13 de fevereiro de 2012

Linguagem popular de Guimarães (4)


José Leite de Vasconcelos, escultura de Raul Xavier, da colecção da Sociedade  Martins Sarmento


Da Linguagem Popular de Guimarães, segundo José leite de Vasconcelos:
rexio, Assim se lê num ms. do século XVII. Significa: terreno junto à casa, para servidão, isto é, ressio.
S. Nunca: «dia de S. Nunca à tarde», isto é, nunca (tendo sido graciosamente santificado o advérbio). Acrescentou-se à tarde, para arredondamento da frase, como em: toda a vida e mais seis meses.
saraméla e seraméla, salamandra.
sol-cris. Ouvi em S. João de Airão, e é forma muito corrente no Minho, onde também se ouve luacris. Expressões resumidas de sol d'ecris e lua d’ecris, com ecris, forma popular de eclipse.
tamoeiro, correia que ata o cabeçalho ao jugo (dos bois).
terçolho, terçol. Por influência de olho (etimologia popular).
trafogueiro, pedra sobre o lar para se encostar a lenha que tem de se queimar. De (de trás da fogueira, com mudança de género).
tuna: “ir à tuna”, andar em desregramentos nocturnos.
uveira, árvore (carvalho, choupo, etc.) em que se enrosca uma vide. Todos os campos nos arredores de Guimarães são cercados de uveiras, o que à vista lindo aspecto.
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