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metaset({"version":"1.0","encoding":"UTF-8","entry":{"xmlns":"http://www.w3.org/2005/Atom","xmlns$blogger":"http://schemas.google.com/blogger/2008","xmlns$georss":"http://www.georss.org/georss","xmlns$gd":"http://schemas.google.com/g/2005","xmlns$thr":"http://purl.org/syndication/thread/1.0","id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-51812987822366859.post-691259710032723524"},"published":{"$t":"2016-10-07T18:47:00.001+01:00"},"updated":{"$t":"2016-10-08T18:09:49.391+01:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"CEC2012"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Efemérides"}],"title":{"type":"text","$t":"Levantou-se e andou"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cdiv class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-OQIGvxSAI5U\/V_fcmAc-JYI\/AAAAAAAAInc\/ucy8WutAztIEW7WiFfij0XwQEvhGmX4JwCLcB\/s1600\/TempoEncontros18.jpg\" imageanchor=\"1\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"\u003E\u003Cimg border=\"0\" height=\"425\" src=\"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-OQIGvxSAI5U\/V_fcmAc-JYI\/AAAAAAAAInc\/ucy8WutAztIEW7WiFfij0XwQEvhGmX4JwCLcB\/s640\/TempoEncontros18.jpg\" width=\"640\" \/\u003E\u003C\/a\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EPassam hoje dez anos sobre um anúncio que iria mudar a história de Guimarães e a sua relação com o Mundo. O dia 7 de Outubro de 2006 é uma data que deveria estar inscrita a tinta indelével na página principal das efemérides vimaranenses. Se houvesse memória para além do tempo presente, não nos tínhamos esquecido de assinalar a passagem da primeira década sobre a data em que a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou em Guimarães que esta cidade iria ser Capital Europeia da Cultura no ano de 2012.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003ENaquele sábado, realizava-se em Guimarães uma reunião informal do Conselho de Ministros, tendo na agenda a preparação da presidência portuguesa do Conselho Europeu, que iria acontecer no segundo semestre de 2007. Estava previsto que a conferência de imprensa que se seguiria a essa reunião seria aproveitada para fazer a apresentação pública de um projecto relevante para a Sociedade Martins Sarmento, que estava a ser preparado havia alguns meses. Do Ministério, disseram-me para não assumir compromissos para aquele dia, para poder estar presente na conferência de imprensa. Um par de dias antes da reunião, foi-me dito que o anúncio poderia não acontecer, porque o Governo estava a ponderar fazer um outro anúncio. Na véspera, chegou a confirmação de que a apresentação do projecto referente SMS já não iria acontecer, devendo ser agendado para melhor momento.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003ELonge de imaginar o que se preparava, fiquei curioso para saber o que estaria para vir.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EA nova chegou-me logo ao princípio da tarde daquele sábado: a ministra acabava de anunciar que Guimarães iria ser indicada pelo Governo para ser Capital Europeia da Cultura em 2012. A vereadora da Cultura, Francisca Abreu, tinha tido uma reacção de genuína surpresa, com emoção até às lágrimas. O segredo estivera muito bem guardado e, se não erro, em Guimarães, apenas seria do conhecimento do presidente da Câmara, António Magalhães, e do deputado Miguel Laranjeiro.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003ERecebi a notícia maravilhado (estava muito longe de imaginar que a novidade esperada seria aquela) e divertido (porque havia uma curiosa ironia em tal anúncio, fazendo lembrar os desfechos judiciosos das velhas histórias de proveito e exemplo). É que a discussão acerca de uma candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2012 já tinha a sua história.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EAlguns meses antes, o reitor da Universidade do Minho, António Guimarães Rodrigues, tinha apresentado em reunião do Conselho Cultural a sugestão de se mobilizar uma candidatura minhota à Capital Europeia da Cultura, em 2012, ano em que a distinção caberia a uma cidade portuguesa. A ideia seria candidatar, não uma cidade, mas a região do Minho que se distribuía pelo quadrilátero Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos. Dos contactos exploratórios já estabelecidos, percebia-se que havia a possibilidade de a resposta de Braga ser uma negativa, o que inviabilizaria a iniciativa. O Presidente daquele órgão da Universidade, o Professor Lúcio Craveiro da Silva, incumbiu-se da missão de levar a ideia ao Presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado. Que disse que sim. Com a adesão das outras câmaras assegurada, estava aberto o caminho para uma candidatura do Minho a região Europeia da Cultura. Porém, dias depois, a Câmara de Braga daria o dito por não dito, afastando-se da candidatura regional, em favor da apresentação de uma candidatura própria da cidade de Braga. Morria, de morte prematura, uma ideia generosa que poderia ajudar a cimentar uma identidade regional que quase não existe.