21 de março de 2011

Repondo a verdade


Dizem-me que a responsável máxima pela organização da CEC terá afirmado (declarações que, confesso, ainda não ouvi) que eu não teria moral para falar acerca do envolvimento da população na preparação da Capital Europeia da Cultura porque, enquanto membro do Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães, nunca me teria pronunciado sobre tal assunto naquele órgão, que integro por indicação da Câmara Municipal de Guimarães. Não pretendo entrar em polémicas que apenas podem contribuir para azedar algo que já não é muito doce, mas, porque está implícito, em tais declarações, algo que me atinge e afecta, por levantar questões de carácter, sou obrigado a esclarecer o seguinte:
  1. Não corresponde à verdade que eu não tenha levantado em sede de Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães a questão dos problemas na comunicação da Fundação com a cidade e com os cidadãos e das dificuldades que esses problemas geravam na relação dos vimaranenses com a sua Capital Europeia da Cultura. Fi-lo, com todas as letras, na última reunião do CG, antes de falar em público sobre o assunto. Fi-lo, aliás, com a preocupação que sempre me guiou: contribuir positivamente para que os cidadãos de Guimarães se revejam na sua Capital Europeia da Cultura. Na altura, quem me respondeu foi o Senhor Presidente da Câmara. E, noto, só falei em público sobre o assunto depois de perceber que a relação da cidade com a CEC estava a ser envenenada pelas sucessivas polémicas que vinham a lume.
  2. Nas intervenções públicas que tive sobre a preparação da CEC tenho dado conta das minhas preocupações em relação à existência de um problema de comunicação com a cidade e com os cidadãos e de um problema de comunicação em geral. Quanto às linhas de programação, as referências que tenho feito são, em geral, elogiosas, em especial para as áreas que conheço melhor.
Nada mais tenho a dizer sobre este assunto, a não ser no tempo e no lugar próprios.

Se a relação entre a CEC e os vimaranenses está inquinada, a responsabilidade não é minha, nem, muito menos, dos vimaranenses. Se a CEC e a FCG têm má imprensa, aos seus responsáveis compete perceber porquê. O que perturba os vimaranenses é, a cada dia que passa, terem que ler nos jornais notícias negativas acerca de algo que deveria ser um grande momento de envolvimento e de mobilização colectiva. Não estão habituados a tal. Nunca o estarão. Quem ainda não percebeu que todos os problemas e polémicas que têm rodeado a construção da CEC atingem seriamente a auto-estima dos cidadãos de Guimarães, levando-os a reagir negativamente, ainda não percebeu nada. E já era tempo, não era?
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1 comentários:

Anónimo disse...

Pois é, a mim também me dizem que tu andas por sítios mal frequentados e tu não acreditas. Paciência e fé, porque as fezes é que nos salvam.