21 de abril de 2013

Escritores vimaranenses (74): José Joaquim da Silva Pereira Caldas


JOSÉ JOAQUIM DA SILVA PEREIRA CALDAS, Bacharel pela Universidade de Coimbra, premiado repetidamente durante o seu cursar das faculdades de Matemática, Filosofia e Medicina: Professor proprietário da cadeira de Aritmética, Geometria e Geografia no Liceu Nacional de Braga, e antigo Mestre particular autorizado de Filosofia Racional e Moral, e princípios de Direito natural na mesma cidade. Sócio honorário da Sociedade Farmacêutica Lusitana, e da Academia das Belas-Artes de Lisboa; Sócio correspondente do Instituto de Coimbra, da Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, do Instituto Médico Valenciano; da Sociedade Farmacêutica do Rio de Janeiro, da Associação Industrial Portuense, do Centro promotor dos melhoramentos das classes industriosas de Lisboa; Associado provincial da Academia Real das Ciências de Lisboa; Sócio efectivo da Associação Agrícola de Braga, e correspondente de outras da mesma espécie no continente do reino, e nas ilhas dos Açores; Membro de várias outras associações literárias, industriais e filantrópicas, nacionais e estrangeiras, etc. — Nasceu nas Caldas de Vizela, freguesia de S. Miguel, concelho de Guimarães, no distrito administrativo de Braga, aos 26 de Janeiro de 1818; e foram seus pais António Pereira da Silva, senhor da casa e quinta de Sub-Carreira, professor público de ensino primário, e D. Maria José Álvares, senhora da casa e quinta da Barbosa, ambos da mesma freguesia de S. Miguel das Caldas.
Depois de frequentar na vila (hoje cidade) de Guimarães e seus subúrbios, os estudos menores de instrução secundária, entrou nos da Universidade de Coimbra aos 17 anos de idade no de 1835, Em 1845 foi, precedendo concurso público, despachado Professor proprietário da cadeira bienal de Matemática o Filosofia do Liceu de Leiria; no ano seguinte, por decreto de 26 de Julho, depois de igual concurso, nomeado Professor da terceira cadeira do Liceu de Braga, lugar que ainda desempenha actualmente.
Militando sob as bandeiras da Junta do Porto no intervalo da luta civil de 1846 e 1847, foi zeloso servidor da causa que esposara, já organizando o núcleo de um batalhão popular, conhecido depois pela denominação de polacos do Minho, já comandando o batalhão de voluntários de Guimarães, e desempenhando varias comissões arriscadas, como consta do Nacional, e de outros periódicos políticos do Porto. E como findo aquele período continuasse no sistema de aberta oposição aos ministérios que se seguiram, daí lhe resultou a suspensão do exercício do professorado em Braga, sendo mandado transferir para o Liceu de Leiria, ao que se recusou, não saindo de Braga, até ser no referido exercício reintegrado pelo exmo. Duque de Saldanha, quando triunfou o movimento de Abril de 1851.
A resenha dos numerosos opúsculos por ele impressos, completos poucos, e encetados muitos, e mais ainda a dos artigos de todo o género e espécie, que da sua pena têm saído para as colunas de boa parte dos periódicos científicos e literários, publicados em Portugal desde 1840 até hoje, seria assaz difícil de compreender, e desacoroçoaria por ventura os que intentassem fazê-la, se ele próprio não acordasse em tomar a si tão laboriosa tarefa, separando e escolhendo em tamanha abundancia e variedade de matérias o que tem por mais recomendável, e digno de memória, e que pretende reunir em um corpo, sob a denominação de Obras completas, votando ao desprezo tudo o mais, por julgá-lo de menor entidade!
Oficioso e incansável cooperador, o sr. Pereira Caldas veio espontaneamente ao meu encontro, apenas sabedor do projecto da publicação do Diccionario Bibliographico; pôs à minha disposição o seu valioso préstimo, e não são poucos, nem de pequena monta os subsídios que esta empresa lhe deve, do que oferecem amiudado e agradecido testemunho as paginas do mesmo Diccionario, pelo qual ele continua a mostrar o mais desvelado interesse. Tratando-se de sua pessoa, não só teve a bem subministrar-me copiosas noticias, que a meu pesar fui obrigado a resumir, na conformidade do plano que adoptara, porém quis forrar-me ao trabalho de coordenar o catálogo dos seus escritos, enviando-me um, por ele feito, e na mesma disposição em que o desejava impresso! Considerar-me-ia quanto a esta parte incurso na censura de mal-agradecido, se não aproveitasse favor de tão alto preço; e reproduzindo-o tal qual, tratei apenas de vigiar que as indicações tipográficas dos opúsculos fossem em tudo exactas, confrontando-as com os próprios exemplares, que possuo da maior parte desses escritos por dádiva do mesmo autor.
Dada esta como explicação, que ficará servindo aos que porventura julgarem a resenha minuciosa em demasia, e tiverem para si que muitas espécies poderiam ser omitidas, ou deslocados sem inconvenientes alguns acessórios, cumpre-me expressar aqui ao ilustre catedrático bracarense o sincero desejo de que, a ele e ao seu catálogo, pudessem de molde aplicar-se aqueles sempre lembrados versos do vate de Venusa:
Exegi monumentum aere perennius,
Regalique situ pyramidum altius,
por ele mesmo já tomados como epígrafe, bem que em sentido não idêntico, em uma de suas produções.
Quadro abbreviado dos costumes, commercio, jogos e theatro dos gregos.— Saiu na Chronica Litt. da Nova Acad. Dram. de Coimbra, tomo I (1840), de pág. 260 a 264. É versão do espanhol do Catecismo de la historia de la Grecia da colecção de livros espanhóis do livreiro inglês Ackermann, apêndice 1.º de pág. 214 a 221.
Indicação recommendatoria da «Bibliotheca Lusitana escolhida» de José Augusto Salgado.— Saiu na mesma Chronica Litteraria, tomo II, artigo 37. — Adstrita ao mero valor linguístico dos autores recomendados, não se tratou nesta recomendação de fazer sobressair os descuidos bibliográficos que se encontram na obra aludida, e que a tornam por essa parte de pouco valor. (Vej. o Diccionario Bibliographico, tomoIV, n.º J, 2733.)
Fama posthuma de D. Nuno Alvares Pereira.— Saiu no Prismajornal da Academia Dramática de Coimbra, 1842,. n.º 3. Dá a descripção dos velhos festejos e romagens em memória do santo Condestável, com os cantares antigos dos povos, extraídos das crónicas respectivas. Estes contos populares saíram também na Revista Universal Lisbonense, tomo IV (1844-1843), pág. 876.
Noticia das aguas ferreas de Creixomil, nos suburbios de Guimarães.— Na Gazeta Medica do Porto, tomo II (1844), n.º 69. — Dá a achada das águas, e os seus caracteres sobressalientes: prometendo trabalhos complementares, que por falta de saúde não pôde o autor levar a efeito. No entanto estão supridos com o Ensaio analítico das mesmas águas, por António Alves da Silva, e outros estudantes da Universidade de Coimbra, e o farmacêutico de Guimarães Francisco José Pereira Basto: acha-se esse trabalho na Revista Universal Lisbonense, tomo IV (1844 e 1845), pág. 151. E também se colhe do Jornal da Sociedade Farmacêutica Lusitana, tomo iv (1845), pág. 38, que existe no arquivo da mesma Sociedade uma nova tentativa de análise qualitativa das ditas águas, submetida pelo aludido farmacêutico Basto à avaliação da Sociedade.
Juizo critico das «Lições de philosophia chymica» do doutor Joaquim Augusto Simões de Carvalho, etc. (Vej. o Diccionario, tomo IV, n. J, 1484 )— Saiu na Gazeta Medica do Porto, tomo VI (1852), n.º 239. Ficou incompleto com a interrupção do jornal, onde devia sair com miudeza o resto do trabalho do autor.
Juizo critico da «Analyse das aguas mineraes do Gerez» do lente de chymica Júlio Maximo de Oliveira Pimentel. — Na mesma Gazeta, e dito vol. n.os 239 e 241. Saiu também em separado, ampliado com a indicação sucinta dos banhos termais, com o título: Noticia descriptiva das aguas mineraes do Gerez no districto de Braga, etc.
Juizo critico da «Breve memória sobre as aguas sulphurosas de Alpedrinha» do doutor Francisco António Rodrigues de Gusmão. (Vej. no Diccionario, tomo II, n.º F, 525.) — Saiu no dito vol. da Gazeta Medica, n.º 246.
Noções therapeuticas sobre o uso e o abuso das aguas sulphureas. Saíram no dito vol. da Gazeta Medica, n.os 246, 247, 249, 251, 252 e 253; e no vol. VII (apenas começado), n.os 254, 255, 256 e 257. Fez-se também uma tiragem à parte, do próprio texto da Gazeta, formando um opúsculo de 94 pág. com rosto especial, Porto, Typ. Commercial, 1852. 8.º — Foi recomendada a leitura deste opúsculo no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, série 2.ª, tomo III (1852), a pág. 294.
Notícia de uma escavação archeologica nas Caldas de Visella, no concelho de Guimarães.— Na Revista Universal Lisbonense, tomo IV, já citado, pág. 557, e no Periódico dos Pobres do Porto, n.º ... de ... de Abril de 1845. Outro trabalho mais desenvolvido acerca das mesmas Caldas publicou depois, como abaixo se verá.
Juizo critico sobre o drama de João de Lemos, «Maria Paes Ribeira».— Saiu no Periódico dos Pobres do Porto n.º 62 de 1845.— O autor tratou de avaliar o drama pelo lado histórico mais do que pelo dramático, expondo o enredo com os próprios textos do cronista Nunes do Leão na crónica de D. Sancho I.— Outro juízo crítico em que o Drama é avaliado mais pelo lado dramático do que pelo histórico, acha-se na Revista Académica de Coimbra, tomo X (1845), pág. 7 a 9, escrito pelo actual visconde de Gouveia, José Freire de Serpa Pimentel.
