24 de julho de 2009

Amanhã

"Amanhã podem ser assinalados dois factos essenciais da nossa história: em primeiro lugar, os 900 anos sobre o nascimento de D. Afonso Henriques; depois, os 870 anos sobre a Batalha de Ourique. Quanto ao nascimento do fundador da nacionalidade, as dúvidas são muitas acerca da data (Julho ou Agosto) e do local (Guimarães, Coimbra ou Viseu) – e é uma pena, embora durante muito tempo se convencionasse ser o dia 25 de Julho.

D. Afonso merecia melhor sorte na nossa memória e na galeria de personagens a comemorar. De figura lendária e heróica, colecionada em cromos durante a infância, o primeiro dos nossos reis passou a figura pouco recomendável e sujeita a escrutínio rigoroso. Achamo-lo uma velharia e damos-lhe pouca importância. Parece, muitas vezes, que o país não é nosso."

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1 comentários:

Anónimo disse...

É lamentável que um homem como o Francisco José Viegas aduza razões como as que constam deste texto.Eu que não perco um livro nem um comentário dele, mais valia ter-me este passado ao largo. Ter como fonte histórica os cromos do nosso tempo que se compravam nas tabacarias deita abaixo as teses baseadas nos documentos publicados e insertos ainda no IAN/TT, usados pelos catedráticos da História de Portugal.

Nuno Resende apela à Memória. Ao que ele assistiu há 900 anos, não sei onde. O Nuno ainda mexe. Ainda sobrevive ao pó dos séculos