Nós


MEMÓRIAS DE ARADUCA


E assim a nossa leal vila de Guimarães tão antiga, como ilustre, teve tantos nomes, como foram as nações que a ocuparam: foi a sua fundação dos Galos Celtas, porque ficaram estes tão desbaratados, que compadecidos os Gregos do suas desventuras os receberam entre si, e com afabilidade lhe deram lugares, e terras, onde vivessem, e de tal maneira os trataram como seus filhos, que desta sorte ficaram naturais, e moradores de Entre-Douro-e-Minho, cultivando a terra que fica entre Lima e Minho. Aos Tudertanos que entre os Galos Celtas era gente mais nobre, e que haviam escapado da derrota, que entre si tiveram na passagem da rio Lima, e que ficando atrás se foram aposentar na antiga morada dos príncipes da Lusitânia, ali fizeram uma povoação a que chamaram Araduca, da qual Ptolomeu faz menção L. 2. C. 5 no ano de 339 antes de Cristo, onde agora está situada a vila de Guimarães.”
Padre Torcato Peixoto de Azevedo

Assim como Araduca, a cidade mítica que dizem que terá existido no local onde Guimarães depois se implantou, também a história de Guimarães se confunde, não raras vezes, com lendas e tradições que a historiografia nem sempre confirma.
Este blogue é um espaço de opinião e divulgação dedicado à história, à cultura, ao modo de ser e às tradições de Guimarães e dos vimaranenses. De vez em quando, também é um lugar de causas. As opiniões aqui expressas apenas reflectem e comprometem o pensamento do autor que as subscreve.

SER DE GUIMARÃES

Guimarães tem sido sempre também uma das constantes da minha vida. Em toda a parte me dou a conhecer como homem de Guimarães E, em toda a parte, me conhecem como tal.Quando alguém me pergunta se sou português, é do meu hábito – e da minha verdade – responder:Não, não sou português, sou mais do que isso, sou de Guimarães! Com efeito, sou de uma pátria pequenina e sólida chamada Guimarães, que tem por limite Vizela e Caneiros, a Penha e a Pisca. O resto, meus velhos amigos, é a fronteira de um outro mundo’.No amor pelos homens, e na defesa dos seus direitos e dignidade, não reconheço fronteiras. Mas a minha Pátria, a Pátria que me fez vibrar, a minha Pátria autêntica e forte é a Pátria da minha infância, é Guimarães!
Joaquim Novais Teixeira

OS VIMARANENSES
Porque têm história, a história é objecto de culto entre os vimaranenses. Não exactamente a história-ciência, tal como agora consta dos livros e se ensina nas universidades. Essa, não lhes diz grande coisa, porque há uma outra história, a deles, muito mais antiga, muito mais perene, que se transmite de geração em geração, carregada de verdades inquestionáveis. É a essa história que os vimaranenses se vinculam e que veneram como parte indissociável da sua herança colectiva. Até o mais humilde e menos letrado dentre eles será capaz de a defender, com a galhardia e a veemência dos que se sabem senhores da razão, com o mais ilustrado dos catedráticos. Porque, como já alguém disse, em Guimarães somos todos historiadores.

Memórias de Araduca é um blogue de António Amaro das Neves | Guimarães | Minho | Portugal



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