11 de maio de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (20)


Ao Beneficiado Domingos Caldas Barbosa.

  

Meu Caldas, sabes tu porque a grosseira
Ventura nos persegue avessa e torta?
E porque nunca se nos abre a porta
Ou de homem gordo, ou de mulher matreira?

Minha Musa de Estremadura ou Beira
Carregações de sátiras transporta:
A lua gira mais, porém que importa
Se estás igual comigo na algibeira?

Outra vida sigamos, que eu aprovo;
Faz-te cego, eu moço malhadiço,
Se hás-de levar um cão, levas um Lobo:

De roda andemos, e se for remisso
O nosso herói, que mora ao Poço-novo,
Dá-me com o pau, que não se me dá disso.
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