21 de maio de 2013

As Poesias de António Lobo de Carvalho (30)


A João Xavier de Matos.




Ora tu feito fúria, e quanto baste
O teu cravo a roer de ferradura!
Tomara ver-te já nessa postura.
Olha que hás-de ficar galante traste!

Não sei como, João, te não lembraste
Fingir antes do urso a atroz figura.
Que as moças por te ouvir a roncadura
“Ai que bicho! (dirão) afaste, afaste!”

Virá Jónia também, já que é faceta,
(Nem tu dela, meu Matos, mais pretendas)
Pôr a mão no focinho ao seu poeta:

Mas se de um bom conselho não te ofendes,
Chupemos nós a bela garrafeta,
E Jónia vá beber... tu bem me entendes.
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