Encómio poético da cama. Saiu no mesmo Periódico dos Pobres, 1850, n.º 191. É versão octossílaba do espanhol de Garrido, que saíra no jornal madrileno El Popular, n.º 1227 do referido ano.
Antiguidade e belleza dos versos octosyllabos.— Saiu na Revista Académica de Coimbra, tomo I (1845), de pág. 28 a 31: porém ficou o artigo sem complemento nesse jornal. Saiu depois muito ampliado na Revista Litteraria do Porto, tomo XII (apenas começado, e que é raro de encontrar nas colecções deste periódico, que terminam quase todas no vol. XI.)
E saiu também em tiragem separada, no formato da Revista, com 321 páginas; sendo de notar, que a numeração começa em pág. 115, que era a numeração respectiva da Revista Litteraria, e assim prossegue até pág. 130, depois da qual vem então a numeração separada de pág. 17 a 21. Há uma nota no princípio, em que o autor declara continuar na Revista Litteraria o trabalho encetado na Revista Académica, etc. Ficou porém o artigo incompleto., em virtude da suspensão do jornal portuense. O autor conserva em seu poder o resto manuscrito, e pretende publicar novamente o mesmo trabalho na sua íntegra. — Aí considera os versos octonários como a forma primitiva da nossa poesia nacional, acostado às ideias de A. Garrett no Bosquejo Litterario do 1.º volume do Parnaso Lusitano, e no 1.º do Romanceiro, assim como na Carta aos auctores das origens da Língua portugueza. E vai assim de acordo com as ideias do Romancero General de Duran, reproduzidas no Tesoure de los Romanceros de Ochoa, e na versão italiana de Barobet.
Exposição philosophica da nomenclatura chymica. — Saiu na Aurora, revista mensal de Lisboa, tomo 1 (1845 a 1846), n.º 3;  mas ficou por completar em virtude da suspensão do jornal.
Juizo critico sobre o drama «D. Sancho II»; de José Freire de Serpa Pimentel, etc.— É um trabalho minucioso de estética dramática á luz histórica do enredo do drama. Saiu no mesmo número da Aurora, de pág. 101 a 109. O autor determina publicar em volume separado com o título de Criticas dramaticas, este juízo, o da Maria Paes Ribeira, e os dois até hoje inéditos dos outros dramas do visconde de Gouveia a Judia, e D. Sisnando, já anunciado como «trabalhos importantes» na Revista Universal Lisbonense, tomo IV, pág. 449: e a eles se junta ainda outro, sobre a Torre de Nesle, discutido e aprovado em sessão do Instituto de Coimbra.
Nobreza dos médicos. — Saiu na Revista Litteraria do Porto, no incompleto temo XII, e reproduzido na Gazeta Medica da mesma cidade, tomo IV (1846), a pág. 74, 88, e 93. Também se tiraram exemplares em separado do texto da Revista Litteraria, no formato de 8.º  gr. com 19 pág.
O autor desgostoso dos muitos lapsos tipográficos das citações dos opúsculos, apenas tem distribuído alguns exemplares por alguns seus amigos mais íntimos. Sobre o assunto podem ver-se a Memória da utilidade e nobreza da medicina, por José Pinheiro de Freitas Soares, a Nobiliarchia medica de Francisco António Martins Bastos, e o pequeno artigo Antiguidade e nobreza da cirurgia, pelo cirurgião militar Francisco Leite de Almeida, no Jornal dos Facultativos militares, tomo 1 (1843), n.º 24.
Noticia generica dos livros cavalleirescos.— Saiu no mesmo incompleto vol. XII da Revista Litteraria, e não se chegou a concluir, em virtude da suspensão do jornal.
A flor cortada.—Saiu no Crepúsculo, semanário literário, de Coimbra, n.º 6 (4846). E foi este o último número dessa publicação; vd. no presente volume o artigo Joaquim Marcelino de Matos.
Coincidências fataes. Saíram no mesmo número do Crepúsculo.— Compara-se neste pequeno artigo mui de corrida o viver e morrer de quatro monarcas ingleses, Eduardo II, Ricardo II, Henrique VI e Carlos I.
Apontamentos de um sonho politico.— Na Estrela do Norte, jornal político e literário do Porto (1847), n.os 10, 11, 12, lé, 49 , 25, 26, 43. Tem por assinatura as iniciais M. do V. (que significam Margens do Vizela, por ser aí que foram escritos estes artigos). O autor, que se lisonjeia ainda com esta sua produção, onde vem indicadas e previstas as lutas sociais e políticas da Europa nos últimos anos, foi impedido de prosseguir na série dos artigos que meditava, em razão de entrar por aquele tempo em activo serviço militar, na qualidade de comandante do batalhão popular de Guimarães, como já se disse acima.
Expressão do enthusiasmo popular em 1847, na projectada organisação do batalhão de polacos do Minho em Guimarães, ás ordens do ex.mo Conde da Azenha. Saiu no Nacional do Porto, 1847, n.º 70. — Nesta organização de milícia popular tomou uma parte muito activa o dr. Pereira Caldas, que depois no comando do batalhão de Guimarães mereceu os encómios do Hymno patriotico ao valente batalhão de Guimarães, que saiu na Estrela do Norte, 1847, n.º 121.
Breve explicação de cifras de correspondência.— Sem lugar nem ano de impressão: mas foi impresso no Porto, Typ. do Ecco Popular, 1849: de 27 pág. inumeradas. É uma colecção de cinco espécies de cifras, gradular, radiolar, numeral, biquadral e napoleónica, tendo no frontispício 38 iniciais C. P. P. P. C. (quer dizer: Coordenada pelo professor Pereira Caldas.). Nalguns exemplares escapou no prelo um P em lugar do C do princípio.
No jornal O Bibliophilo (1849), art. 271, faz-se menção de uma Explicação da Cifra de Napoleão ou methodo unico de escrever em segredo impenetrável, como impressa no Porto. Desta espécie de cifra, entre as demais, trata Vesin, na Cryptographie dévoilée, 1840, c. IV, § IX.— Da, cifra radiolar fala-se na Historia da Franco-Maçonaria do dr. Miguel António Dias, saída anónima em Lisboa, 1843. (Vej. o artigpo competente.)
Quadros synopticos da classificação natural das sciencias ma-thematicas, segundo os principios mathesiológicos d’Ampère.— Formam uma collecção de oito tabellas, impressas de um só lado: Braga, Typ. da Rua dos Pelames 1850 e 1851. 4.º
Quadros synopticos da classificação natural da Oratória.— São duas tabelas em 4.º, impressas de um só lado. Braga, Typ. da Rua dos Pelames 1850.
Quadros synopticos da classificação natural da Poética.— Outras duas tabelas em 4.º, -como as antecedentes, na mesma Typ. e ano.
Quadros synopticos da classificação natural da Grammatica geral.-— Duas tabelas, na mesma conformidade das que ficam descritas.
Quadros synopticos da classificação natural da Litteratura classica.— Idem.
Defeza das praticas religiosas dos missionarias de Braga.— Saiu anónima no Nacional do Porto. 1850, n.º 93, nas notícias das províncias. É redarguição a outro artigo anónimo de D. João de Azevedo, contra os ditos missionários, inserto no mesmo Nacional de 9 de Abril.
Quadros synopticos de Oratória, ou methodo facil de se aprender esta disciplina em pequeno decurso de tempo: considerados com referencia ás «Instituições elementares de Rhetorica» escriptas pelo professor António Cardoso Borges de Figueiredo. Braga, Typ. da Rua dos Pelames 1850. 4.º de 26 pág.— Este opúsculo foi naquele tempo recomendado no Ecco Popular do Porto, n.º ...
O Barco.— Saiu na Esmeralda, semanário universal do Porto, serie 1.ª, ano 1.º (1850-1851), n.º 10. É uma imitação poética do francês de Alfredo de Vigny, em quadras do metro de arte maior, que de novo foi restaurado em nossos dias em merecida homenagem a esta harmoniosa metrificação das eras provectas. Em quadras octossílabas há outra imitação de Augusto Lima, saída primeiro no Trovador de Coimbra, e inserta depois nos Murmúrios. E há ainda outra imitação libérrima, também em quadras octossílabas, por Arnaldo Gama, inserta na mesma Esmeralda n.ª 25.
Diccionario chymico dos corpos simplices, ou elementares. — Saiu na Esmeralda n.os 25, 27, 28, 29, 30 e 32. — Ficou na palavra Glucyo, em consequência da suspensão do jornal, cujo Último numero (o 34) saiu em 19 de Fevereiro de 1851, tendo começado em 16 de Maio de 1850.
Noticia histórica das denominações antigas da Italia. — Saía na mesma Esmeralda, nos n.os 31, 32, 33 e 34.
Estatística bibliographica franceza do anno de 1851. — Na Esmeralda, n.º 34.
El amor en las estrelas.— Saiu na Revista del Medio-dia, jornal literário espanhol e português de Lisboa, série 1.ª (1850-1851) n.º 14. —É versão do português  de uma poesia de Augusto Lima, que saíra no mesmo jornal, em o n.º 12.
A Resignação (versão do francês): — O Juizo final (tradução fiel da sequência Dies irae) :— Lyrica: — O amor pintor (versão do italiano):— Quadras allegoricas: — Minha alma toda candura etc.—Todos estes trechos de poesia saíram na Mizcellanea poética, publicada no Porto (1850-1851; no tomo X, a pg. 91, 128, 150, 192, 198 e 208.
