Linguagem popular de Guimarães (4)


José Leite de Vasconcelos, escultura de Raul Xavier, da colecção da Sociedade  Martins Sarmento


Da Linguagem Popular de Guimarães, segundo José leite de Vasconcelos:
rexio, Assim se lê num ms. do século XVII. Significa: terreno junto à casa, para servidão, isto é, ressio.
S. Nunca: «dia de S. Nunca à tarde», isto é, nunca (tendo sido graciosamente santificado o advérbio). Acrescentou-se à tarde, para arredondamento da frase, como em: toda a vida e mais seis meses.
saraméla e seraméla, salamandra.
sol-cris. Ouvi em S. João de Airão, e é forma muito corrente no Minho, onde também se ouve luacris. Expressões resumidas de sol d'ecris e lua d’ecris, com ecris, forma popular de eclipse.
tamoeiro, correia que ata o cabeçalho ao jugo (dos bois).
terçolho, terçol. Por influência de olho (etimologia popular).
trafogueiro, pedra sobre o lar para se encostar a lenha que tem de se queimar. De (de trás da fogueira, com mudança de género).
tuna: “ir à tuna”, andar em desregramentos nocturnos.
uveira, árvore (carvalho, choupo, etc.) em que se enrosca uma vide. Todos os campos nos arredores de Guimarães são cercados de uveiras, o que à vista lindo aspecto.

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