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003ESeria uma cidade do Minho, e não a região, a ser designada CEC em 2012. Mas não seria Braga, mas sim Guimarães, que nem sequer tinha assumido a ambição de ser, tão cedo, Capital Europeia da Cultura. E era aí que estava a ironia.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E(Mas, mesmo depois do anúncio da Ministra da Cultura, os responsáveis políticos de Braga não desistiram da sua ambição de alcandorar a sua cidade a capital cultural da Europa, mas já não apenas por um ano, que isso para eles era escasso contentamento: o seu limite era a eternidade. Poucos dias após a indicação de Guimarães, apresentavam um plano municipal em que se introduzia o conceito inovador de “capital permanente da cultura”, com que Braga se dispunha a participar na “construção da nova identidade europeia, sem perder a condição de cidade eterna e legenda da civilização ocidental”.)\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EApesar de, até aí, Guimarães não ter equacionado a possibilidade de uma candidatura a CEC, o presidente António Magalhães logo notou que a cidade estava preparada para tamanho empreendimento. Quando lhe apontaram as câmaras e os microfones para perguntar que projectos é que Guimarães tinha para 2012, logo demonstrou que projectos culturais era o que não faltava a Guimarães, exemplificando com o projecto CampUrbis, que iria requalificar o bairro de Couros, com um Centro de Arte Contemporânea associado ao nome de José de Guimarães, e com a Casa da Memória, projectos que tinham sido concebidos no Campus de Azurém, no âmbito da cooperação informal entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Universidade do Minho.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EFoi então posto em marcha o processo da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, cujo desfecho já se conhecia: a decisão que contava era a do Governo português, a quem competia indicar a cidade portuguesa que iria assumir essa condição, e essa decisão já estava tomada e anunciada. Passado um mês, a Ministra da Cultura de Portugal apresentava o nome de Guimarães à União Europeia.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EPor aqueles dias, as chamadas redes sociais ainda estavam muito verdes, mas a \u003Ci\u003Eblogosfera\u003C\/i\u003Evimaranense vivia tempos fervilhantes e muito interventivos. Mesmo quando seguia pela via satírica, levava-se a sério e, mais importante ainda, era levada a sério. Muitos de nós ainda recordarão que a maior discussão daqueles dias andou à volta da escolha do nome de um “comissário” para a CEC. Traçou-se um perfil: teria que ser alguém com projecção nacional e internacional e inquestionável ligação a Guimarães. Aventaram-se muitos nomes, mas os mais referidos foram os de Jorge Sampaio, José de Guimarães e… Paulinho Cascavel.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EFoi criada um grupo de missão, com representação paritária da Câmara Municipal de Guimarães e do Ministério da Cultura, que avançou para o terreno, colhendo contributos de centenas de pessoas, ouvidas em dezenas de reuniões. No início de 2008, já estava nas mãos da União Europeia o dossier final da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EMas, aos dias iniciais quase frenéticos seguiu-se um tempo de quase paralisia, em que as nuvens ameaçadoras da crise financeira global começaram a pairar sobre o projecto, refreando algumas das expectativas mais entusiásticas. E os meses iam correndo, sem que se encontrasse o tão procurado “comissário” para a CEC e sem que se definisse o estatuto jurídico e o modelo de gestão da entidade que seria encarregada da concepção e da execução do programa da CEC. Só no final de Agosto de 2009 é que foi publicado o decreto que criava a Fundação Cidade de Guimarães. Um mês antes, tinha sido apresentada publicamente a presidente indigitada do seu Conselho de Administração, Cristina Azevedo, nome que suscitou alguma perplexidade, estampada numa pergunta: — Quem é?\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EQuase ninguém sabia de onde tinha saído a personalidade que iria encabeçar o projecto da Capital Europeia da Cultura. Mas algo já se sabia: era que estava longe de corresponder ao perfil de que tanto se tinha falado. Não tinha projecção nacional nem internacional e não tinha qualquer ligação conhecida a Guimarães. E era quem a conhecia que dava mostras de maior espanto com tal escolha. Era uma técnica da CCDRN, com fama de competente. Dizia-se que tinha a mais-valia de dominar a complexidade dos dossiers das candidaturas a fundos europeus, mas não se vislumbrava a dimensão do seu currículo cultural que a recomendasse para tais funções. Muitos desconfiavam que a escolha não tivesse sido ditada pela prudência, mas sim pelos insondáveis desígnios das decisões que se tomam à luz difusa de corredores e dos gabinetes palacianos da antiga capital do Império. Este é um mistério que alguém, um dia, esclarecerá.