Outras poesias que aí vêm debaixo do seu nome a pág. 104,109 e 114 intituladas A indagação, Aos annos de um amigo, O cahir da folha, não lhe pertencem: o equívoco proveio de terem sido por ele mandadas à redação. Da segunda ignora-se o autor: a primeira e terceira são de Manuel Rodrigues da Silva Abreu, bibliotecário bracarense, de quem se há-de falar em seu lugar no Diccionario. Já em tempo se fez a este respeito uma declaração no Nacional do Porto.
A mulher (versão do espanhol): — O desamor (versão da mesma língua): — Improviso: — Á morte de um filho: —  Saíram na Miscellanea poética, tomo II, a pág. 68, 102, 139 e 199.
Caracteres philologicos dos escriptores clássicos. — Saiu no Pirata, jornal crítico-literário do Porto, tomo I (1850-1851) n.º 14.
A flor de saudade.— Saiu no mesmo Pirata n.º 15. É uma poesia em sextinas octossílabas.
Noticia das classificações principaes das aguas mineraes. — Saiu no mesmo Pirata, n.os 30, 31, 33 e 36. — É extracto de obra mais extensa do autor, que ele trata de publicar com a exposição de uma sua classificação hidrológica, pelos caracteres químicos das águas minerais, baseada nos princípios filosóficos da dicotomia matesiológica de Ampére.
Tambem nós a pró do Grémio Portuense. — Saiu no Pirata, n.os 41 e 42. — É um brado de incentivo a favor do projecto da criação de um Grémio Literário no Porto, inserto no mesmo jornal n.º 38, mas que não chegou a dar de si resultado. No n.º 40 mencionam-se como um dos tropeços principais contra tal criação os artigos satíricos de Anastácio das Lombrigas, pseudónimo de Camilo Castelo Branco, contra os autores do novo projecto de associação.
Principaes epochas biographicas de Napoleão o grande.— Saíram no Pirata, n.º 45.
Bond, ou os trágicos effeitos da «Zaira» de Voltaire.Saiu no Pirata, n.º 47: e também em separado, com muita ampliação (Porto), Typ. de J. L. de Sousa 1851. 8.º de 16 pág. — Neste opusculo o autor apoda o carácter inglês interesseiro e mesquinho, aproveitando-se da ocasião para censurar o poeta inglês Hughes, que no seu poema The Ocean Flower se atrevera a dizer que “o nosso Castilho parece merecer o nome de poeta”, e “que os romances do nosso Herculano são cheios de incidentes rudes e extravagantes, a ponto de se tornarem inadmissíveis”, etc.
Noticiário scientifico das invenções e descobertas occorrentes. Saiu no Pirata, tomo II, n.os 1, 2, 5, 6, 10, 15 e 16.
Noticia de um aerolitho excepcional cahido em França no mez de Março de 1851.— Saiu no dito vol. do Pirata, nº 7.
Summula estatística das Universidades allemãs. — Saiu no mesmo vol. do Pirata, n.º 16. Sobre estas Universidades há um bosquejo curioso no Murmúrio, jornal literário de Braga, 1858, n.º 20, com emenda de algumas erratas no n.º 23: e é um extracto de trabalho mais extenso, que do inglês traduzira a Revista Literária do Porto, vol. VIII, pág. 232 a 265.
Indicações alphabeticas dos elementos chymicos.— No mesmo vol. do Pirata, n.º 17.
Lembranças patrióticas ao Duque de Saldanha, na occasião do movimento politico da regeneração.— Saíram no Liberal do Mondego, jornal de Coimbra, 1851, n.º 18.
Princípios elementares de grammatica geral applicados á lingua franceza; ou methodo philosophico para aprender esta lingua com facilidade. Braga, Typ. Bracarense 1851. 4.º —A dificuldade da composição na imprensa por causa da falta de letras com os acentos necessários para o francês, desanimou o autor quase de princípio na continuação desta obra. O estrago porém das folhas em casa do encadernador, para onde iam sendo mandadas à medida que se imprimiam, desgostou-o a ponto de interromper a dita continuação até hoje, sem contudo desistir de intentá-la no futuro, apenas se lhe deparar o remanso necessário.
Apontamentos geraes sobre orthoepia franceza, ou princípios elementares de grammatica geral, applicados à classificação da pronunciação do francez. Braga, Typ. Bracarense, 1851. 4.º — É uma tiragem feita em separado, com leves modificações, da parte ortoépica dos Princípios gramaticais antecedentes: e pela razão já dita se acha também por completar, ficando interrompida na pág. 24.
Principios elementares de grammatica geral applicados á lingua portugueza: ou methodo philosophico de aprender esta lingua com facilidade. Braga, Typ. Bracarense 1851. 4.º—Obra análoga aos Principios elementares de grammatica franceza, da qual o autor ia aproveitando em tiragem separada o que podia, com as modificações exigidas pela diversidade das línguas. Ficou portanto suspensa, como aquela, chegando a impressão somente até pág. 8.
Sonetos encomiásticos ao Duque de Saldanha no theatro de S. João do Porto, na occasião da victoriação do movimento politico da regeneração. Saíram nos jornais portuenses Nacional, e Ecco Popular de Maio de 1851 e foram também tirados em separado, impressos de um só lado, para serem espalhados no teatro, e distribuídos pelos amigos do autor. São ao todo nove sonetos, a que o autor reuniu depois um frontispício e dedicatória em verso. O Periódico dos Pobres do Porto, n.º 181 de 4 de Agosto desse ano, a propósito da citação de dois versos de um desses sonetos qualificou o autor como um dos mais melodiosos cisnes do Parnaso português! testemunho de imparcialidade, que o autor tomou por mui lisonjeiro, por ser dado por um órgão da imprensa adversa ao movimento elogiado, e no meio da efervescência política daquela época.
Declaração da minha missão clubista com os inferiores do 8 de infanteria, e do 7 de caçadores para o pronunciamento regenerador de Braga, no movimento politico de 1851. — Saiu no Ecco Popular, n.º 98 do dito ano. Foi datada no Porto pelo dr. Pereira Caldas a 10 de Maio, e contém por apêndice a relação dos mesmos inferiores, que em comissão confirmaram poucos dias depois no mesmo jornal n.º 100, a aludida missão política do dr.
Ensaio analytico das aguas ferreas de S. Tiago de Frayão nos suburbios de Braga. Braga, Typ. Bracarense, 1851. 4.º de 32 pág. — Deste trabalho fizeram menção honrosa entre outros jornais a Revista Popular de Lisboa (1851), n.º 35: (onde se prometeu um juízo critico não chegado a vir à luz); o Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, serie 2.ª, tomo II (1851) pág. 337; a Gazeta medica do Porto, tomo VI (1852) n.º 233; a Revolução de Septembro (1851), n.º...; etc. etc.— O dito trabalho é também conhecido em Espanha, como se vê do Tratado completo de las fuentes minerales de Espana de D. Pedro Maria Rubio, Madrid 1853, a pág. 707, E em resultado da avaliação crítica deste Ensaio analytico e mais obras do autor publicadas até 1855, é que o Instituto Medico Valenciano em junta geral científica de Junho desse ano, depois de ouvido o parecer de uma com missão especial, votou agradecimentos nas actas ao professor de Braga, nomeando-o em seguida seu sócio correspondente: sendo esse galardão científico honrosamente mencionado no Jornal da Sociedade Pharm. Lus., sárie 3.a, tomo II (1856), pág. 103, e no Bracarense de 6 de Junho do dito ano.
A pág. 11 do Ensaio queixava-se o autor da intenção malévola que havia em Fraião de inquinarem as águas férreas nas suas qualidades, e nos seus efeitos curativos. E pelo que se lê no Bracarense, n.º 408 de 28 de Junho de 1859, vê-se que tal propósito não foi ainda abandonado, misturando-se àquelas outras águas com enxurros e entulhos em todos os anos, o que as deteriora a ponto de perderem suas virtudes, e ficarem totalmente diferentes do que eram.
Soneto necrologico á morte de José Lopes Monteiro, juiz de direito da comarca de Lamego.— Saiu no Braz Tisana n.º 80 de 1851.
Noticia dos acidos orgânicos crénico e aprocrénico, achados pela primeira vez por Berzelio em 1833 nas aguas medicinaes de Poria, na Suécia.— Saiu no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, serie, 2.ª, tomo II (1851), de pág. 82 a 88, e de pág. 118 a 124. Este bosquejo químico foi qualificado de “trabalho importante” no Relatório do secretário da mesma Sociedade. (Vej. a pág. 252 do dito volume.) .
Noções preliminares de moral, adaptadas á capacidade dos Examinandos de intrucção primaria dos Lyceos nacionaes. Porto, Typ. de Sebastião José Pereira 1851. 16.º gr. de 24 pág.— Este opúsculo foi. aprovado pelo Conselho Superior de Instrução Pública. O autor trata de publicar com brevidade a segunda edição mais ampliada, visto achar-se desde muito tempo exausta a antecedente.
Apontamentos geraes sobre os objectos mais notáveis do districto de Braga, dignos de attrahir as attenções de SS. MM. FF. e AA. na sua viagem pelo mesmo districto em 1852. Braga, Typ. da rua dos Pelames 1852. fol. oblongo de 16 pág. — Lêem-se juízos críticos acerca deste trabalho, muito honrosos para o seu autor, no Periódico dos Pobres do Porto n.º 145 de 1852; no Liberal do Mondego de Coimbra, n.º 151 do mesmo ano; na Semana, periódico de Lisboa, no tomo II (1852), pág. 542, onde o autor é qualificado de “curioso antiquário e naturalista indagador e laborioso” etc.
   Também vem mencionado com louvor o mesmo trabalho no Almanach de Lembranças de 1853, Por ocasião de se transcrever dele um trecho, “sobre curiosidades de Guimarães”.
