30 de março de 2011

CEC: “É necessário dar mais solidez a essa esperança.”


Guimarães, vista a partir do Monte Cavalinho, numa fotografia anterior a 1863
 
Reuniu ontem, 29 de Março, o Conselho Geral da Fundação Cidade de Guimarães. Na reunião, foi aprovada por unanimidade uma moção onde se reflecte sobre o momento actual do processo de preparação da Capital Europeia da Cultura e se recomenda ao Conselho de Administração da FCG "que prestasse especial atenção aos temas da comunicação e do envolvimento da cidade e das suas instituições". Na ausência de publicação, até ao momento, no espaço institucional próprio, aqui se transcreve o documento na íntegra. Merece leitura atenta.

 

 
Conselho Geral, 29 de Março de 2011

MOÇÃO
 
Esta reunião do Conselho Geral teve lugar num momento particularmente exigente do projecto Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

A 9 meses da abertura do evento, a concretização do programa corre agora contra o tempo. O ambiente local em torno do projecto tem sido marcado por episódios desgastantes. A crise económica, financeira e política do País pode criar dificuldades suplementares e consideráveis ao desenvolvimento do projecto.

Os membros do Conselho Geral reunido a 29 de Março analisaram aprofundadamente a situação, ouvindo e debatendo as posições expressas, tanto pelos responsáveis da Fundação como das instituições com responsabilidade na Cidade, a começar pelo Sr. Presidente da Câmara.

O Conselho foi particularmente sensível aos argumentos em favor do reforço da coesão local como condição para enfrentar o momento complexo que a Guimarães 2012 atravessa. Tomou boa nota dos propósitos enunciados pela Câmara Municipal e apelou aos representantes das entidades envolvidas para que os ponham em execução rapidamente, na convicção de que daí resultarão ganhos de eficácia e coordenação nos trabalhos da Capital Europeia, e empenho acrescido das pessoas e das instituições mais qualificadas de Guimarães.

A tão breve distância de 2012, é indispensável criar condições para relançar a confiança e o entusiasmo em torno do projecto, de forma a garantir a adesão e apoio da comunidade vimaranense à Capital europeia da Cultura 2012. Esta constituirá uma oportunidade irrepetível para projectar a cidade, a sua história e o seu património, os seus valores e os talentos das suas diversas gerações.

O Conselho Geral recomendou ao Conselho de Administração da Fundação que prestasse especial atenção aos temas da comunicação e do envolvimento da cidade e das suas instituições. De acordo com as intervenções dos conselheiros, esta é uma questão sensível que exige melhorias rápidas e eficazes.

Da Capital Europeia da Cultura, Guimarães pode e deve esperar resultados muito positivos em termos de projecção da cidade no plano externo, em Portugal e fora de Portugal. É necessário dar mais solidez a essa esperança.

O Conselho Geral entende que com imaginação e persistência, compete à Fundação e às entidades que a instituíram, a Câmara Municipal e o Ministério da Cultura, cooperarem no sentido de assegurarem uma adequada audição de todos os interessados nas orientações da Capital da Cultura.

O Conselho Geral recomenda, em especial, que seja estreitada a cooperação entre a Fundação e a Câmara, nomeadamente através da Vereadora da Cultura.

Nesse sentido, o Conselho Geral recomenda ao Conselho de Administração que promova uma reflexão estratégica com vista a adoptar práticas que permitam uma ligação reforçada entre a CEC2012 e os agentes culturais, económicos e sociais de Guimarães e da região, que procure melhorar a articulação com o Ministério da Cultura e que faça o necessário para projectar de forma continuada e activa, nacional e internacionalmente, a CEC 2012.
 
Jorge Sampaio
Adriano Moreira
José Manuel dos Santos
Luís Braga da Cruz
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2 comentários:

Miguel Bastos (Misha) disse...

Em linguagem político-diplomática se diz, claramente, que a Capital Europeia da Cultura em GUIMARÃES deve reflectir-se em GUIMARÃES, deve envolver GUIMARÃES e deve dialogar com GUIMARÃES. Obviamente... senão não estaríamos a falar de GUIMARÃES. Não queremos, os vimaranenses (penso eu), que a CEC2012 seja um acampamento de beduínos que levantará a tenda no fim, poucas marcas mais deixando que um ou outro sítio onde enterrou as estacas...
Não queremos ser barriga de aluguer.

j.m.sl. disse...

Quem fala asim não é gago! Há demasiados segredos neste país de ( nem digo! antes que me premdam.)
J.M.S.L.