23 de abril de 2013

As poesias de António Lobo de Carvalho (2)


Na ocasião das honras funerais do Provedor dos Armazéns, mandou o autor a seu filho o Il.mo Fernando de Larre o seguinte

  
Sete dias há só que a eternidade
Nos privou do bom Larre esclarecido,
E mil a anos de dor tem padecido
Triste Lísia no horror de atroz saudade:

Não pareça ficção esta verdade,
A quem souber do estrago acontecido;
Que deve à proporção do bem perdido
Corresponder igual penalidade:

Mas enxuga o teu rosto, oh Tejo amado;
Não te assuste da Parca o sacrilégio,
Que inda o golpe há-de ser remediado:

Que apesar seu te assiste o privilégio
De ver o ilustre pai ressuscitado
Nas ínclitas acções do filho egrégio.


Fernando de Larre, era filho de um arquitecto francês, de quem herdou, além do nome, o cargo de provedor dos armazéns, era, como logo veremos, um dos “mecenas” de António Lobo de Carvalho.
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