Ao Marquês de Pombal, por António Lobo de Carvalho (3)



Ao mesmo jarreta do Diabo, encaixotado no Pombal, com dinheiro em barda
 

Sim senhores, tem feito maravilhas,
Vai purgando o Marquês o seu pecado;
E na apreensão do vulgo amaldiçoado
Todos estes trovões são cascarrilhas:
 

Tiraram os Mendonças co'os Mansilhas,
Este da feitoria, o outro do prado;
Nem o estrondoso herói já tem ao lado
Mais que a pobre mulher, e uma das filhas:
 

A santa imagem de pavor profundo
Três vezes foi borrada, insulto aquele
Que a história nunca deu a ler segundo:
 

Mas eu trocara co'o Marquês a pele,
Pois quanto dinheirinho há neste mundo
Todo jaz no Pombal nas garras dele.

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