24 de maio de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (33)


Descrição do funeral, que João Xavier de Mato tanto profetiza nas suas rimas, alinhavado nas cláusulas deste 



Que diabo de choro, ou que lamento
De brejeiros irá por essa rua?
Algum poeta deu a ossada nua,
Que a dar ais vão as Musas cento a cento:

De quem será o embrulho virulento,
Que tão pobre caminha à terra crua,
Envolto numa esteira de tábua.
Sem caldeira, sem cruz, sem um Memento?

Quem será este herói, que já nos foge
Dos Deuses para aquela convivência,
Que dos Bragas* excede a fresca loje?

“Quem será (diz Apolo) oh dura ausência!
“É João Xavier, que morreu hoje,
Abraçado com a sua paciência. “

Armazém de vinhos, que há no Rossio, e de que ele é freguês
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