas e mais características do Toural, tendo sabido manter a sua identidade. Dedica-se à produção e comercialização de ferragens artesanais em ferro forjado ou bronze fundido. Na página do Facebook desta loja pode ler-se que ali encontra quem procura fechaduras, trinquetas, aldrabas, ferrolhos, pedreses, puxadores, dobradiças, lemes, batedores de porta, suportes de sinos ou sinetas, pregos forjados, potes, além de cutelarias, chaves, utilidades e outros artigos domésticos. Já era assim há quase um século.

Na porta ao lado, fica a Farmácia Barbosa, que no início do século XX era um dos lugares de tertúlia no Toural, sobre o qual alguém escreveu, em 1904:

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2 comentários:

Cultura disse...

POR UMA CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA DOS CIDADÃOS

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Guimarães
Senhor Presidente do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães

No dia 29 de Março de 2011, o Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães tornou pública uma moção em que notou ser “indispensável criar condições para relançar a confiança e o entusiasmo em torno do projecto, de forma a garantir a adesão e apoio da comunidade vimaranense à Capital Europeia da Cultura 2012” e recomendou “ao Conselho de Administração que promova uma reflexão estratégica com vista a adoptar práticas que permitam uma ligação reforçada entre a CEC2012 e os agentes culturais, económicos e sociais de Guimarães e da região”.

Esta tomada de posição foi entendida pelos cidadãos signatários como um claro sinal de esperança de que ainda seria possível uma Capital Europeia da Cultura que envolva os cidadãos de Guimarães e promova uma imagem positiva da cidade.

No entanto, assim não o entendeu o principal destinatário da recomendação, o Conselho de Administração da FCG. Nos dois meses que entretanto decorreram, aprofundou-se o afastamento entre a entidade organizadora da CEC e os cidadãos e agentes culturais, económicos e sociais de Guimarães.

Com o recente afastamento do Director de Projecto, a estrutura da FCG ficou amputada do único elemento que funcionava como elo de ligação entre as diferentes áreas de programação. As sucessivas declarações, por parte do CA, de que a saída do Director do Projecto não acarreta um acréscimo de dificuldades, põem a claro um manifesto défice de percepção da realidade.

Os cidadãos de Guimarães já deram mostras de que, quando mobilizados, são capazes de dar respostas positivas e entusiásticas a situações adversas. A mobilização ainda é possível. Não será fácil recuperar o tempo perdido, mas ainda se irá a tempo de construir uma Capital Europeia da Cultura que dignifique Guimarães e Portugal.

Os signatários não se resignam a vir a ser os que tiveram nas mãos uma oportunidade única e a desperdiçaram. Convictos de que o divórcio entre o actual Conselho de Administração da FCG e os cidadãos de Guimarães é irreversível e nocivo para o sucesso da Capital Europeia da Cultura, apelam ao Presidente da Câmara Municipal de Guimarães e ao Presidente do Conselho Geral da FCG para que usem os meios ao seu alcance para que se encontre uma solução que infunda uma nova esperança neste projecto, dotando-o de novos protagonistas, que se identifiquem com Guimarães e que introduzam uma dinâmica no processo que possa suscitar o reforço do entusiasmo, da vitalidade e da energia dos vimaranenses.
Se concorda com este apelo público, assine o abaixo assinado POR UMA CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA DOS CIDADÃOS emwww.peticaopublica.com

Anónimo disse...

Se o Vargas Llosa lê isto, está tudo perdido e agora é que ele não vem mesmo.