1 de junho de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (42)

Ao mesmo jarreta do Diabo, encaixotado no Pombal com dinheiro em barda.




Sim senhores, tem feito maravilhas,
Vai purgando o Marquês o seu pecado;
E na apreensão do vulgo amaldiçoado
Todos estes trovões são cascarrilhas:

Tiraram os Mendonças com os Mansilhas,
Este da feitoria, o outro do prado;
Nem o estrondoso herói já tem ao lado
Mais que a pobre mulher, e uma das filhas:

A santa imagem de pavor profundo
Três vezes foi borrada, insulto aquele
Que a história nunca deu a ler segundo:

Mas eu trocara com o Marquês a pele,
Pois quanto dinheirinho há neste mundo

Todo jaz no Pombal nas garras dele.
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