2 de junho de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (43)

Na morte do Marquês do Pombal em 1782.



Apesar dos esforços, que fazia
Por dilatar a vida sempre astuto,
O Marquês do Pombal paga o tributo,
Que desde que nasceu pagar devia:

Na duração eterno parecia,
E o mundo para ele diminuto;
Se ele foi bom, ou mau, não o disputo,
Que isto toca a mais alta hierarquia:

Sei que mostrou, que todo aquele enredo
De máximas, ideias, vigor forte,
Acaba de uma vez, ou tarde, ou cedo:

Restam hoje as exéquias desta morte;
E para pregar nelas o Macedo,
Que está pronto a mentir de toda a sorte.
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