A segunda edição destes Apontamentos que se anunciara em via de publicação nos jornais portuenses Pedro V, Ecco Popular e Nacional, todos de Outubro de 1855, não chegou a ter efeito, por impedimento de moléstia que sobreveio ao autor. Trata ele contudo de realizar brevemente essa reimpressão, que será muito ampliada, e acompanhada de um mapa corográfico do distrito de Braga.
Noticia abbreviada das Caldas das Taipas no concelho de Guimarães.— Saiu no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, série 2.ª, tomo III (1852), de pág. 267 a 278, com emenda de uma errata a pág. 366. Foi depois reimpressa com muitas ampliações, formando uma obra de novo, com o título: Noticia topographica das Caldas das Taipas, no concelho de Guimarães. Braga, Typ. de António da Silva Santos 1854. 8.º gr. de 36 pág. — Foi recomendada como opúsculo de grande utilidade, no Correio do Norte, n.º 3, 1854; e também no Escholiaste medico, tomo V (1854), n.º... Na Gazeta medica de Lisboa, serie 1.ª, tomo II (1855), pág. 273 se prometeu um juízo crítico sobre este opúsculo, e sobre outro do autor, o qual todavia nunca chegou a sair à luz. Vej. também o Moderado de Braga, n.º 127 do ano de 1854.
Desta Noticia topographica tiraram-se em separado os Quadros dos graus caloríficos e dos Principios sulphureos das aguas medicinaes das Taipas; são dois quadros sinópticos impressos de um só lado, em 8.º gr., os quais com o frontispício reunido formam ao todo 6 pág.
Indicação succinta das aguas medicinaes da Galiza.— Saiu no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, serie 2.º, tomo III (1852), de pág. 313 a 806 É versão livre da Historia de la Galicia de Martinez de Padin, Disc. Hist., cap. VI, sess. 5.1, e é datada pelo tradutor de Agosto de 1852 em Lisboa, onde se achava, e onde entre outras recebeu provas inequívocas de subida estima da Sociedade Pharmaceutica, como se vê do seu aludido Jornal a pág. 297 e 299. O tradutor tenciona completar no mesmo jornal esta notícia com a exposição das análises químicas de cada uma das águas mencionadas, servindo-se para isso do Manual de las aguas minerales de Espana y principales del estranjero de D. Francisco Alvarez Alcalá, e do Tratado completo de las fuentes minerales de Espana de D. Pedro Maria Rubio.
Taboas sucintas de linhas goniometricas, das compendiadas em francês por Francoeur (á similhança das extensas de Baudosson) para a formação e avaliação dos angulos, nas plantas matemáticas sobre tudo. Braga, Typ. Brâcarense 1853 . 8.º gr. de 8 pág. de texto, 8 de tábuas numéricas, e uma estampa litografada.— O autor propõe-se fazer segunda edição mais ampliada, e com ela sairão juntamente duas obras correlativas, que são: Tábuas sucintas de linhas longimétricas da resolução dos triângulos, e Táboas sucintas de linhas estereométricas da medição dos líquidos das vasilhas
Investigações philosophicas sobre a moléstia epidemica das uvas, apparecida entre nós primeiramente nas nossas ricas vinhas da Madeira; despontada muito genericamente ao depois pelas principaes videiras das convisinhanças de Lisboa; e agora começada a observar-se com indicios de maior escala, nas nossas ricas vinhas do paiz Ao Douro: não deixando até de notar-se já por muitas das videiras do Minho. (Com meios prophilaticos e therapeuticos contra este flagello terrivel.) Braga, Typ. Lusitana 1853. 8gr. de 24 pág.— Compreende este opúsculo o “Parecer da Comissão especial da Academia R. das Ciências dei Lisboa acerca da moléstia das uvas» junto com outro análogo “Parecer da comissão especial da Sociedade Pharmaceutica Lusitana” de que o dr. Pereira Caldas fazia parte. O parecer farmacêutico saiu primeiro no Jornal da Sociedade, serie 2.ª, tomo III (1852), de pág. 281 a 289, e depois no Diario do Governo n.º 222 do mesmo ano. O parecer académico saiu no Diário do Governo n.º 204, e depois nos jornais portuenses Braz Tizana e Ecco Popular. Em Julho de 1804 nomeou-se na Administração do concelho de Braga uma Comissão de exame da moléstia das vides do dito concelho, e foi eleito secretário o dr. Pereira Caldas, que conserva em si os trabalhos a que então se dera sobre a epidriada de Tucker com intenção de os dar a público., com outros ulteriores; e já no Nacional do Porto n.º 170 de 1853 apareceram algumas das observações do dr. Caldas sobre o oidium nos vinhedos de Braga.
Bravos poéticos ao distincto actor hespanhol D. Domingos Lopez Áyllon no seu beneficio, no theatro de Braga em 3 de Agosto de 1853.— São dois elogios, um em português em quadras de arte maior, outro em espanhol em quadras hendecassílabas, impressos de um só lado no formato de 8.º gr., espalhados no teatro, e reunidos depois em coleção, que o autor ofereceu aos seus amigos com frontispício separado, e dedicatória em verso. Foram impressos na Tip. Lusitana.
Comparações thermometricas das eschalas de Reaumur, deCelsio, de Fahrenheit, e de Delisle.—Saíram no Jornal-da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, série 2.ª, tomo IV (1853), de pág. 14 a 26.— É uma exposição matemática do assunto, em fórmulas simples, com várias tabelas comparativas.
Esboço topographico das Caldas de Visella, no concelho de Guimarães.— Saiu no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, serie 2.ª, tomo IV, de pág. 318 a 335. Acerca destas caldas, famosas no tempo dos romanos, veja-se a Memória inserta nas de Litteratura da Academia das Sciencias, tomo III, de pág. 93 a 110.
Aventuras romanticas de Gonçalo de rdova.— Saíram na Aurora, jornal literário do Porto, tomo 1 (1852), n.os 1, 2, 6 e 7. É versão livre do espanhol, de um folheto publicado em Madrid em 1850 por D. José Maria Marés; porém ficou incompleta com a suspensão do jornal, que parou no n.º 9, de 12 de Junho de 1852.
Versão interlinear da Historia romana de Tito Livio Patavino, comprehendendo o tomo 1 desta obra, o qual se acha adoptado nas nossas escholas de latinidade sob o titulo vulgar de Selecta 3.ª moderna. Braga, Typ. Lusitana 1853. 8.º gr. — Não existem porém impressas mais que as primeiras 20 páginas, que compreendem além do Esclarecimento preliminar do tradutor, o Proémio, e o Prefácio de Tito Lívio. O dr. Pereira Caldas não desiste de continuar esta versão, que foi recomendada como, obra de grande utilidade no Correio do Norte, jornal portuense, n.º 3, de 1854. (Vej. Francisco António Martins Bastos, José Victorino Barreto Feio, e no suplemento final Bernardino José Estela.).
Renascimento da typographia em Braga.— Saiu anónimo no jornal O Moderado, 1853, n.º 1.
Notícia do Bom Jesus do Monte nos suburbios de Braga. Saiu no Moderado, n.os 2 e 3: e também à parte com o título: Indicatório succinto do sanctuario do Bom Jesus do Monte, como vem citado a pág. 56 do Almanach do bom christão de 1855, para que o dr. Pereira Caldas concorreu também com vários artigos.
Definições allegoricas do homem. Saíram no Moderado, n.º 4.
Tresvarios historicos de um poeta hespanhol — no mesmo, Moderado, n.º 11. — É versão em décimas octossílabas do espanhol de autor anónimo, do n.º 212 da colecção madrilena de folhetos de cordel publicada por D. José Maria-Marés, em 1851.
Reflexões sobre o cemitério projectado em Braga.— Saíram anónimas no Moderado n.º 13.
Reflexões sobre os nossos interesses materiaes. — Também anónimas, no dito jornal, n.º 17.
Origem archeologica da denominação da Cangosta da Palmatória de Braga. — No mesmo jornal, e dito número.
Noticia chronologica das principaes batalhas da guerra peninsular. No dito jornal, e dito número.
Epigramma contra os janotas.No mesmo n.º do Moderado, é versão livre em quadras de arte-maior do espanhol de Villergas, inserto na Revista del Medio-dia de Lisboa, série 1.ª 1850 a 1851, n.º 9.
Indicações succintissimas sobre a cholera-morbo. — Saíram no Moderado, n.os 25, 26, 27 e 28. E também ampliadas, com o mesmo título, Braga, Typ. Lusitana 1853. 8.º de 16 pág.: e em nova edição, ainda mais ampliada, na mesma Typ. 1854, com igual n.º de pág. Assim fica rectificado o lapso de se darem estas duas edições como do mesmo ano de 1858 no Diccionario Bibliographico, artigo Escriptos e Memórias sobre a cholera- morbus, n.º E, 88-39. O dr. Pereira Caldas distribuiu gratuitamente pelo povo uma imensidade de exemplares de ambas as edições, com aprovação da Comissão de saúde pública do distrito; como consta dos ofícios que lhe foram dirigidos pela autoridade superior do mesmo distrito, insertos no Moderado, n.º 48 de 1854.
Lamentos poéticos por occasião das exequias solemnes da Camara Municipal de Braga em 22 de Dezembro de 1853, pelo eterno descanso de S.M. a rainha D. Maria II.No Moderado, n.º 32.
Estado da questão historico-juridiCa dos foros do reguengo de Guimarães.— Saiu anónimo no Moderado n.º 33, de 1864. Dá notícia de espécies pouco vulgares sobre o assunto. Este artigo publicado em 17 de Janeiro, passa por ser um dos incentivos da interpelação levantada em 4 de Fevereiro na câmara electiva pelo deputado Cunha Souto-maior, segundo expõe o mesmo Moderado n:º 60;. e ainda nos n.os 60 e 63 se refere à esta interpelação, e à questão sobre que ela versava. O dr. Pereira Caldas está na intenção de publicar o seu aludido artigo em separado; com ampliações e novas adições, dando à luz em nova forma um opúsculo sobre a especialidade, em benefício dos foreiros.
