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A mostrar mensagens de Maio, 2005

O Chafariz do Toural

Uma das maiores riquezas de Guimarães é a água que brota das encostas da Penha, com a qual se sustentou durante largos séculos. Indispensável para a alimentação e para a higiene (embora não tanto para o asseio corporal que, nos tempos antigos praticamente se reduzia a manter limpas as partes do corpo que se apresentavam à vista — as mãos e o rosto…), o abastecimento de água foi, desde sempre, sorvedouro de parte substancial do erário do Município.

Construído em finais de quinhentos, o encanamento da água para a vila foi pago por um imposto lançado sobre a venda de vinho verde, azeite, carne e peixe na vila de Guimarães, autorizado por uma provisão régia de 1585. A água seria conduzida desde as nascentes da Piolhosa e da Presa do Monte até ao Toural, onde foi erigido um belo chafariz de traça maneirista, obra do mestre pedreiro e imaginário Gonçalo Lopes, cujo nome também está ligado à construção da Igreja da Misericórdia.

É do Padre Torcato Peixoto de Azevedo a descrição que, no século …

A Oliveira

A oliveira faz parte da iconografia vimaranense, estando presente nas suas tradições e no seu imaginário. Está presente no brasão da cidade e dá o nome à sua praça mais emblemática, à Colegiada e à própria Santa Maria.

Conta-se que a oliveira de Guimarães teria vindo, no início do século XIV, do antigo mosteiro de S. Torcato, onde produzia azeite para a lâmpada do santo. Plantada na Praça Maior, junto à Colegiada, acabaria por secar. Aí se conservou várias décadas, sem sinais de vida. A tradição atribui-lhe inúmeros milagres, incluindo o do seu próprio renascimento.

Em 1342, o negociante Pero Esteves mandou colocar na praça uma cruz trazida da Normandia (a do Padrão de Nossa Senhora da Vitória), que foi implantada ao lado da oliveira ressequida. Não passariam três dias sem que a oliveira começasse a enverdecer e a deitar ramos. Era o primeiro milagre, dos muitos que se sucederiam nos meses seguintes: três mudos começaram a falar, um surdo voltou a ouvir, vinte e três cegos puderam ver, …