7 de março de 2013

Para a história da publicidade em Guimarães (9)

Anúncio publicado no jornal A Tesoura de Guimarães de 1 de Setembro de 1857.
(clicar na imagem para ampliar)

Quando os anúncios também serviam para prevenir as consequências de calúnias:

Atenção.

JOSÉ CUSTÓDIO DA ROCHA, com sua fábrica de velas na rua do Guardal desta cidade para evitar o ódio do respeitável público, que lhe promove um oculto inimigo, faz constar: que não tem em sua casa máquina alguma de destilação, e que nunca a terá com o fim de destilar milho, centeio, batata, ou outro qualquer género próprio do alimento do homem, como alguém quer fazer persuadir ao povo crédulo, alegando que o anunciante comprou muitos carros de pão. O anunciante comprou muito pão, quando dele fornecia o Batalhão 7 de caçadores, e agora só compra aquele, de que carece para a sua numerosa família, e empregados na fábrica. — O il.mo snr. Administrador deste concelho já está ciente da calúnia, e convidado para ir examinar a casa do anunciante, que também o não negará a qualquer curioso, quando venha pedir-lhe autorização para o fazer. O anunciante faz este aviso para sustentar o seu crédito, e para evitar desgraças, que poderiam ter lugar, se alguém, dando crédito a tais embustes, se atrevesse a perturbar a ordem pública.
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