Costumeiras antigas do S. João em Braga. — Saíram anónimas no Moderado n.º 83. — Os textos históricos destas antigas costumeiras bracarenses, como as contou Brito na Monarchia Lusitana, e Cunha na Hist. Eccles. de Braga, haviam saído antes na Revista Univ. Lisbonense, tomo III (1843 e 1844) pág. 526.
O S. João do poeta brasileiro Gonsaga na lyra do poeta italiano Ruscalla.— Saiu no dito n.º do Moderado. — Dá-se o original e a versão da lira XIII da Marilia de Dirceo, em que se contam as nossas costumeiras populares das fogueiras e orvalhadas do Baptista.
Festejos de S. Pedro em Braga. — Saíram anónimos no dito jornal n.º 84.
Juizo critico sobre a Summula De preceitos higiénicos ordenada para uso dos professores e alumnos etc.”, pelo dr. Francisco Antonio Rodrigues de Gusmão.— Saiu anónimo, no mesmo jornal n.º 95.
Necessidade e vantagem das communiCeações LItterarias entre Portugal e Hespanha. —Anónimo, no dito jornal, n.º 123.
Ella e eu.— No mesmo jornal n.º133, É versão de espanhol, em quintilhas octossílabas, de uma poesia de Viccetto, inserta no jornal madrileno El Agente Universal, do mesmo ano de 1854. Brados de charidade a favor dos infelizes da Madeira em 1855. — Saíram no Moderado, 1855, n.º 171.
Origem realenga dos terrenos da freguesia de S. João da Ponte, no concelho de Guimarães.— Saiu anónima, no mesmo jornal, n.º 174.
A helicina, principio chymico do helix-caracol, não é a helicina, principio chymico do hélix-algueiro, como confunde o Seculo de Lisboa, 1855, n.º 23, contra a Officine de DorvauIt, 1850, pág. 352. — Saiu anónima esta sucinta indicação no Moderado, n.º 170.
Biographia de Francisco de Sá Noronha, violinista affamado de Guimarães, no antigo e no novo mundo.— Saiu primeiro anónima no Moderado de 1856, n.º 282: e depois em separado, na Typ. do Moderado, 8.º gr. com X páginas, muito mais ampliada, e com a assinatura do autor. Desta se tiraram alguns exemplares em papel de cores. Saiu ultimamente mais resumida, no escrito cuja indicação vai no n.º seguinte:
Poesias endereçadas em Braga ao eximio violinista vimaranense Francisco de Sá Noronha, no seu muito applaudido concerto de 29 de Julho de 1856. Braga, Typ. do Moderado 1856. 8.º gr. de 31 pág. É uma colecção poética, precedida da biografia de Noronha, promovida pelo dr. Pereira Caldas. Algumas das poesias que ela contém saíram reproduzidas no Moderado n.os 280 e 281; sendo-o também no Murmurio, jornal literário de Braga. 1856, n.º 13. Entre as poesias de Caldas há uma em décimas de travagem métrica moderna, cantando os génios vimaranenses mais salientes, e outra com entremeação de poesias em espanhol, italiano e francês. E há um soneto de dificuldade poética, terminando sempre nos quartetos e tercetos em nomes de poetas nossos de harmonia cadenciosa, e dos principais violinistas italianos. Este Soneto saíra primeiro litografada, para se espalhar no teatro, por ocasião do benefício de Noronha, que foi mestre de música do dr. Pereira Caldas em Guimarães. — No Bracarense de 1836, n.º 70, acha-se uma sextina francesa do mesmo Pereira Caldas, então de luto pela morte de sua esposa; esta poesia enviou ele a Noronha com uns sonetos em português, na ocasião do seu primeiro concerto em Braga a 16 de Fevereiro do dito ano, em homenagem à perícia do violinista na língua de França. É esta:
Recois, génie de ma terre,
Ces vers que ton nom m’inspire;
Ces vers que t’offre mon âme
Des tristes pleurs de sa lyre:
Mon âme à qui sort impie
Ravit moitié de ma vie!
Correspondencias medicas sobre os padecimentos do comendador Joaquim Gomes da Silva, director do correio de Braga, victima do desconhecimento diagnostico de uma moléstia de Bright no estado chronico.— Saiu a primeira correspondência no Pharol do Minho, jornal de Braga, n.º 22 de 1854: e a segunda no Moderado, n.os 62 e 63 do mesmo ano. Em confirmação do expendido nestas correspondências saíram duas outras, do médico-cirurgião de Lisboa em Braga, António Maria Rodrigues, nos n.os 60 e 64 do mesmo Moderado. E saiu ainda a redacção deste mesmo jornal nas notícias respectivas do doente aludido nos n.os 66 e 67. Neste último n.º vem uma indicação geral da autopsia do falecido, e na correspondência do n.º 60 o seguinte trecho: “O diagnóstico da moléstia de Bright, tão habilmente feito pelo sr. dr. Caldas, no meio de tantas complicações, é uma prova inegável do seu muito saber, e continua aplicação à medicina”. Este facto medico é tanto mais honroso para o dr. Caldas, quanto ainda sobre a moléstia de Bright não tinham sido publicados entre nós os trabalhos especiais do dr. Bernardino António Gomes (Diccionario Bibliographico, tomo I, n.º B, 227) é que a tornam hoje sobremodo conhecida.
Crise metheorologica de Fevereiro de 1853 em Braga. Saiu no Jornal de Pharmacia e Sciencias accessorias de Lisboa, Série 2.ª, tomou (1853) no n.º de Maio. Foi reproduzida no Moderado, n.º 147 de 1855, por ocasião de outra crise semelhante, ainda que menor, experimentada na mesma cidade em Fevereiro deste último ano.
Projecto de instrucções disciplinares das terceiras cadeiras dos Lyceus Nacionaes, em cumprimento das determinações especiaes do Conselho Superior de Instrucção Publica, datados a 8 de Março corrente, e transmittido ao respectivo professor do Lyceu de Braga. Opúsculo de 20 pág. litografadas em folio, papel de marca pequena, e assinado no fim de mão própria pelo dr. Pereira Caldas. Posto que não se declare o ano, nem o lugar da publicação, a verdade é que foi litografado em Braga, 1853, na Litogr. Bracarense, depois incorporada na Typ. União.
Duas palavras sobre o nosso poema inédito “Lusiphneida.” — Saíram com um espécimen de dezoito estrofes, que são as 27.ª até 44.ª do canto 3.º, no Instituto de Coimbra, tomo I (1853) de pág. 139 a 142. Estas oitavas, que compreendem uma resumida, mas deleitosa descrição da província de Entre-Douro-e-Minho, são as mesmas que andam também na obra Os Estrangeiros no Lima, tomo I, de pág. 88 a 92.
Noticia archeologica das Caldas de Visella, no concelho de Guimarães. Braga, Typ. de António da Silva Santos 1853. 8.º gr. De 16 pág. - O Correio do Norte, n.º 3 de 1854, recomendou este opúsculo como “leitura de grande utilidade” incorrendo porém no lapso de chamar-lhe Notícia topográfica em vez de Notícia arqueológica.
Soneto necrologico á morte do illustrado patriota Leonel Tavares Cabral.— Saiu no Ecco Popular do Porto, n.º 183 de 1853.
Noticia das fortunas colossaes de alguns ricos particulares de Roma. — No Instituto de Coimbra, tomo II (1854) n.º 13; e mais ampliada no Murmúrio, jornal de Braga (1856) nos n.os 14 e 15. Com a suspensão do jornal ficou incompleta esta descrição aumentada, de que ao mesmo tempo se ia fazendo tiragem separada, ainda com mais ampliações. Apenas chegaram a sair à parte duas meias folhas de impressão em formato de 8.º gr. O autor não desiste contudo de completar este escrito, baseado em numerosas passagens dos autores clássicos.
Indiculo generico das virtudes curativas das aguas sulfurosas das Caldas de Visella, contendo a relacionação das propriedades characteristicas das suas numerosas nascentes, e as competentes applicações medicinaes de cada uma d’ellas. Braga, Typ. Lusitana 1854. 8.º gr. de 40 pág.— Mencionado honrosamente no Escholiaste medico de Lisboa, tomo V (1854); no Correio :do Norte, n.º 3 do dito anno; e na Noticia dos banhos de Luso do dr. António Augusto da Costa Simões, Coimbra 1859, a pág. 6. As Faculdades de Medicina e Filosofia da Universidade de Coimbra, reunidas em conselho escolar, mandaram agradecer ao autor a oferta deste Indiculo, e da Noticia das Caldas das Taipas, como se vê do Moderado n.º 127 de 1854.
Deste opúsculo tiraram-se também em separado os Quadros dos graus calóricos, e dos princípios sulphureos das aguas medicinaes de Visella, que são dois quadros sinópticos impressos de um só lado em 8.º gr., e com o -frontispício contém 6 pág. ao todo.
Problemas selectos de arithmetica pratica, ou collecção escolhida de questões arithmeticas, com as suas respectivas resoluções pelo methodo uniforme de uma simples regra de três. Braga, Typ. Lusitana 1854. 8.º gr. Chega até pág. 64. — Entre os problemas acham-se os mais essenciais da doutrina das, proporções harmónicas, e suas aplicações musicais; bem como se acham várias notícias históricas sobre diversos objectos matemáticos; e é o primeiro livro elementar que saibamos, que memora o teorema do geómetra Pappo, sobre as propriedades comparativas das proporções contínuas aritméticas, geométricas e harmónicas.
