19 de setembro de 2009

“Afonso Henriques 900 anos depois” - Congresso em Viseu - 4

Terminou o congresso de Viseu, onde, contrariando a afirmação do principal responsável por aquela iniciativa, de que o nascimento em Viseu de D. Afonso Henriques “não deixa dúvidas”, houve quem as tivesse demonstrado. Onde se poderia esperar unanimidade, terá havido apenas “consenso da maioria dos conferencistas” quanto àquela matéria, havendo até um conferencista que “apontou o nascimento para Guimarães, sem, no entanto, ter indicado um só documento nesse sentido”, segundo João Silva de Sousa.

Da anunciada documentação inédita sobre o nascimento de Afonso Henriques em Viseu, cuja discussão estava prometida para este congresso, não há notícias. Continuaremos à espera.
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3 comentários:

Pedro disse...

Estranho seria se o Congresso, realizado em Viseu, apresentasse outro tipo de consenso.

Anónimo disse...

Oh Pedro, eu que até estive no congresso em Viseu não vi esse debate sobre o nascimento de D. Afonso Henriques, quer em Viseu quer noutro qualquer lado. E não vi porque o congresso não era sobre o nascimento de D. Afonso Henriques mas sobre ele em si e sobre a sua época. O congresso reuniu um conjunto d emais de quatro dezenas de historiadores quase todos de reconhecido curriculum e só numa mente deturpada e perversa é que se poderia pensar que todos os que fizeram conferências estavam a soldo dos organizadores do dito.
Estamos conversados sobre como cada um vê as iniciativas sérias pelo seu comentário e, já agora, os comentários do Dr. Amaro das Neves.

aan disse...

Então, não houve debate? É estranho, porque, assim, as conclusões do congresso resultam difíceis de perceber. Cito:

D. Afonso Henriques nasceu em Viseu, em Agosto de 1109, princípios que obtiveram o consenso da grande maioria dos presentes, excepto de um conferencista que apontou o nascimento do infante para Guimarães, sem que tivesse indicado as suas razões – uma que fosse, um só documento que houvesse e o próprio aduzisse.