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EO benefício da dúvida que lhe foi concedido durou pouco tempo. Os que em Guimarães trabalhavam na área da cultura não tardaram mais do uns dias a perceberam que tinha havido um incompreensível erro de \u003Ci\u003Ecasting\u003C\/i\u003E. Manifestamente, a direcção geral da CEC não era empreendimento para quem tinha como únicas competências conhecidas as de se saber orientar pela estrutura labiríntica dos processos da candidatura a fundos europeus, aptidões que não eram essenciais para programar e organizar uma CEC, uma vez que não faltavam no mercado técnicos suficientemente competentes para desempenhar tais tarefas. O que era preciso era alguém com mundividência, densidade cultural, inteligência, golpe de asa e boa dose de senso comum.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EO equívoco podia parecer de fácil resolução. Mas não era. Os estatutos da FCG eram um fato justo, feito à medida, concedendo ao Presidente do CA poderes manifestamente excessivos e dificilmente escrutináveis, tornando-o praticamente inamovível depois de provido no lugar. Incompreensivelmente, se não acautelavam minimamente os direitos das partes interessadas no processo, a Câmara de Guimarães e o Ministério da Cultura, blindavam criteriosamente a posição do Presidente do Conselho de Administração. Na altura, dizia-se que aquela obra teria sido desencantada pela pessoa que estava designada para o lugar, num escritório de advogados lisboeta especializado em cobranças difíceis, com a autarquia vimaranense a assumir uma única responsabilidade: a de liquidar a correspondente nota de honorários. Até hoje, ainda custa a perceber como é que tamanha aberração obteve a aprovação do Ministério da Cultura, da Câmara e da Assembleia Municipal de Guimarães. Outro mistério que algum dia se desvendará.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EO que se seguiu foi o que todos sabemos, mais o que ainda não sabemos, mas que um dia se contará. Uma sucessão de tiros no pé, uma absoluta incompreensão da realidade local, uma estratégia de comunicação desastrosa. Uma auto-suficiência teimosa, que persistia em ignorar os sinais de desencanto da cidade, dos cidadãos, da Câmara Municipal e do Ministério da Cultura. A Capital Europeia da Cultura de Guimarães parecia destinada ao naufrágio.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EMas não foi isso que aconteceu. Postos perante a eminência do malogro, os vimaranenses assumiram a causa da Capital Europeia da Cultura e forçaram a nau a entrar na rota certa, vencendo a tormenta e alcançando bom porto e terra firme.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EE foi o que se viu: Guimarães levantou-se e andou.\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\"\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E***************\u003C\/span\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/span\u003E\u003Cspan style=\"font-family: \u0026quot;verdana\u0026quot; , sans-serif;\"\u003EDisponíveis para download, juntos e em pdf, os textos das Memórias de Araduca sobre o processo da CEC2012:\u003C\/span\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;\"\u003E\u003Cspan style=\"font-size: 42.0pt;\"\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B-nTcIQnc4LQbFI0bHp2Q0ZpLTA\"\u003E\u003Cspan style=\"font-size: x-large;\"\u003ELevantou-se e andou\u003C\/span\u003E\u003Cspan style=\"font-size: 42pt;\"\u003E\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/a\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B-nTcIQnc4LQbFI0bHp2Q0ZpLTA\"\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cdiv class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 6.0pt;\"\u003E\u003Cspan style=\"line-height: 130%;\"\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/drive.google.com\/open?id=0B-nTcIQnc4LQbFI0bHp2Q0ZpLTA\"\u003E\u003Cspan style=\"font-size: x-small;\"\u003EMemórias do processo de Guimarães — Capital Europeia daCultura 2012\u003C\/span\u003E\u003Cspan style=\"font-size: 12pt;\"\u003E\u003Co:p\u003E\u003C\/o:p\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/a\u003E\u003C\/span\u003E\u003C\/div\u003E\u003Cbr \/\u003E\u003C\/div\u003E"},"link":[{"rel":"replies","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/araduca.blogspot.com\/feeds\/691259710032723524\/comments\/default","title":"Enviar feedback"},{"rel":"replies","type":"text/html","href":"https:\/\/www.blogger.com\/comment.g?blogID=51812987822366859\u0026postID=691259710032723524","title":"0 Comentários"},{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/51812987822366859\/posts\/default\/691259710032723524"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/51812987822366859\/posts\/default\/691259710032723524"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"https:\/\/araduca.blogspot.com\/2016\/10\/levantou-se-e-andou.html","title":"Levantou-se e andou"}],"author":[{"name":{"$t":"Unknown"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"16","height":"16","src":"https:\/\/img1.blogblog.com\/img\/b16-rounded.gif"}}],"media$thumbnail":{"xmlns$media":"http://search.yahoo.com/mrss/","url":"https:\/\/2.bp.blogspot.com\/-OQIGvxSAI5U\/V_fcmAc-JYI\/AAAAAAAAInc\/ucy8WutAztIEW7WiFfij0XwQEvhGmX4JwCLcB\/s72-c\/TempoEncontros18.jpg","height":"72","width":"72"},"thr$total":{"$t":"0"}}});