Effeitos funestos da ambição. — Saíram na Atalaia Catholica, jornal religioso de Braga, tomo I (1854) de pág. 152 a 155. — Esta notícia é extraída da Médecine des Passions de Descuret (Paris, 1844), cap. IX. — O dr. Pereira Caldas vai suprir o extravio do resto do original deste artigo, que até agora tem estado por complementar. -
Exposição critica do processo do julgamento de Jesus Christo, avaliado á luz da historia e da jurisprudência.— Saiu na mesma Atalaia, tomo II, nos n.os 42, 43, 44, 45, 46, 48, 49, 50 e 51. E tiraram-se exemplares em separado no formato de 8.º menor, com 96 pág. É versão livre da versão espanhola do original francês do dr. Dupin. Do texto deste célebre jurisconsulto saiu um extracto extenso do nosso Silva Túlio, na Revista Univ. Lisbonense, tomo III (1843-1844) de pág. 394 a 399. E do mérito literário alo mesmo original deu o dr. Pereira Caldas uma exposição abreviada no Moderado, n.º 64 de 1854, no prospecto da sua versão.
Hymno de S. Martinho.— Saiu no Almanach de lembranças de 1854 do dr. Alexandre Magno de Castilho, a pág. 336. — É uma imitação em oitavas octossílabas do hino em oitavas latinas do dr. José da Gama Castro, inserto no Almanach do ano antecedente a pág. 335. A metrificação latina desta composição ditirâmbica é no gosto da famosa sequência litúrgica das missas de defuntos, que obtivera, para seu autor o perdão do suplício no caminho para o cadafalso.
Romagem da senhora de Antime no concelho de Fafe. Saiu no Almanach de lembranças de 1859 de pág. 274 a 275. — Dá noticia dos festejos populares que a tradição entronca nos primeiros tempos das nossas lides da expulsão dos mouros, quando senhoreados e povoados os territórios de Fafe por D. Egas Fafes, filho aguerrido do alferes do conde D. Henrique, o afamado D. Fafes Luz.
Quadro synoptico do systema métrico, com as suas equivalência approximadas em medidas portuguezas. Meia folha de papel pequena, impressa ao largo. Saiu traduzido em espanhol por D. José de Aldama Ayala. no seu Compendio geografico-estadistico de Portugal, etc. Madrid, 1854, 8.º gr., de pág. 493 a 497. E nessa mesma obra a páginas 31 e 493 fala o distinto engenheiro espanhol mui lisonjeiramente do professor de matemática do Liceu de Braga.
Noticia resumida das Caldas de Visella no Minho.— Saiu rio Panorama, tomo XI (1854), n.º 32. Aí vem transcrita uma inscrição lapidar da alameda pública daquelas caldas, mencionada por João Pedro Ribeiro nas Reflexões históricas, tomo I, n.º 6; comemorativa da feitura da mesma alameda e da fonte sulfúrea da bica da Lameira, com a reforma geral dos banhos, devidas em 1814 ao provedor da comarca Francisco Barroso Pereira.
Problemas selectos de geographia mathematica, resoluveis pelo auxilio dos globos, ou rapsódia escolhida de questões geographicas e astronomiças, com suas respectivas resoluções praticas. Braga, Typ. de António da Silva Santos 1855. 8.º gr. — Por sair mui deturpada a primeira folha com erros tipográficos, o autor suspendeu a continuação. Tenciona porém reimprimi-la, para os exercícios respectivos da sua cadeira, em cujo quadro disciplinar entra a geografia astronómica, pela carta de lei de 12 de Agosto de 1854, que aumentou o programa dos estudos das terceiras cadeiras dos Liceus.
Ele e eu, ou o ridículo tomado a sério, numa carta orthopedida endereçada ao illustre redactor do «Pharol do Minho», de Braga; epistola satyricamente laudativa do ill.mº sr. José Maria Lopes da Silva Leite, etc, Braga, Typ. Lusitana 1855. 8.º de 32 pág. — Dá algumas noticias filológicas curiosas, no meio do estilo irónico faceto.
Taboas simplíssimas de logarithmos, comprehendendo os logarithmos numerários de moderna compendiação ingleza, e os logarithmos trigonométricos de antiga compendiação franceza:  com a indicação generica do mais importante da historia, da theoria e da pratica da doutrina logarithmal. Braga, Typ. Lusitana 1855. 8.º gr. de XVI-26 pág.
Principios elementares de trigonometria rectilínea, ou deducção analytica das noções, e das applicações genericas d’esta sciencia dos triângulos. Braga, Typ. Lusitana 1855. 8.º gr. com uma estampa litografada. Haavendo-se perdido no encadernador a maior parte das últimas folhas deste opusculo, tenciona o autor fazer segunda edição, mais ampliada, destinando-se a terminá-la com a dedução da trigonometria esfericada trigonometria rectilínea. E nisto dará o recíproco da dedução trigonométrica da lembrança de Lagrange no Journal de l’École Polyteclinique, tomo II, caderno 6.º, n.º 20, sobre a dedução da trigonometria rectilínea da trigonometria esférica. O dr. Pereira Caldas toma por princípio fundamental da sua exposição o princípio geométrico de proporcionalidade, declarando a pág. 30 ser ele o primeiro que assim coordena uma dedução trigonométrica sobre esse princípio supremo.
No verso da dedicatória, e antes da introdução, dá ele um catálogo geral dos seus escritos matemáticos, ou já impressos ou já concluídos, em que se 37 indicações dos títulos de outras tantas obras.
Caracteres estheticos da architectura christã. Saíram no Murmúrio, 1856, n.os 4, 5 e 9. Com a suspensão do jornal ficou incompleto este trabalho, que o autor tenciona complementar em volume separado, servindo-lhe de molde os desenvolvimentos estheticos esboçados pelo Ibrasileiro Araújo Porto-alegre na Minerva Brasiliense, tomo i, n.º 3.
Caracterisação industrial das principaes nações do globo. No mesmo Murmurio, n.º 6. É uma alegorização da sobressaliência industrial dos povos principais.
Noticia geral do gaz das illuminações.— Saiu no Murmurio n.º 8, mas ficou incompleto pela suspensão do jornal.
Noticia das medalhas de honra portuguezas.— No mesmo Murmurio n.º 10, e também incompleta pela razão já dita.
Carta de Fr. Thomé de Jesus sobre a doença, morte e enterro de D. João III. — O dr. Pereira Caldas começou a publicar este antigo escrito no Murmurio n.º 14, mas a razão sobredita obstou a que se completasse a publicação. Tiravam-se ao mesmo tempo exemplares em separado, no formato de 8.º, porém só se imprimiram duas meias folhas. Não desiste ele da intenção de vulgarizar em breve este valioso escrito, do célebre autor dos Trabalhos de Jesus, servindo para a publicação uma cópia do próprio original, semelhante à publicada com algumas notas no Prisma de Coimbra, 1842, n.os 1, 2 e 3.
Noticia geral da gutta-percha, e sua applicação.— No mesmo Murmurio, n.º 15.
Nova invenção chymica do methodo hydrotimetrico da analyse das águas communs das fontes, poços, lagos e rios.— No Murmurio, n.º 23. É anúncio recomendatório da descoberta hidrológica de Boutron e Boudet.
Exposição analytica da Oração de agradecimento de Cicero a César pelo perdão concedido a Marco Cláudio Marcello, no consulado de Cesar e Lepido.— Começou a imprimir-se em Braga, no ano de 1856, na Typ. de Albino Pereira de Sousa Pederneira (imprensa do Moderado) em 8.º gr., porém ficou em menos de metade. Este trabalho de análise retórica devia compreender tres partes diversas; 1.ª Historia do agradecimento de Cícero a Cesar, transcrita da Historia das Orações de Cicero, da versão de Luíss Carlos Moniz Barreto. — 2.ª Oração de agradecimento, transcrita das Orações principaes de Cicero da versão do P. Antonio Joaquim, com o texto original, transcrito da Selecta de Moura, e com a versão interlinear do P. Mathias Viegas no Ordo verborum etc. — 3.ª Analyse rhetorica da oração de Cícero, ampliada miudamente da Analysis rhetorica Orationum M. T. Ciceronis de Cygne. Imprimiu-se de todo a parte 1.ª, e quase toda a parte 3.ª trabalho analítico do dr. Pereira Caldas.
Necrologio do poeta allemão Heine. Saiu no Bracarense (1856), n.º 75. Dá notícias genéricas da literatura alemã, que é uma das menos conhecidas entre nós em geral, etc.
Necrologia do poeta Bingre. Saiu no Bracarense, n.º 8. — Da notícias gerais da academia poética meio-arcádica, e meio-elmanista, ch mada trivialmente Nova Arcádia, que floresceu entre nós nos últimos tempos da rainha D. Maria I, e princípio da regência de seu filho.
Conforto poético ao ill.mo sr. dr. Antonio Vieira de Araújo, em testemunho de sentimento na muito chorada morte de sua extremosa esposa. Saiu no Bracarense, n.º 88: e depois em separado, mais ampliado, impresso de um só lado, em folio, com tarjas lutuosas, mandado tirar á parte pelo ilustre dorido. É uma nenia saudosa em verso solto, com estrofes irregulares.
Methodo analytico de Bischoff sobre a avaliação quantitativa do grau de salsugem das aguas salgadas, por meio, da avaliação das suas respectivas densidades.— Saiu no Boletim de Pharmacia e Sciencias accessorias. Porto, tomo I, 1857, n.os 10 e 11, e tomo 11, 1858, n.os 1, 3, 5, 6 e 7. O autor tenciona reimprimir este trabalho em separado.
Exposição sucinta da audiência criminal do julgamento dos réos affiançados, o administrador suspenso do concelho de Fafe, Joaquim Ferreira, de Mello, e o bacharel em direito e advogado dos auditorias da mesma villa José Maria de Oliveira Peixoto, no dia 9 de Dezembro de 1857, ambos accusados e pronunciados abusivamente pelos crimes de motim e sedição etc. Braga, Typ. Lusitana 1858. 8.º gr. de 43 pág.
