14 de abril de 2008

À volta do Guimarães das "duas caras" (2)

Pormenores da estátua de Afonso Henriques, do palacete de Vila Flor, à esquerda, e do Guimarães, à direita


A figura que representa Guimarães, que se encontra na platibanda do edifício da antiga Casa da Câmara, na Praça da Oliveira, é uma peça escultórica talhada em granito fino, certamente contemporânea das estátuas do escadório do Bom Jesus, em Braga, e das que representam os reis das duas primeiras dinastias que contornam a fachada Nascente e metade da fachada Norte do palacete de Vila Flor, em Guimarães. Uma observação atenta permitirá concluir que tem a mesma filiação artística destas últimas. A comparação de alguns pormenores do Guimarães, com outros tantos da estátua de Afonso Henriques que encima o pórtico do palacete voltado a Norte, parece apontar no sentido de ambas as peças terem a mão do mesmo escultor.

Embora ainda se desconheça quase tudo acerca da história do Guimarães, podemos datá-lo da primeira metade do século XVIII, sendo evidentes os seus traços ao gosto da época. Esteve originalmente colocado em cima da Casa da Alfândega, que se encostava ao lado exterior da muralha de Guimarães, voltada para a desaparecida igreja de S. Sebastião, junto ao local onde hoje ainda se pode ver o pano de muralha que agora ostenta o dístico Aqui nasceu Portugal. Enquanto aí permaneceu, apresentava uma roupagem diferente da actual, mais colorida, uma vez que estava pintado em policromia.

[Continua...]

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