28 de maio de 2010

Ao Marquês de Pombal, por António Lobo de Carvalho (4)


 
Na morte do Marquês de Pombal em 1782
 
Apesar dos esforços, que fazia
Por dilatar a vida sempre astuto,
O Marquês de Pombal paga o tributo,
Que desde que nasceu pagar devia:
 

Na duração eterno parecia,
E o mundo para ele diminuto:
Se ele foi bom, ou mau, não o disputo,
Que isto toca a mais alta jerarquia:
 
Sei que mostrou, que todo aquele enredo
De máximas, ideias, vigor forte,
Acaba de uma vez, ou tarde ou cedo:
 

Restam hoje as exéquias desta morte;
E para pregar nelas o Macedo
Que está pronto a mentir de toda a sorte.

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