Reflexões philosophicas sobre o christianismo etc.— Saiu no Independente, jornal de Braga, 1858, n.os 1 e 25. É versão libérrima do Essai sur le pantheisme dans les sociétés modernes de Maret, cap.VII. Ainda estava em via de continuação em Junho de 1859, e ia-se fazendo dele tiragem à parte, no formato de 8.º gr. Na Atalaia Catholica, tomo 1 (1854), n.º 5, saiu um artigo do finado Gabriel de Moura Coutinho, de quem se fez menção no lugar competente do Diccionario, o qual só tinha de comum com este do dr. Pereira Caldas a identidade nas primeiras fphrases do título.
Noticia histórica da educação intellectual dos cégos.— No mesmo Independente n.º 3. (vej. sobre este assunto no Diccionario o artigo José Alvares de Azevedo
Exame philosophico da questão methaphysica do destino do homem.— No mesmo jornal n.os 25, 26 e 29.— É versão livre do Cours de Philosophie de Géruzez, cap. 39, divis. 1.ª.
Novo barometro dr Wright. — No mesmo jornal, n.º30; e reproduzido no Jornal da Sociedade Pharmaceutica Lusitana, serie 3.ª, tomo IV (1858), pág. 290.
Reconhecimento facil das falsificações do oleo de fígado de bacalhau.— No mesmo jornal, 1859, n.º 88: e foi transcrito no Boletim de Pharmacia e Sciencics accessorias do Porto, n.º 4. — É a descrição e uso da ensaio analítico de Gelley.
Votos pela união da familia portugueza.— Saiu anónimo, no Independente, n.º 7.
Punição da corrupção eleitoral, etc.—Anónimo, no mesmo jornal, e numero dito.
Defeza do firme proposito do «Independente » em não converter o sanctuario dos typos em pagode de insolências, nem em mesquita de regateirices.—No mesmo n.º do Independente, de que o dr. Pereita Caldas foi mero colaborador literário obsequioso, como ele mesmo declarou nos n.os 21 e 23.
Visita devota ao magestoso sanctuario do Bom Jesus do Monte, nos suburbios de Braga.—No mesmo Independente, n.os 10, 15, 17 e 18. E saiu em separado, Braga, Typ. União 1858. 16.º gr. de 20 pág. — É uma colecção de décimas religiosas, com antiga travagem métrica, vazadas no molde de outras do Peregrino portuense A. da S. L. (Antonio da Silva Leite), impressas em Lisboa, na Imp. Régia 1805. 32.º de 32 pág. — Em uma breve introdução em prosa se dá a história sucinta do santuário, e das suas graças pontifícias.
Juizo critico do “Tratado de la razon humana con aplicacion a la practica del fuero” de D. Pedro Mata.—No mesmo Independente n.º 11
Dicionário Bibliográfico Português, de Inocêncio Francisco da Silva, continuado e ampliado por Pedro V. de Brito Aranha, Tomo IV, Imprensa Nacional, pp.395-414

JOSÉ JOAQUIM DA SILVA PEREIRA CALDAS (v. Dicc., tomo IV, pág. 395.)
Acresce ao que ficou publicado, o seguinte:
Na parte biográfica:
Durante os seus cursos na universidade de Coimbra; recebeu prémio pecuniário no terceiro ano da faculdade de matemática (1839-1840), e no primeiro e segundo ano de medicina (1842-1843 e 1843-1844); e accessit no quarto ano da de matemática. No liceu de Braga regeu a cadeira de aritmética, álgebra (elementar), geometria (sintética elementar), trigonometria retilínea e geografia matemática, conforme a lei de 1854. Acha-se presentemente aposentado, em recebido mais alguns diplomas de corporações literárias, científicas e artísticas, assim do reino, como do estrangeiro, etc.
Na parte bibliográfica:
Bravos poéticos recitados e espalhados no theatro bracarense de S. Geraldo por occasião da representação das "Recordações da guerra da península». Braga, na typ. Fidelidade, 1861. 8.º gr. de 15 pág.
Desafogo de saudade na desastrosa morte do distincto bardo maranhense Antonio Gonçalves Dias na madrugada de 3 de dezembro de 1864 nas costas de Guimarães, no Maranhão. Ibi, na typ. de Domingos G. Gouveia, 1865, 8.º gr. de 23 pág.
Lettera del professore di matematica nel liceo nazionale di Braga... al suo chiarissimo collega del’instituto archeologico di Roma l’eccellentissimo signor Conte Salvatore Fanicia. Braga, typ. de Dominico G. Gouveia, 1866. 8.º gr. de 8 pág. . .
Pinheirada: poema historico-burlesco com epílogo gibboso em paraphrase physica e moral do heroe decantado, assombro professoral bracarense da familia orelhuda da Beira e Minho. Sem lugar, nem na«no. 8.º de 16 pág. — Contém só o primeiro canto, e os exemplares têm sido oferecidos pelo autor, sr. Pereira Caldas, que não negou nunca a paternidade desta sua obra.
Vindicação do fabrico de papel com massa de madeira. — Não tenho, nem vi nunca este opusculo do erudito professor; mas desde muito possuo nas minhas colecções o seguinte, que lhe respeita e é extremamente honroso para o sr. Pereira Caldas: Esboço critico ácerca de Pereira Caldas e da sua «Vindicação do fabrico do papel com massa de madeira» por D. Santiago Garcia de Mendoza. Braga, na typ. Lusitania, 1867.
Biographia de José Valerio Capella. — Saiu no Bracarense, n.os 1060 e 1061, de 11 e 12 de Julho de 1868, sem o seu nome.
Noticia dias aguas mineraes do districto de Braga. — Artigo publicado no Districto, periódico bracarense, n.º 125 de 13 de setembro de 1867, sem assinatura. Ocupa a primeira pág.
Exposição da acção dramatica da Francesca da Bimini: tragédia in cinque atti da Silvio Pellico, di Saluzzo: Representada no theatro de S. Geraldo em Braga, em 3 de fevereiro de 1869, sob a direcção de Ernesto Bossi, pela primeira companhia italiana vinda á cidade. Sem designação da typ., mas tem no fim a data: Braga, 31 de janeiro de 1869, e as iniciaes P. C. 8.º de 16 pág. innu- meradas.— Na mesma occasião, o auctor mandou imprimir e distribuir uma quadra A Ernesto Bossi: testemonio solenne d’ammirazione, com a data: Febbraio, 4, 1869. .
Raridade bibliographiea. Favores do céu a Portugal na acclamãção do rei D. João IV, precedidos de uma noticia bibliographica, etc. Porto, editor E. Chardron, 1871. 4.º de 64-XVI pág.
A liberdade: enthusiasmo poético offerecido ao distincto orador sagrado ex.mo Alves Matheus, etc. Braga, na typ. de D. G. Gouveia, 1871. 8.º de 16 pág. inumeradas. — No verso do ante-rosto tem esta nota: “Excerto da Liberdade, jornal politico, religioso e de litteratura, de Braga, n.º 11, de 24 de setembro de 1871”.
Tributo de saudade á memória de D. Pedro IV, libertador de Portugal, no seu 37.º anniversario da sua morte, em 24 de setembro de 1871. Ibi, na mesma typ., 1871. 8.º
Programma das conferencias familiares do professor Pereira Caldas na sociedade democratica recreativa de Braga sobre monumentos archeologicos, etc. Braga, na typ. de Gouveia, 1872. 8.º gr. de 13 pág.
Oração escolar na abertura solemne do lyceu nacional bracarense no anno lectivo de 1872 a 1873. Ibi, na mesma typ., 1870. 8.º gr. de 25 pág.
Lapidas romanas das Congostas de Falcões em Braga. — Artigos no Operário, de 1872. O primeiro saiu em o n.º 10.
Cartas do professor Pereira Caldas... ao antigo discípulo de mathematica Cândido de Figueiredo, com a apreciação litteraria da sua versão poética do episodio da epopéa sanscrita «Râmâyana», etc. Braga, na typ. de Dominico G.
Oração escolar na abertura do Iiceu nacional bracarense no anno lectivo de 1874-1875. Braga 8.º.
A censura dos livros em Portugal: polemica litteraria. Sem designação do lugar, nem da typ. (mas é de Braga, em 1875). 8.º de 14 pág. – É a reunião anotada, de artigos do Conimbricense n.os 2875, 2876, 2877 e 2882, e do Brado liberal, n.º 19, todos de 1870, e acerca de “Quando principiou a censura aos livros em Portugal?"
Os regimentos da inquisição em Portugal. Ibi, sem nome de impressor, 1877, fol. de 7 pág.
O padre Gonçalves, sinologo portuguez. Ibi, 1877, fol. De 3 pág. Inumeradas.
Monumentos epigraphicos de Roma, exalçadores da memória ao papa S. Damaso, prodigio vimaranense. Braga, na imp. Commercial, 1879. 8.º de 31 pág. — É dedicado ao sr. Francisco Martins de Morais Sarmento, explorador de Citânia de Briteiros. Devo ao autor um exemplar desta sua interessante memória, impresso em cartão.
Os cemiterios christãos em sua origem: noticia succinta. No fim: Braga, imp. Commercial, 1879. 4.º peq. de 6 pág. — Fora antes publicado no Diário do Minho, de Braga, n.º 556, de 16 de Novembro de 1879.
Acclamação de D. João IV em Braga em 1640: noticia histórica. Ibi, na mesma imp., 1879. 8.º de 9 pág. — Impresso em tinta azul. Saíra no Borboleta, de Braga, vol. II. n.º 8. Devo ao autor o oferecimento de dois exemplares, um em papel comum e outro em cartão.
