27 de maio de 2010

Ao Marquês de Pombal, por António Lobo de Carvalho (3)



Ao mesmo jarreta do Diabo, encaixotado no Pombal, com dinheiro em barda
 

Sim senhores, tem feito maravilhas,
Vai purgando o Marquês o seu pecado;
E na apreensão do vulgo amaldiçoado
Todos estes trovões são cascarrilhas:
 

Tiraram os Mendonças co'os Mansilhas,
Este da feitoria, o outro do prado;
Nem o estrondoso herói já tem ao lado
Mais que a pobre mulher, e uma das filhas:
 

A santa imagem de pavor profundo
Três vezes foi borrada, insulto aquele
Que a história nunca deu a ler segundo:
 

Mas eu trocara co'o Marquês a pele,
Pois quanto dinheirinho há neste mundo
Todo jaz no Pombal nas garras dele.
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