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Quando a letra não bate com a treta


Leio na página 17 da edição esta semana do jornal Mais Guimarães parte de um texto que publiquei aqui, e que autorizei o jornal a reproduzir, que aparece sob o título:
Historiador defende que a Torre pertence à Autarquia

A Torre é a Torre da Alfândega e o autor de tal afirmação pode supor-se que seja eu. Mas não sou. Nunca afirmei que a Torre da Alfândega pertence à Câmara Municipal, porque sei que não pertence (ainda).

No texto a que me refiro, eu partia dos comentários a uma entrevista de José de Guimarães ao Guimarães Digital que lavravam por aí com grande incandescência, mas lavravam em erro. Assumiam que José de Guimarães afirmara que a Torre da Alfândega não tinha sido vendida e que nunca pertencera à sua família. No entanto, nas suas declarações, o pintor vimaranense nunca falou da Torre, mas apenas daquilo a que repetidamente designa como ‘muralha’, ou seja, como facilmente se depreende, da face exterior da torre voltada a Sul onde está a inscrição Aqui Nasceu Portugal. Ora, aos que afirmavam que “a Torre é nossa”, eu respondia no que escrevi:

“Antes assim fosse. Mas assim não é. Vejamos porquê.”

E, a seguir, tentava explicar o meu ponto de vista (que pode ser conferido aqui).  

O que se lê no que que escrevi,  é, em tudo, o contrário daquilo que está no título de jornal a que me refiro. Para o perceber, basta ler o texto que está por baixo de tal título. O problema é que há por aí muita gente, daquela que tem opiniões muito sólidas e convictas, que só lê os títulos e, não raras vezes, até os títulos lê mal. E, até parece sina, nesta discussão acerca da Torre da Alfândega, os títulos de boa parte das notícias têm acertado muito pouco.

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