Descoberta da America, bosquejo noticioso. No fim: Braga, imp. Commercial, 1880. 8.º de 13 pág. — Saíra antes na Sentinella, de Braga, n.os 1 e 2, de 17 e 24 de Janeiro do mesmo ano.
Imitação, parodia e centonisação de dez estrophes dos «Lusíadas» de Camões em 1628 por fr. Christovão Osorio, religioso trinitario; com um preambulo do professor decano do lyceu bracarense, etc. Ibi, na typ. de Gouveia, 1881. 8.º gr. de 57-2-IV pág.—Tiragem limitada de 45 exemplares numerados. Possuo o n.º 8 em papel branco. ,
Musica arabe. Origem e creação. No fim: Braga, 1883, e a assinatura do autor. 8 pág. — Saíra antes na Correspondendo do norte, n.º 380, de 1883.
Uma inscripção romana de Caria de Lamego. No fim: Braga, 24 de Dezembro de 1883, e a assinatura do autor. 8.º ou 16.º de 44 pág. — Saiu antes no Constituinte, n.os 349, 350 e 351, de 1884. Tiragem em separado deste folheto de 44 exemplares, só para brindes.
Duas correcções calendaristicas: a gregoriana e a persa. — Tem no fim: Braga, 1884, e a assinatura do autor. 4.º de 4 pág. No exemplar, que se dignou oferecer-me o sr. Pereira Caldas, pôs esta nota manuscrita: “Typographia & Gouveia. Tiragem limitada, em alguns poucos exemplares em papel de cor acartonado. Saiu primeiramente no quinzenário literário A escola, n.º 2, periódico de bons artigos, começado em 15 de Março, e de que só dois números foram publicados. Era em 4.º”
Este escrito refere-se aos Elementos de chronologia, do sr. bacharel José Maria Pereira de Lima.
Notas calendaristicas em relação a 1784 e 1884. Limites do primeiro centenário do inicio do templo do Bom Jesus do Monte, nos suburbios de Braga Offerecidos a Fernando Castiço, encarregado da Memória do centenário. 8.º de 12 pág. No fim a data: Braga, 11 de março de 1884, e o nome do autor. — No exemplar, que me enviou com a sua honrosa dedicatória, como sempre, o sr. Pereira Caldas, vem esta nota autógrafa: “Braga, typ. de Sá Pereira. Tiragem de 80 exemplares em papel branco; 4 em papel amarelo; 4 em papel alaranjado: 2 em papel bistre, 2 em cartão verde; a em cartão amarelo. Exemplares todos para mimos unicamente”. Na Memória do centenário, pelo sr. Fernando Castiço, vêm transcritas algumas linhas deste opúsculo.
Duas palavras sobre o Diccionario bibliographico portuguez, estudos... continuados ampliados por Brito Aranha, etc. Ibi, na typ. Camões, 1884. 8.º de 45 pág. — E dedicada esta obra à pessoa que escreveu estas linhas, tiragem limitada. Contém algumas notas e observações em parte aproveitáveis, de que já me servi, e de que terei ainda de me servir nos lugares competentes. Em todo o caso, reitero o meu agradecimento pelo favor da dedicatória e pelas palavras lisonjeiras e imerecidas com que o meu erudito amigo, sr. Pereira Caldas, fecha este seu trabalho e estudo. Penhorou-me sobremodo com a sua afectuosa amabilidade.
Noticia histórica sobre a espingarderia visellense com indicações geraes sobre a espingarderia portugueza. Ibi, na typ. de Gouveia, 1885. 8. gr. de 25 pág. — Tiragem de 50 exemplares só para brindes. Ofereceu-me o autor o n.º 20 em papel branco;
Nota bibliographica sobre o sermão dos terramotos prégado em Roma em 1103, e em Roma impresso em 1706, por fr. Bernardo de Castello Branco, monge cisterciense. Braga, na typ. de Bernardo A. de Sá Pereira, 1885. 8.º de 11 pág.— Tiragem de 44 exemplares, sendo 4 em cartão e 40 em papel de diversas cores. Fui obsequiado pelo autor com o n.º 3 de papel roxo (a tiragem nesta cor foi apenas de 6 exemplares).
Tres folhetins da «Folha de Villa Verde», em homenagem nobilíssima a duas senhoras illustres, em Braga, representantes do sangue de Camões. Braga, 1885. (Tiragem de 55 exemplares.) — Não vi este novo folheto. Acho a menção dele em o Conimbricense, n.º 3:958, de 28 de julho do mesmo ano.
Por ocasião do tricentenário de Camões, em 1880, e depois desta grande solenidade tem o laborioso professor decano, bracarense, mandado imprimir uma serie curiosa de papeis camonianos, de que darei aqui apenas a indicação abreviada, por isso que me reservo, coino já escrevi, entrar em minudencias desta espécie quando chegar ao nome do egrégio e imortal Luiz de Camões. É aí o lugar apropriado para coligir e ampliar os esclarecimentos bibliográficos que lhe respeitem, não faltando as referencias que me parecerem convenientes. Assim, mencionarei simplesmente as seguintes publicações camonianas deste autor:
Seis estrophes do episodio do «Adamastor», extrahido dos «Lusiadas» de Camões, com a versão hespanhola de D. Patricio de la Escosura, inédita ainda: antecedidas de um preambulo, etc. Braga, na typ. Lealdade, 1881. 4.º de 33 pág.— Tem dedicatória a Calderon de la Barca, no bicentenário da sua morte. Tiragem limitada. Não foi posta à venda.
Encomio a Camões, n'uma poesia hespanhola de D. José Lopes de la Vega em 1855: antecedido de um preambulo, etc. Ibi, na mesma typ., 1881. 8.º de 21 pág. — lbidem.
No anniversario 302º do fallecimento de Camões (10 de Junho de 1882). Primeiro obolo litterario. (Soneto de Camões «Sete annos de pastor Jacob servia», com a versão de D. Francisco de Quevedo y Villegas, em hespanhol. Ibi, na imp. Commercial, 1882. 4.º de 4 pág.—lbidem.
Idem. — Segundo obolo. — O mesmo soneto, com a versão de D. Lamberto Gil, em espanhol. — Ibidem.
Idem.Terceiro obolo. — O mesmo soneto, com a versão do conselheiro Antonio José Viale, em italiano.—Ibidem.
Idem.Quarto obolo. — O mesmo soneto, com a versão de Augusto Guilherme Schlegel, em alemão. — Ibidem.
Idem.Quinto obolo. — O mesmo soneto, com a versão de Luiz de Arentsschildt, em alemão. — Ibidem.
Idem.Sexto obolo. O mesmo soneto, com a versão de Guilherme Storck, em alemão. — Ibidem.
Idem.Setimo obolo. O soneto de Camões em artifício provençalesco de Iexapren «Por gloria tuve un tiempo el ser perdido», com a versão portuguesa de fr. Bernardo de Brito, em igual artifício poético. — Ibidem.
Idem. — Oitavo obolo. O soneto de Pedro da Costa Perestrello “Si gran gloria me tiene de mirarte”, com a versão de Camões em português.
Idem. — Nono obolo. O soneto de Diogo Bernardes “Quem louvará Camões, que elle não seja?”, com a versão francesa do sr. conselheiro José da Silva Mendes Leal. — Ibidem.
Idem. —Decimo obolo. — O mesmo soneto.com a versão de F. Booch-rkossy, em alemão. — Ibidem.
Idem. — Undécimo obolo. O soneto de João Xavier de Mattos “o com o grande imortal Camões”, com a versão do dr. J. Leyder, em inglês.
Iem.— Duodécimo obolo. — O soneto de sir John Bowring a Macau, com o solo de Camões perlustrado “Gem of the Orient Earth and open Sea”, com a versão de Carlos José Caldeira. — Ibidem.
Soneto italiano de Torquato Tasso... endereçado como encomio ao nosso Luís de Camões: com as versões em português, francês e inglês, antecedidas de um preambulo do professor bracarense, etc. Ibi, na mesma imp., 1883. 8.º gr. de 24 pág. 1 de índice. — Tiragem para brindes.
À memória saudosa de Idalina Augusta Pereira Caldas, endereça n'este dia o pae desolado, assimilando-as como suas, estas phrases affectuosas de Camões, com a versão italiana inédita... pelo conselheiro António José Viale. Uma pág.ldem. A versão é a do soneto “Alma minha gentil, que te partiste”.
Uma oitava de Camões em Carrion de Nisas e com anteloquio do professor bracarense, etc. Ibi. 1884.
Uma estrophe dos “Lusiadas” de Camões, dada a lume na Sicilia, em Messina, em 1882, como especimen de versão do portuguez, com anteloquio do professor decano bracarense. etc. (Nova tiragem.) Ibi, na typ. de Bernardo A. de Sá Pereira, 1884. 8.º de 16 pág. e mais 3 inumeradas com o texto e versão da estrofe citada. — Ibidem.
Quatro sonetos do conselheiro Antonio José Viale em homenagem a de Camões no seu tri-centenario em Braga. Off. ao professor decano do lyceu bracarense, etc. Sem indicação da typ. 4.º de 6 pág. inumeradas.
Nota bibliographica em relação ao historiador hollandez Nikolaas Godfried van Kampen, negligentemente descripto no visconde de Juromenha, com apreciador critico de Luiz de Camões. Ibi, 1884. — V. a este respeito o Conimbricense, n.º 3885, de 11 de Novembro do mesmo ano.
Naturalmente, o erudito e indefesso escritor, sr. Pereira Caldas, ainda terá outros trabalhos, mas faltam-me as indicações necessárias para completar agora esta nota.
Dicionário Bibliográfico Português, de Inocêncio Francisco da Silva, continuado e ampliado por Pedro V. de Brito Aranha, Tomo XIIII, Imprensa Nacional, p. 42-46
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